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quarta-feira, março 10, 2021

Dar à luz e dar a vida: perdas e conquistas necessárias na gestação

Desde o momento da concepção, ou mesmo antes dela, até o nascimento do bebê, ocorrem na mãe mudanças que provocam uma revolução tanto emocional quanto física. Em "Dar à luz e dar a vida", a psicanalista francesa Tamara Landau traz uma perspectiva detalhada sobre os rompimentos naturais a esse processo

Desde o momento da concepção, ou mesmo antes dela, até o nascimento do bebê, ocorrem na mãe mudanças que provocam uma revolução tanto emocional quanto física. Em "Dar à luz e dar a vida", a psicanalista francesa Tamara Landau traz uma perspectiva detalhada sobre os rompimentos naturais a esse processo


Há muito que se tornou nítida a necessidade de obras que se debruçam com seriedade sobre as mudanças emocionais que ocorrem no processo de concepção, gestação e puerpério. Em Dar à luz e dar a vida: diálogos e separações durante a gravidez, lançado pela Aller Editora, a psicanalista e psicoterapeuta francesa Tamara Landau aborda o tema de forma original, apresentando desde a natureza da relação da futura mãe com sua família de origem e com o feto in utero até os determinismos e consequências potenciais dos transtornos que podem surgir.


De forma inovadora e didática, cada trimestre da gestação é analisado a partir dos fenômenos observados. Baseada numa escuta acolhedora das mulheres, Landau narra pesquisas e descobertas que envolvem esse delicado momento da futura mãe, e os possíveis desdobramentos de tal vivência na dimensão psíquica tanto da gestante quanto do feto. Essa via de mão dupla é lembrada por Landau em diversos trechos da obra, destacando que, a cada trimestre, a mãe abandona uma ideia sobre aquele bebê que se forma e abre espaço para uma nova. Assim, evidencia que as perdas são inerentes e necessárias para a gestação.


Tamara Landau analisa ainda a presença daqueles ao redor da grávida: a avó, a irmã, o pai do bebê, o filho mais velho, que costuma ter reações muitas vezes não compreendidas etc.


Acabamos de mencionar as angústias da mulher grávida, mencionamos até mesmo as angústias de morte. Mas dado que a gravidez é comumente apresentada como um momento de felicidade que deve apenas ser preservada de alguns perigos, por que vir perturbar essa harmonia com nossa discussão? Certamente, a gravidez é um momento de grande felicidade, de grande prazer, mas, vale ressaltar, não é possível vivê-la sem angústias. – Tamara Landau (Dar à luz e dar a vida)


A autora - que também é membra fundadora da Sociedade de Psicanálise Freudiana (Paris) e fundadora do grupo de pesquisa MnemoArt (Arte, Psicanálise e Ciência) - recorre a Freud para explicar a função da angústia e das pulsões de autoconservação e de destruição encontradas nos casos clínicos que ilustram a obra. Ela discorre também sobre o desenvolvimento de habilidades antes nunca percebidas, a sensibilidade aflorada, a importância da escolha do nome do bebê, a depressão que pode ocorrer nas mudanças gestacionais – o chamado baby blues -, a sexualidade durante esse período e, até mesmo, o possível renascimento da mulher após o parto.


Dar à luz e dar a vida é um livro para mulheres interessadas em compreender melhor a experiência gestacional, oferecendo a oportunidade de uma vivência mais plena dessa fase. Sobretudo, é um livro que se abre a todos os que compartilham o período de planejamento, gestação e chegada de um novo sujeito - uma das jornadas mais importantes do ser humano.


FICHA TÉCNICA

Dar à luz e dar a vida

Tamara Landau

ISBN: 978-65-87399-06-5

Formato: digital

Páginas: 256

Idioma: Português

Editora: Aller Editora

Edição: 1ª/ 2021

Gênero: psicanálise, gestação, psicologia

Preço: 56,00


Sobre a editora Aller: A Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâneo. Inspirada pelo verbo francês aller, que significa “ir”, a casa editorial convida leitores, atuantes na área de psicanálise ou não, a percorrer caminhos que cruzam fronteiras e a embarcar nesse desafio que é ler como movimento.

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