Brincos grandes podem rasgar lóbulo da orelha; saiba como evitar e corrigir o problema

Os brincos são acessórios extremamente versáteis e fáceis de usar, sendo uma excelente maneira de incrementar os looks masculinos e femininos. E os brincos grandes são extremamente populares por chamarem mais atenção ao rosto.

 

Intervenção cirúrgica e preenchimento de ácido hialurônico são opções para corrigir alargamento do furo ou rompimento do lóbulo da orelha causados por brincos pesados.

São Paulo – Março/2022 - Os brincos são acessórios extremamente versáteis e fáceis de usar, sendo uma excelente maneira de incrementar os looks masculinos e femininos. E os brincos grandes são extremamente populares por chamarem mais atenção ao rosto. O problema é que, por serem pesados, esses brincos podem acabar causando danos ao lóbulo das orelhas, que podem até mesmo chegar a rasgar. “O uso indevido e prolongado de brincos pesados pode causar uma pressão muito grande sobre o furo, que pode se alargar e até mesmo romper o lóbulo, o que, apesar de não ser grave, pode causar grande desconforto estético. Esse risco é ainda maior caso o furo tenha sido feito incorretamente, muito próximo da borda, ou a orelha tenha múltiplos furos, já que, quanto mais joias, maior será a pressão sobre a pele do lóbulo”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance*, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Outro fator que pode causar o rompimento ou alargamento do furo são quadros de alergia. É muito comum, por exemplo, a alergia à brincos de bijouteria devido à mistura do metal que contém níquel, que é muito alergênico. Como se não bastasse, o envelhecimento também pode afetar o lóbulo da orelha com perda de gordura e flacidez.”

É claro que existem algumas medidas que podem ser tomadas para evitar esse problema, como procurar um profissional especializado para furar a orelha, evitar o uso constante e prolongado de brincos muitos pesados e, em caso de alergia, evitar usar mistura de metais. “Além disso, é muito importante cuidar para que a cicatrização do furo ocorra de maneira adequada, retirando o brinco caso surja alguma inflamação”, diz a médica. “Alguns conselhos importantes incluem evitar dormir de brinco, para evitar que o acessório enrosque no travesseiro e acabe rasgando a orelha por acidente, não usar brincos pesados por muito tempo. Tome cuidado também com crianças, esportes e situações que podem causar acidentes por tração abrupta do brinco. E, claro, ao perceber que o furo da orelha está se alargando ou começando a rasgar, é melhor suspender o uso desses acessórios para evitar que o problema evolua.”

Mas se mesmo seguindo esses cuidados o lóbulo acabar resgando não é preciso se preocupar, pois existem soluções para reverter o problema. “Por exemplo, caso o furo esteja apenas um pouco alargado e o lóbulo caído devido ao envelhecimento, podemos apostar na aplicação de preenchedores injetáveis de ácido hialurônico ou mesmo gordura, que são capazes de repor o volume e diminuir a flacidez do lóbulo da orelha imediatamente após sua aplicação, reduzindo o tamanho do furo e rejuvenescendo essa região”, explica a médica.

No entanto, caso o furo já esteja muito grande ou o lóbulo da orelha já tenha rasgado, a única solução para o problema é a intervenção cirúrgica através de um procedimento conhecido como lobuloplastia. “A lobuloplastia é uma cirurgia plástica extremamente simples, segura e rápida, durando cerca de 30 minutos. Realizado sob anestesia local, o procedimento consiste em suturar os tecidos rasgados, unindo-os novamente. Dependendo do caso, pode ser retirado um pequeno pedaço de pele antes da sutura do tecido. Dependendo do quadro, um novo furo pode ser feito no mesmo procedimento, mas com distância de 1 ou 2 milímetros da cicatriz, não havendo necessidade de ficar sem brinco”, explica a cirurgiã plástica.

De acordo com a médica, o período pós-operatório é tranquilo e não muito doloroso. “Mas é importante adotar alguns cuidados, como evitar a exposição solar e manter o local limpo, assim como evitar o uso de brincos e outros acessórios que possam pressionar a região, como certos fones de ouvido. Se for feito novo furo, é importante não trocar o novo brinco e girar 1 vez ao dia por ao menos 2 semanas”, aconselha a médica. “A cicatriz, por sua vez, fica visível no lóbulo da orelha, sendo geralmente muito discreta e de boa qualidade, mas cabe ao cirurgião realizar a sutura corretamente para deixar a cicatriz dessa forma. Em pacientes que tem tendência à formação de queloide, o cuidado deve ser redobrado, podemos até mesmo indicar betaterapia no período pós-operatório. O mais importante para conquistar um resultado esteticamente satisfatório é buscar por um cirurgião plástico experiente e devidamente certificado para realizar o procedimento”, finaliza a Dra Beatriz Lassance.

DRA. BEATRIZ LASSANCE - Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

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