Puccini no CCB: Suor Angelica & Gianni Schicchi

Duas óperas em 1 ato de Puccini, Suor Angelica e Gianni Schicchi, pela OSP e Coro do TNSC, no CCB a 2 e 4 de outubro.
Cartaz do espetáculo Suor Angelica e Gianni Schicchi de Puccini no CCB

Duas óperas em 1 ato de Puccini pela OSP e Coro do TNSC no Grande Auditório do CCB

"Duas faces da condição humana em música sublime."
Vímara Porto


Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos

CCB . 2 e 4 outubro . quinta-feira: 20h00 e sábado: 17h00 . Grande Auditório
Conversa pré-concerto meia hora antes de cada récita por Luís M. Santos
Atividade exclusiva para portadores de bilhete para o concerto


Suor Angelica & Gianni Schicchi
Óperas em 1 Ato
Música Giacomo Puccini
Libreto Giovacchino Forzano

FICHA TÉCNICA
Direção musical Renato Balsadonna
Encenação Carmine De Amicis
Cenografia Gloria Bolchini
Figurinos Carmine de Amicis e Gloria Bolchini
Desenho de Luzes Carlos Ramos

Suor Angelica
Suor Angélica Sílvia Sequeira
La Zia Principessa Cátia Moreso
La Badessa Nélia Gonçalves
Suor Zelatrice Paula Morna Dória
La maestra delle novizie Carolina Figueiredo
La suora infirmiera Rita Coelho

Gianni Schicchi
Gianni Schicchi Luís Rodrigues
Rinuccio Francesco Lucii
Lauretta Rafaela Albuquerque
Nella Rita Marques
Zita Cátia Moreso
La Ciesca Patrícia Quinta
Gherardo Marco Alves dos Santos
Betto João Oliveira
Simone Nuno Dias
Amantio di Nicolao Ricardo Panela 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos (Suor Angelica)
Maestro titular Giampaolo Vessella
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Esta nova produção revisita duas visões contrastantes da condição humana: a pungente tragédia de Suor Angelica e a desabrida comicidade de Gianni Schicci. Trata-se da segunda e terceira partes de Il Trittico (1918), a trilogia operática de Giacomo Puccini.

No centro da primeira ópera, está a figura de Irmã Angélica que, como penitência por uma gravidez que manchara o nome da família, se viu obrigada a tomar o véu, renunciando à convivência com o próprio filho. Uma visita da sua tia ao convento precipitará uma nova humilhação e, sobretudo, a mais devastadora das perdas.

Num registo distinto, Gianni Schicchi apresenta-nos a célebre personagem da tradição florentina: o astuto e manipulador «fura-vidas» que, chamado a resolver uma disputa familiar em torno de uma herança, acaba por virar as cartas a seu favor.

Dois enredos veristas, magistralmente musicados por Puccini: em Suor Angelica, escutam-se apenas vozes femininas, numa escrita vocal e orquestral de intensa carga emocional – como a ária Senza mamma, o bimbo, tu sei morto, envolta numa orquestração de requinte, por vezes impressionista; já em Gianni Schicchi, destaque-se a mais famosa e enternecedora «birra» da história da ópera, a ária O mio babbino caro. São duas obras que, em tom e forma distintos, celebram a universalidade da experiência humana. 
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