Camilo Solano transforma anseios atuais no EP “Canções Cansadas”

Quadrinista de destaque no cenário nacional, Camilo Solano mostra o seu lado musical nas duas faixas que integram o EP “Canções Cansadas”. O projeto reúne músicos de renome - como integrantes da banda Caramelows - e combina um instrumental refinado guiado pelos produtores Eder Araujo e Eduardo Chuffa com letras que vão da melancolia ao êxtase, da indiferença à esperança. O EP já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Artista reconhecido no mundo dos quadrinhos, ele mostra seu lado musical nesse trabalho

Quadrinista de destaque no cenário nacional, Camilo Solano mostra o seu lado musical nas duas faixas que integram o EP “Canções Cansadas”. O projeto reúne músicos de renome - como integrantes da banda Caramelows - e combina um instrumental refinado guiado pelos produtores Eder Araujo e Eduardo Chuffa com letras que vão da melancolia ao êxtase, da indiferença à esperança. O EP já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Ouça “Canções Cansadas”: https://smarturl.it/CancoesCansadas

Camilo Solano transforma em música as inseguranças e incertezas dos tempos atuais. A crise sanitária trouxe à tona sentimentos conflitantes para muitos, e o artista escolheu dar vazão a esses anseios ao revelar ao público seu lado menos conhecido até então: o de músico. “Em horas assim / Me sinto desolado / Quase no fundo do poço / O corpo sua um suor gelado de nervoso”, canta em “Tanto Faz”. No lado B do EP, surge o otimismo: “Antes de chover / O vento me faz perceber / Que o tempo vai mudar / E tudo vai passar”, ele entoa em “Vento Venta”.

“Compus essas músicas durante a pandemia de COVID-19 e elas são o reflexo desse cansaço, dessa exaustão que foi e está sendo viver esse momento. Principalmente se você for brasileiro. O Brasil era o país mais ansioso do mundo antes da pandemia. Tenho certeza que agora, nem vale mais a pena contar. Temos que lutar a todo instante e fazer um esforço enorme para tentar se movimentar, por menor que seja esse deslocamento, temos que tentar nos mover pra frente. Pra frente do que queremos, pra cima de quem te desrespeita ou desrespeita o próximo. Escrever e tocar essas músicas são uma espécie de celebração. São músicas sobre essa ansiedade. Às vezes melancólica, às vezes frenética. Agora tanto faz, vento venta novos ventos. E vamos à luta!”, convida.

Este é o primeiro lançamento musical de Camilo Solano após uma série de canções compostas para sua HQ “Semilunar”, lançada em 2017. Mas a música está presente em sua vida desde o início. Filho de pai músico e radialista e mãe que cantava Caetano Veloso para a barriga em sua gestação, Camilo cresceu cercado de arte, cultura e histórias. A trilha sonora da casa ia de sambas antigos a Beatles, Jovem Guarda e música negra americana, sem deixar de lado os maiores nomes da MPB. Já na adolescência, veio a paixão pelo punk dos Ramones, misturando com Frankie Valli & the Four Seasons até chegar nas interseções do blues com o samba.

Formado em Design, seu trabalho de conclusão de curso foi a primeira HQ: “Inspiração – Deixa entrar Sol nesse porão” lhe rendeu duas indicações ao Troféu HQ MIX como Novo Talento Desenhista e Novo Talento Roteirista. Lançou independentemente o gibi “Desengano”, que teve o prefácio escrito por Robert Crumb, o maior autor dos quadrinhos underground dos EUA, que também é músico e fez a capa do disco “Cheap Thrills”, de Janis Joplin. Seu primeiro trabalho com editora foi “Semilunar”, que saiu pela Balão Editorial e com esta obra foi finalista do Prêmio Jabuti.

Publicou o “Fio do Vento” pela editora Veneta e depois foi convidado a criar a sua própria versão do personagem Cascão, da Maurício de Sousa Produções. Disso nasceu “Temporal”, HQ escrita e desenhada pelo autor, oferecendo seu olhar sobre o menino que não gosta de banho da Turma da Mônica. Com esse título, ganhou o Troféu HQ MIX.

Lançou a pequena e poderosa HQ “Solzinho” - que, pelas palavras de Emicida, “é uma das coisas mais lindas que já li na minha vida”. No final de 2021 lançou “Cidade Pequenina” pela editora Pipoca & Nanquim e nela, ao lado do seu irmão Aldo Solano, reuniram várias histórias sobre cidades do interior, causos e contos baseados em histórias que ouviram ou vivenciaram. Este, mais uma vez, teve o prefácio escrito por Robert Crumb, que é seu padrinho na nona arte.

Também em 2020 e 2021, lançou algumas músicas em suas redes sociais e canal do YouTube, sempre com um tom intimista e sincero. Dessa incursão sonora surgiu “Canções Cansadas”, composições sobre uma ansiedade e esgotamento emocional que se ancoram na arte para seguir em frente. Com o trabalho, Camilo busca unir forças e se reerguer, se reconhecer e enfrentar. Procura sempre ser otimista e intenso.

Essa candura e sinceridade são o fio condutor do trabalho de Camilo Solano até aqui - seja na música, seja nos quadrinhos. Em forma de gibi ou de canção, suas criações são frutos de um processo de encontro do artista consigo mesmo. E desse mergulho e exposição, surge uma relação forte com as inseguranças e ansiedades de quem está do outro lado da tela ou da página. Da conexão, faz-se a arte.

O EP “Canções Cansadas” foi viabilizado pelo edital da Lei Aldir Blanc de São Manuel – 2021, e já está disponível nas principais plataformas de música.

Ficha técnica
Vento venta
Música e letra - Camilo Solano 
Produção - Eder Araujo e Eduardo Chuffa 
Voz e violão - Camilo Solano 
Wurlitzer e Hammond - Fernando TRZ 
Baixo - Eduardo Chuffa 
Bateria - Beto Figueiredo 
Percussões - Marja Lenski 
Saxofones e flauta - Eder Araujo 
Mix e Master - Renato Cortez (Estúdio MatoRecords) 

Tanto Faz
Música e letra - Camilo Solano 
Produção - Eder Araujo e Eduardo Chuffa 
Voz e violão - Camilo Solano 
Wurlitzer e Hammond - Fernando TRZ - Eduardo Chuffa 
Percussão - Miguel Pumarol

Clarinete e flauta - Eder Araujo 
Mix e Master - Renato Cortez (Estúdio MatoRecords) 
Projeto selecionado pelo edital da Lei Aldir Blanc de São Manuel – 2021

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