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3/08/2020

Boletim Especial Terra de Direitos 08 de março: Territórios ameaçados, Mulheres na luta

Mulheres de territórios tradicionais de várias partes do Brasil que resistem à empreendimentos.

Comunidades tradicionais de todo o país, em diferentes regiões, sofrem com empreendimentos que se instalam dentro ou nas proximidades de seus territórios habitados há anos por elas. Projetos de desenvolvimentos implementados por empresas disputam os territórios, impactam nos modos de vida da população e se sobrepõem de forma violenta sobre a história, memória e sobrevivência destes povos. 

São projetos de mineração, de plantio de monoculturas, de hidrelétricas, termelétricas, gasodutos e obras de infraestrutura que, aos olhos dos seus empreendedores, reconhecem os territórios apenas como fontes de lucro. E sustentados por medidas governamentais que facilitam e estimulam - com ainda mais força neste momento - o desenvolvimento desses projetos, as empresas, deliberadamente, desprezam mulheres, homens, animais, o alimento saudável, a água pura, a terra limpa. 

Na outra ponta estão as comunidades e povos tradicionais, coletivos que buscam resistir às iniciativas que se impõem sobre seus lares e cotidianos. E são as mulheres que tomam, com frequência, à dianteira das lutas, atentas à preservação do meio ambiente, das famílias, dos modos de reprodução da vida. 

Conhecemos um pouco a história dos crimes ambientais de Mariana e Brumadinho (MG), de rompimento de barragens operadas pela empresa Vale. Conhecemos um pouco menos o despejo irregular pela empresa Hydro, em Barcarena (PA). E pelo Brasil afora há tantos outros empreendimentos que afetam duramente os territórios e quase são exclusivamente conhecidos por quem vivencia esta violência.   

No Especial 8M: Territórios ameaçados, Mulheres na luta, produzido pela Terra de Direitos para o Dia Internacional da Mulher, você conhecerá - a partir do relato das próprias mulheres - como elas reconhecem estas obras, como tem se organizado para resistir à estes empreendimentos, quais projetos de desenvolvimento querem para seus territórios  e como compreendem o papel de resistência que desempenham em suas comunidades. As assessoras jurídicas populares da Terra de Direitos, em diálogo com as mulheres das comunidades retratadas, também apontam como as obras se constituem como violação de direitos destes povos. 

Você conhecerá um pouco sobre as resistências de mulheres da Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha (PR) frente à construção de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), de mulheres quilombolas e pescadoras artesanais de Santarém (PA) afetadas pela construção de terminal portuário no Lago Maicá e quilombolas das Comunidades Quilombolas de Raiz e Vargem do Inhaí, ambas localizadas na Serra do Espinhaço (MG), e que sofrem com a monocultura de eucalipto em seus territórios.  

Viva a resistência! Viva a resistência das mulheres!

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