ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

8/05/2020

Sou pai, com muito orgulho!

"Pai, você foi meu herói, meu bandido / Hoje é mais, muito mais que um amigo."

“Pai, você foi meu herói, meu bandido / Hoje é mais, muito mais que um amigo.”
Fábio Jr


Por: Prof. Paulo Lopes
https://www.portalsplishsplash.com/p/prof-paulo-lopes.html

Nas minhas reflexões semanais procuro abordar temas pertinentes à Educação Física e gestão de equipes. Tais reflexões são fruto do conhecimento que busco constantemente para que não fique desatualizado e fora do mercado. Porém, essa semana, escreverei sobre outro papel que desempenho com orgulho e satisfação: paternidade! Diferente dos outros papéis que desempenho, muitas vezes, não me permite errar. E aí, meu amigo, a responsabilidade é “pegada”... um exemplo negativo ou uma palavra mal dita pode desconstruir anos de esforço na formação de um caráter íntegro. Há dezoito anos venho em uma busca constante de construção para tornar-me um bom pai, entre erros e acertos, acredito estar conseguindo atingir esse objetivo, pois percebo esses sinais diariamente nas atitudes do Pedro e da Paula, meus filhos!

O orgulho não cabe em mim ao ver o Pedro buscando o seu espaço dentro da Educação Física e a Paula escrevendo os seus textos e redações com a mesma empolgação com que redijo os meus textos semanais. Neste momento, vem as lembranças de toda função de colocar uniforme, arrumar o lanche, sair correndo para não chegarmos atrasados e quando chegávamos na escola, ainda tinha a sessão de choro e vários minutos entre “tchaus”; “só mais um beijo”; “só mais um abraço” ... e o deslocamento para o trabalho dava-se com o coração partido, mas certo de que esta era a atitude a ser tomada.

Mas antes de chegar na fase escolar, tive que construir muito aprendizado, através da prática diária e através do “filtro” de conselhos e leituras, pois conselhos é o que mais recebemos quando somos “pais de primeira viagem”: “dá um bico para ele parar de chorar” (nunca acreditei que um pedaço de borracha iria substituir a sensação do seio materno); “não dá muito colo que vai criar balda” (sempre fui contra e nunca compactuei com esse conselho, pois nada melhor do que o carinho e afago de um colo para desenvolver sentimentos e emoções positivas na criança); “adoça o chazinho com mel” (qual a necessidade criar o hábito de ingerir doce em uma fase em que o leite materno substitui a necessidade de qualquer alimento?). Paralelo a tudo isso ainda teve aquela “febrezinha” que veio do nada no meio da noite, aquele “frio na barriga” na hora de dar os primeiros banhos, o colinho para “arrotar” depois da mamada da madrugada, aquele vômito que vinha sempre depois do banho deixando eles sempre com “cheirinho de queijo”, as primeiras “artes” que resultaram nos primeiros machucados e traziam aquela sensação de culpa por não ter cuidado melhor...E quando toda essa fase passou e o Pedro já estava com seis anos, em uma fase mais tranquila...veio a Paula para completar a felicidade da família. O primeiro pensamento: “agora será tudo diferente, pois já sou um pai experiente”! Ilusão, pois as preocupações, os cuidados são os mesmos, porém os filhos não são iguais. Foram novas tentativas entre acertos e erros para entender que nem tudo o que atendia as necessidades do Pedro estava atendendo as da Paula...e com um agravante: a atenção que era direcionada toda para um, agora tinha que ser dividida com dois.

Agora tudo está diferente... o Pedro, com dezoito anos, já está no curso superior... a Paula, com treze anos, prestes a entrar no ensino médio. Ambos demonstram ter ótimo caráter, bons princípios, ética e moral. Nessa fase, eles não estão mais o dia inteiro ao meu lado, o convívio maior com os amigos advindos de outras criações pode trazer conflitos e questionamentos de valores. A violência tira o sossego cada vez que eles saem para uma festa ou um passeio, pois agora eu não estou presente para “cuidar” da segurança deles. As horas utilizadas em navegação na internet se tornam horas de insegurança também. O agravante maior é que, ao contrário daquela fase inicial em que eles não queriam ficar na escola para ficar ao meu lado, hoje eles querem sair sozinhos exercendo sua autonomia e identidade.

Concluo essa reflexão com a certeza de que todas as preocupações e angústias que a paternidade traz não se comparam com a alegrias e satisfações. Ser pai é a razão e a emoção da minha vida. É receber os carinhos e os abraços mais sinceros que podem existir. É deixar para o mundo o fruto de tudo aquilo que acredito. É entender que existe o momento de ser “o melhor amigo” e existe o momento de ser “o cara chato” que cobra e repreende. É aceitar as opiniões contrárias e entender que, por mais certeza que eu tenha daquilo que estou dizendo, não posso reprimir a construção de um raciocínio. É saber o momento de deixar arriscar e o momento de dar o limite. É saber que seremos heróis e seremos vilões, mas tudo bem... o que importa é sabermos interpretar esse papel da melhor maneira possível.


Pai - Fábio Júnior

2 comentários:

  1. Nobre colega Alba, belo texto do professor Paulo Lopes e um vídeo com trilha sonora emocionante.

    Um forte abraço

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  2. Obrigada pelo comentário, amigo Marley!
    Abraços.

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