15 anos da Lei Maria da Penha no Brasil

Quem é a mulher que originou a Lei Maria da Penha? Como tudo começou? Porque a sua experiência virou símbolo de luta por uma vida livre de violência? Essas e outras respostas serão dadas no dia 26 de outubro de 2021, quando Maria da Penha Maia Fernandes prestar o Depoimento para a Posteridade para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.


A história da cearense que virou símbolo nacional da luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar


Quem é a mulher que originou a Lei Maria da Penha? Como tudo começou? Porque a sua experiência virou símbolo de luta por uma vida livre de violência? Essas e outras respostas serão dadas no dia 26 de outubro de 2021, quando Maria da Penha Maia Fernandes prestar o Depoimento para a Posteridade para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.


“Esse ano a Lei nº 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou 15 anos. É um marco para a sociedade brasileira, e por isso o registro do seu depoimento é significativo, emblemático. Preservar a sua história, a luta por justiça, dignidade e respeito, que faz parte da trajetória da Maria da Penha é muito importante”, afirmou o presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro.


Maria da Penha, farmacêutica bioquímica, tinha apenas 38 anos quando sofreu dupla tentativa de feminicídio e sobreviveu para contar. Paraplégica, com três filhas pequenas para criar, transformou a sua dor na luta pela garantia dos direitos das mulheres que sofrem com a violência no Brasil. Fundou em 2009, o Instituto Maria da Penha, com sede em Fortaleza, e representação em Recife, com o objetivo de estimular e contribuir para a aplicação integral da Lei Maria da Penha.


Reconhecida nacional e internacionalmente, Maria da Penha Maia Fernandes foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz 2017. Aos 76 anos, trabalha incansavelmente para conscientizar e promover a construção de uma sociedade sem violência doméstica e familiar contra a mulher.


Pela primeira vez na história do MIS RJ, desde a criação da série em 1966, que o Depoimento para a Posteridade será gravado em outro estado. Por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que possibilitou a viagem, o registro acontecerá no Instituto Maria da Penha, Fortaleza, Ceará, no dia 26 de outubro de 2021(terça-feira), com as presenças de Maria da Penha Maia Fernandes e a entrevistadora, Valéria Maia Fernandes (irmã da depoente). A outra convidada entrevistadora, Regina Célia Almeida Silva Barbosa (professora universitária, sócia-fundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha), estará em Recife, Pernambuco, remotamente do seu computador.


Sobre a série Depoimentos para a Posteridade:

Em 1966, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inaugurou a série Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, de figuras notáveis, como Raquel de Queiroz, Ana Maria Machado, Ariano Suassuna, Bárbara Heliodora, Cacilda Becker, Carlos Heitor Cony, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Jorge Amado, Nélida Piñon, Tarsila do Amaral, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Elza Soares, Fernanda Montenegro, Hildegard Angel e Marieta Severo. Vale lembrar que a gravação fica à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.


SERVIÇO:

Local:  Instituto Maria da Penha – Fortaleza/CE

Data: 26 de outubro de 2021 (terça-feira).

Horário: 14h às 17h, gravação sem a presença de público.

Contatos MIS RJ: comunicacao@mis.rj.gov.br

Tel.: (21) 2216-8500 / (61) 9 9833 3158 

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2 Comentários
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  1. Nobre colega Alba, registro mais do que merecido. Um exemplo de mulher guerreira.

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  2. Sim, caro amigo Marley, graças a Maria da Penha Maia Fernandes, esta Lei veio criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Obrigada pela tua participação. Abraço!

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