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8/20/2020

4 alternativas para substituir o absorvente tradicional


Ginecologista aponta as vantagens e desvantagens de diferentes tipos de absorventes para quem quer lidar com o fluxo menstrual sem causar impactos no meio ambiente ou sofrer com alergias.

São Paulo – agosto 2020 - A cada dia que passa, a preocupação da população com a natureza aumenta. Como resultado, há um aumento também na procura por produtos mais naturais e sustentáveis. Um exemplo são os absorventes tradicionais, que são utilizados há décadas pelas mulheres para conter a menstruação, mas recentemente vêm sendo deixados de lado por serem descartáveis e, consequentemente, prejudiciais para o meio ambiente.“Além disso, algumas mulheres sofrem com alergias de contato provocadas pelo uso constante dos absorventes externos tradicionais”, explica a ginecologista Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, da Clínica Fada (https://www.clinicafadasaude.com.br/) e membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Mas a boa notícia é que, com o avanço das tecnologias, já existem novos métodos seguros e eficazes para se lidar com o fluxo menstrual de forma menos agressiva ao meio ambiente e, em casos de mulheres alérgicas, ao corpo. Quer saber quais são? A especialista listou abaixo as principais alternativas aos absorventes tradicionais. Confira:

Calcinha absorvente: A calcinha absorvente consiste em uma peça de roupa íntima comum com diversas camadas de tecido antimicrobiano capaz de bloquear odores indesejáveis e absorver o fluxo menstrual, sendo assim reutilizável e hipoalergênica. “A calcinha absorvente permite que a região íntima respire de forma mais adequada que com o absorvente comum, o que mantém o pH da vagina equilibrado e diminui o risco de infecções. Além disso, esse é um ótimo método para mulheres que sofrem com fluxos fora do ciclo”, destaca a médica. Quanto a troca das calcinhas absorventes, não há uma regra específica. Quando o fluxo está leve, é possível utilizá-la durante o dia todo. Mas, em casos de fluxo muito alto, pode ser necessária a troca da calcinha ao longo do dia, geralmente após oito horas.

Coletor menstrual reutilizável: O coletor menstrual é um pequeno copo de silicone maleável para ser ajustado no canal vaginal, retendo o fluxo menstrual e evitando vazamentos. Como o uso é intravaginal, não há contato da menstruação com o ar, o que também reduz os odores indesejáveis. “O produto é uma ótima alternativa para quem sofre com alergia aos absorventes convencionais, pois não possui aditivos prejudiciais à pele, sendo assim hipoalergênico”, afirma a ginecologista. “Porém, é preciso retirar o coletor a cada seis horas e higienizá-lo com água e sabão neutro. Além disso, é recomendado ferver o aparelho ao final de cada ciclo menstrual para mantê-lo conservado.”

Absorvente de pano: Muito utilizados antes da popularização dos absorventes descartáveis, os absorventes de pano são tecidos, geralmente de algodão que atuam como uma barreira impermeável de alta absorção, mas que permitem a respiração da pele e podem ser reutilizados, sendo assim ecologicamente corretos. “Além disso, os absorventes de pano são mais confortáveis que os absorventes tradicionais e, por não serem sintéticos, também não irritam a pele”, diz a especialista. Os absorventes de pano também não apresentam risco de vazamento, pois contam com botões que deixam o acessório perfeitamente encaixado na calcinha. “Assim como os outros métodos, a troca depende do fluxo de cada um, mas a higienização também é muito prática, já que é possível lavá-los como uma calcinha de tecido convencional.”

Esponjas menstruais: Apesar de não ser reutilizável, devendo ser trocada após seis horas de uso, a esponja menstrual é feita de um material maleável com alta absorção que funciona de maneira parecida ao absorvente tradicional, mas que se molda ao canal vaginal para evitar vazamentos. “A vantagem da esponja é que, além de ser livre de compostos químicos e não causar alergias, pode ser utilizada durante as relações sexuais. Porém, possui como desvantagem o fato de ser difícil de ser retirada, pois deve ser introduzida profundamente no canal vaginal e conta apenas com uma pequena alça para ajudar no processo”, completa a médica.

E o melhor é que não é preciso nenhum tipo de preparação para começar a usar um dos métodos citados acima. “Porém, vale a pena conversar com o seu ginecologista antes de optar pelos métodos alternativos ao absorvente tradicional, já que ele poderá indicar o mais adequado para você com base em seu histórico”, finaliza a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira.

FONTE: DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA: Ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

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