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segunda-feira, maio 17, 2021

Por que ocorre a queda capilar pós-parto?

Durante a gestação, muitas mulheres experimentam uma fase de intensas transformações e algumas delas são sentidas nos cabelos, que ficam extremamente brilhantes, densos, proteicos e com crescimento acima da média. “Isso ocorre durante a gestação por conta do estímulo dos hormônios femininos nos cabelos, que ficam em fase anágena, de crescimento.


Aumento dos hormônios femininos na gestação melhora a qualidade do cabelo, mas no pós-parto acontece uma queda acentuada desses hormônios, que pode favorecer a queda capilar


São Paulo — 11/05/2021 - Durante a gestação, muitas mulheres experimentam uma fase de intensas transformações e algumas delas são sentidas nos cabelos, que ficam extremamente brilhantes, densos, proteicos e com crescimento acima da média. “Isso ocorre durante a gestação por conta do estímulo dos hormônios femininos nos cabelos, que ficam em fase anágena, de crescimento. Então toda gestante, a não ser aquelas com deficiência de ferro, anemia ferropriva, deficiência de ácido fólico ou ainda de vitamina D, tem uma qualidade capilar de excelência assim como o crescimento da unha que acompanha a questão capilar”, afirma a dermatologista Dra. Letícia Bortolini, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. No entanto, no período pós-parto há uma grande preocupação com a queda dos fios. Esse fenômeno é chamado de eflúvio telógeno pós-gestacional, com queda intensa dos fios.


De acordo com a médica, enquanto na gestação o aumento dos hormônios femininos provoca uma vasodilatação para o bulbo capilar trazendo mais oxigênio e nutrientes, mantendo os fios na fase de crescimento por longo período, no pós-parto acontece uma diminuição acentuada dos hormônios femininos, o que favorece a queda.


Este quadro pode começar principalmente nos primeiros quatro a seis meses. “Há uma baixa dos hormônios femininos no pós-parto e no pós-cesárea pelo próprio estresse do período pós-cirúrgico e muitas vezes com casos em que a paciente não dorme o suficiente e não se alimenta como deveria, além da questão da amamentação, o quadro de estresse físico e emocional com alteração hormonal pode levar à queda capilar”, afirma a Dra. Letícia. “Uma recomendação importante é a introdução de vitaminas para melhorar a performance e nutrição capilar no último trimestre”, afirma.


Segundo a dermatologista, essa é uma característica importante a ser pensada, observada e prevenida. “Se isso não for feito, nós podemos entrar imediatamente com altas dosagens de vitaminas, checar os níveis férricos e as questões relacionadas aos hormônios femininos e a tireoide, a vitamina D, zinco e o ácido fólico; e fazer o uso de substâncias específicas se elas tiverem carência ou a reposição de um aporte nutricional que seja específico para a parte capilar.”


Com relação à suplementação nutricional para o cabelo, já no terceiro trimestre, a médica explica que podem ser usadas substâncias como biotina, cistina, ornitina, Exsynutriment, Bio-Arct, colágeno peptídeo, taurina, arginina, metionina e reposição de ferro e zinco, além de ácido fólico. Além disso, alguns cuidados tópicos podem ser colocados em prática, como a utilização de loções. “E, no consultório, após o nascimento, podem ser usados tratamentos como microagulhamento, laser fracionado não ablativo e a técnica de Microinfusão de Medicamentos na pele (MMP), que é excelente e de resultados rápidos para melhorar a queda”, finaliza a médica.


DRA. LETÍCIA BORTOLINI: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. À frente da clínica Enlapy, em Cuiabá, a médica é formada em Medicina pela Universidade de Cuiabá, com especialização em Dermatologia pela Fundação Souza Marques (São Paulo/SP) e em Clínica Médica pelo Hospital Guilherme Álvaro (Santos/SP). 

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