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6/23/2020

Enriquecimento genético para cães-guia


Colaboração entre escolas de cães-guias: quem ganha são pessoas com deficiência visual

Com foco no treinamento de cães-guias, a colaboração entre Helen Keller e Instituto Magnus visa oferecer um aperfeiçoamento genético dos cães doados pelas entidades a pessoas com deficiência visual


Dedicadas a promover a inclusão social, escolas que treinam e doam cães-guias buscam cada vez mais trocar informações, a fim de oferecer excelência em seu trabalho final. Os cães-guias são os olhos de pessoas com deficiência visual, que tem nos cães uma nova perspectiva de autonomia e liberdade para viver.

De um lado, o Instituto Magnus. Localizado em Salto de Pirapora, SP, é uma iniciativa sem fins lucrativos com o objetivo de estimular o convívio social saudável entre humanos e cães através de cães de assistência e atividades que buscam transformar vidas em diversas esferas da sociedade. Do outro lado, a Escola de Cães-Guias Helen Keller. Associação de direito privado, sem fins econômicos com o objetivo de prestar serviços quanto ao treinamento, adaptação e entrega gratuita de cães-guias para pessoas com baixa visão e cegas em Balneário Camboriú, SC. Buscando colaboração mútua diante das necessidades específicas de cada uma delas, as escolas realizaram uma troca que beneficiará a sociedade como um todo, mas principalmente as pessoas com deficiência visual, pessoas a quem essas instituições direcionam suas atividades.

A colaboração foi simbolizada com a chegada de cinco filhotes da raça Labrador de uma ninhada de nove cães. Com início das atividades em julho de 2000, a Helen Keller possui tradição e expertise na atividade e pode contribuir para o crescimento sustentável de instituições que também possuem o mesmo objetivo. Com a chegada desses cães, o Instituto Magnus alia à sua ampla estrutura e sua força de ação e investimento um avanço em relação ao seu processo de desenvolvimento de melhoria genética de cães pré-dispostos a exercer a função.

“Esta conexão e aproximação é muito importante para o Instituto Magnus e principalmente para a causa do cão-guia. É uma sinergia que tem como grande objetivo a inclusão social”, explica Thiago Pereira, Gerente Geral do Instituto Magnus

Inaugurado em setembro de 2018, o Instituto Magnus busca ampliar suas atividades e melhorar cada vez mais o nível de excelência do trabalho desenvolvido e hoje conta com 19 cães entregues a pessoas cegas e com baixa visão de diferentes regiões do Brasil.

As duas instituições têm relação com a Federação Internacional de Cães Guias (International Guide Dog Federation – IGDF). A Helen Keller é a primeira instituição da América Latina a obter tal certificação, se tornando federado em 2017 e o Instituto Magnus está no processo de certificação, sendo atualmente candidato a membro. Seguir as diretrizes da IGDF significa não apenas ser orientado quanto as boas práticas de treinamento, bem estar e qualidade do serviço prestado a pessoa cega , mas  também haver uma troca entre instituições buscando fortalecer a causa do cão-guia universalmente.

“Isto demonstra a vontade de, acima de tudo, ‘falar a língua universal’ das instituições que dedicam-se a promover o cão-guia pelo mundo, de forma responsável e sadia”, relata Fabiano Pereira, Instrutor e Educador de Mobilidade com cão-guia, da Escola de Cães-Guias Helen Keller.

Atualmente, no Brasil, existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual e menos de 200 cães-guias em atividade. O déficit de acesso a essa tecnologia assistiva é influenciado por vários fatores, desde o alto investimento para o treinamento destes cães até a falta de conhecimento e engajamento da comunidade em colaborar com o programa socializando um filhote. A colaboração entre o Instituto Magnus e a Escola Helen Keller é mais uma iniciativa para a propagação da causa e a ampliação da cultura do cão-guia em nosso país.

Sobre o Instituto Magnus
Localizado em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, o Instituto Magnus é uma iniciativa sem fins lucrativos, gerido pela empresa Adimax Pet. O trabalho do Instituto é contribuir para a inclusão social por meio do cão-guia em diversas esferas da sociedade, por isso, além do treinamento e entrega dos cães, suas atividades também são palestras informativas e educativas, vivências, dinâmicas de grupos e ações de divulgação para conscientização e engajamento de pessoas para a causa.

1 comentário:

  1. Nobre colega Alba, a minha filha que é veterinária, fez o doutorado na Inglaterra no instituto de reprodução de cães guias. Atualmente ela atua na área de ultrassonografia.

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