Sinais de alerta no sono: como ronco e apneia afetam saúde e produtividade
Ronco não é normal e pode ser a ponta do iceberg de um sono não reparado
São Paulo – dezembro 2025 - Dormir bem é essencial para a saúde física e mental, mas nem sempre o descanso noturno é reparador. “Um terço dos adultos têm problema de sono, relacionado a respiração. Quando há ronco, pausas para respirar ou até aquele esforço maior para puxar o ar à noite, isso é um sinal claro de que o corpo não está descansando como deveria” explica o otorrinolaringologista Dr. Paulo Reis*, especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil.
Entre os principais distúrbios respiratórios do sono está a apneia obstrutiva, que leva a fragmentação do sono. “A pessoa não consegue chegar ao descanso profundo e acorda várias vezes sem perceber. No dia seguinte, vem o cansaço, a dificuldade de se concentrar e até irritação. É como carregar o celular com um carregador ruim e acordar com a bateria pela metade” afirma o médico.
O impacto, no entanto, vai muito além do cansaço. A American Academy of Sleep Medicine (AASM) aponta que pessoas com apneia não tratada têm até o dobro de risco de desenvolver hipertensão e 30% mais chances de sofrer eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC. “Quando o sono é interrompido várias vezes, o corpo não consegue fazer reparos importantes, nem organizar a memória ou equilibrar os hormônios. Com o tempo, isso enfraquece a saúde como um todo e abre espaço para problemas mais sérios, como pressão alta e doenças do coração” alerta o Dr. Paulo Reis.
Um dos sinais de alerta mais comuns que seu sono não está normal é o ronco frequente, muitas vezes negligenciado. “O ronco não é só um barulho chato que incomoda quem dorme do lado. Muitas vezes ele é um aviso de que as vias respiratórias estão obstruídas. O ronco por si só já é um indicativo de que é importante investigar como está o sono” destaca o médico.
O diagnóstico é feito por meio da polissonografia, exame que avalia o sono e a respiração durante a noite, profundidade do sono, posição que apresenta os problemas, ritmo cardíaco e respiração. O mais importante é entender a individualidade e particularidade de cada pessoa. “Com o resultado, conseguimos indicar o tratamento certo para cada pessoa, como mudanças de estilo de vida, perda de peso, uso de dispositivos para desobstruir as vias aéreas, laser para aumentar o tônus das estruturas da garganta e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. O mais importante é entender que dormir mal não é normal. Se o cansaço não passa, se o ronco é frequente ou se a sonolência atrapalha o dia a dia, é hora de procurar um médico do sono”, finaliza o Dr. Paulo Reis.
*DR. PAULO REIS:otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil. Membro da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem Título de Especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG e em Medicina do Sono pela ABMS. CRM/MT 6693 | RQE 2579 | RQE 4114 | Instagram: @dr_pauloreis @bonvivbrasil
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Uma romântica que acredita no amor eterno. Redatora do Portal Splish Splash. VER PERFIL
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