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5/07/2020

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7 dúvidas comuns sobre o uso de máscaras durante a pandemia do Coronavírus

Time de especialistas explica tudo o que você precisa saber sobre os equipamentos de proteção que devem ser utilizados para prevenir a transmissão e proliferação do vírus causador da Covid-19

Time de especialistas explica tudo o que você precisa saber sobre os equipamentos de proteção que devem ser utilizados para prevenir a transmissão e proliferação do vírus causador da Covid-19


São Paulo – 06/05/2020 - Todos já sabem que para passarmos em segurança por essa pandemia que aflige o mundo no momento devemos investir em algumas medidas de segurança, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão, cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em isolamento social e evitar contato com outras pessoas. Porém, quando o assunto são as máscaras de proteção surgem muitas dúvidas: todos devem usar? Como devem ser usadas? Todos os tipos de máscara são eficientes? Como garantir sua eficácia? Para sanar essas e outras questões, reunimos um time de especialistas para esclarecer as informações mais importantes sobre o uso desses equipamentos de proteção. Confira:


Todos devem usar máscara? Sim! “Estudos mostraram que muitas pessoas são assintomáticas ao Coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, descobriu-se que as micropartículas do Coronavírus podem permanecer no ar por mais tempo do que se pensava”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.  A solução então é investir no uso das máscaras para nos mantermos protegidos.


Por quanto tempo posso usar a mascará antes de jogá-la fora? Depende do tipo. “Enquanto as máscaras cirúrgicas descartáveis devem ser jogadas fora após 4 horas de uso ou quando ficarem úmidas, as máscaras N95 têm duração de doze horas. Já as máscaras de tecido feitas em casa podem ser reutilizadas, desde que sejam devidamente lavadas com água quente e sabão após cada uso ou ao ficarem úmidas”, afirma a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.


As máscaras de pano são realmente eficazes? Com certeza. Na verdade, o ideal é que a população geral dê preferência ao uso das máscaras de pano no lugar das máscaras profissionais. “As máscaras cirúrgicas descartáveis e as máscaras N95 estão em falta e com preços altos, então devemos deixá-las disponíveis para os profissionais de saúde, que estão mais expostos ao vírus, e optar por fazer máscaras caseiras com tecidos de trama fechada. Existem muitos tutoriais na internet sobre como fabricá-las”, aconselha a Dra. Paola.


A barba impede a eficácia da máscara? Devo tirá-la? Os pelos faciais podem impedir a vedação adequada da máscara. Apesar disso, o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, ressalta que ainda não existe uma recomendação dos órgãos sanitários para que homens retirem a barba. “No momento, não existe um consenso da comunidade científica sobre o assunto”, ressalta o médico.  Isso não quer dizer, porém, que você não possa tomar alguns cuidados extras com relação à barba para evitar o contágio pelo Coronavírus. “Nesse momento, o ideal é que, se possível, você remova a barba por completo. É uma preocupação a menos. Mas, caso você queira continuar com a barba, é fundamental tomar alguns cuidados, como aparar os pelos com frequência, mantê-los curtos e higienizar muito bem a região todos os dias”, recomenda a Dra. Paola Pomerantzeff.


Posso usar maquiagem por baixo da máscara? Não! “As sujidades da maquiagem que ficam acumuladas nas máscaras podem levar a diminuição da filtragem do ar, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo Coronavírus”, alerta a Dra. Kédima Nassif. Por isso, o recomendado é que antes de usar a máscara, independentemente do tipo, você evite aplicar qualquer tipo de maquiagem na pele, seja pó, base, batom ou blush. “Porém, caso você se esqueça e utilize a máscara por cima da maquiagem, o ideal é descartá-la logo em seguida, salvo nos casos de máscaras caseiras de tecido, que devem ser lavadas.”


O uso de máscara me causa espinha. É normal? O que fazer? “O uso excessivo de máscaras pode sim causar acne, além de alergias, já que desidrata a pele e obstrui os poros. Por isso, é importante evitar ao máximo sair de casa para reduzir o uso desses equipamentos”, afirma a Dra. Paola. Porém, como eventualmente há a necessidade de romper o isolamento social e, nesses casos, o uso de máscara é imprescindível, o ideal para evitar tais problemas é apostar nos cuidados com a pele seguindo as orientações de seu dermatologista. “Comece realizando a higienização da face com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, apostando nos sabonetes líquidos com ativos seborreguladores caso sua pele seja oleosa ou nos mousses de limpeza mais hidratantes para peles secas”, recomenda. Logo depois, é indicada a tonificação da pele e, então, a hidratação. “Se a sua pele está mais sensível ou irritada devido às máscaras, utilize também antes do hidratante uma máscara (cosmética) com ativos calmantes. Aloe vera e alfa-bisabolol são boas opções”, diz a médica. Para finalizar, não se esqueça do uso do fotoprotetor, que deve ser aplicado e reaplicado mesmo dentro de casa.


Que outros cuidados devo tomar na hora de utilizar as máscaras? Além de tomar os cuidados citados acima, é importante também que você preste atenção ao manusear a máscara. “Para impedir a contaminação e garantir a eficácia do equipamento é fundamental que você se certifique que ele está cobrindo corretamente a boca e o nariz. Além disso, na hora de colocar e retirar a máscara, segure-a apenas pelas alças. Por fim, lembre-se de lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de cada uso”, finaliza a Dra. Kédima Nassif.


FONTE: 
DRA. KÉDIMA NASSIF - Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br
DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/
JARDIS VOLPE: dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. www.clinicavolpe.com.br

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