King Kong Fran regressa a Lisboa e ao Porto em 2026

King Kong Fran, de Rafaela Azevedo, regressa a Lisboa e ao Porto em 2026 com um espectáculo provocador que cruza humor, crítica social e reflexão.
Cartaz do espectáculo King Kong Fran de Rafaela Azevedo em Lisboa e Porto

O espectáculo de Rafaela Azevedo que transforma o riso em reflexão social


Um espectáculo que faz rir, desconforta e pensa

"Quando o humor deixa de ser leve, é porque está a tocar onde importa."
Vímara Porto

O espectáculo “King Kong Fran”, criado e interpretado por Rafaela Azevedo, soma já mais de 150 mil espectadores no Brasil e na Europa. Em 2025, a estreia em Portugal foi marcada por casas esgotadas em Lisboa e no Porto, confirmando que o público português não só riu, como percebeu exactamente do que se estava a falar.

Em 2026, Rafaela Azevedo regressa aos palcos portugueses com duas datas muito aguardadas: 9 de Fevereiro no Teatro Villaret, em Lisboa, e 10 de Fevereiro no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Duas noites para reencontrar Fran, a mulher-gorila que desmonta, com humor e ironia, os estereótipos associados ao feminino.

Misturando cabaré, circo e a clássica figura da mulher-gorila, “King Kong Fran” é tudo menos um espectáculo confortável. Entre gargalhadas e silêncios estratégicos, surgem temas tão incómodos quanto urgentes: machismo, assédio, abuso, consentimento e as muitas formas subtis — e nem sempre subtis — de desigualdade. Aqui, o riso não serve para distrair, mas para abrir caminho à reflexão.

A força do espectáculo reside também na sua dimensão interactiva. Rafaela Azevedo quebra a quarta parede, provoca o público, inverte papéis e transforma a plateia numa parte activa da narrativa. Cada sessão é única, porque cada público reage de forma diferente — e isso faz parte do jogo.

Mais do que entreter, “King Kong Fran” propõe um exercício colectivo de pensamento. Através de histórias, metáforas e momentos de participação directa, a performance leva o espectador a confrontar dilemas sociais, filosóficos e pessoais que fazem parte da vida contemporânea. Não há moralismos fáceis nem respostas prontas. Há perguntas que ficam a ecoar depois das luzes se apagarem.

Assistir a “King Kong Fran” é aceitar o convite para rir de assuntos sérios — e pensar seriamente sobre aquilo que tantas vezes preferimos varrer para debaixo do tapete.


Nota do Editor – Portal Splish Splash
Num tempo em que o humor é frequentemente confundido com leveza ou evasão, “King Kong Fran” lembra-nos que rir também pode ser um acto político. E, às vezes, dos mais eficazes. 
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