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1/07/2020

Doença arterial periférica pode começar com cansaço e dores nas pernas e sinalizar risco de infarto

Doença arterial periférica

Descubra mais sobre os sintomas e os tratamentos da doença que prejudica a circulação do sangue e provoca dores ao caminhar


Todo mundo já sentiu dor nas pernas; por fadiga, batida ou seja lá qual motivo. Porém, é importante ficar atento: se as pernas doem quando você caminha, principalmente quando se trata de pouca distância, pode ser sinal de doença arterial periférica (DAP). “A doença arterial periférica prejudica a circulação do sangue e provoca, entre outras coisas, dor na hora de caminhar. Na maior parte das vezes, a obstrução ocorre quando há acúmulo de placas de gordura e perda de flexibilidade nas paredes dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades como braços e pernas, sendo mais comuns nos membros inferiores”, explica a Dra. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

A doença apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, aumentando a incidência progressivamente de acordo com a idade. Cerca de 70 a 80% dos portadores são assintomáticos, fato que pode retardar ou dificultar o diagnóstico precoce, fundamental para o início do tratamento o mais rápido possível, melhorando as chances de um tratamento eficiente. O quadro, segundo a Dra. Aline, sinaliza que há algo de errado com outros vasos do corpo. “Indivíduos com DAP correm risco 60% maior de entupimentos nas artérias que irrigam o cérebro e o coração, trazendo perigo de infarto e AVC”, alerta.

Os sinais principais que você deve ficar atento são: fadiga e fisgadas na perna, principalmente na panturrilha; sensação de cãibra ao caminhar ou se exercitar; perda de pelos nas pernas; unhas dos pés enfraquecidas; coloração esbranquiçada dos membros inferiores e infecções recorrentes nos pés. “Nos casos mais avançados pode ocorrer impotência sexual, dor nas pernas mesmo em repouso, redução da temperatura dos membros inferiores, formigamentos e eventual aparecimento de feridas ou gangrena nos pés pela condição de extrema falta de circulação”, completa a angiologista.

Entre os fatores de risco estão os tabagistas, pessoas acima dos 50 anos, pessoas com excesso de peso, diabéticos, portadores de hipertensão e colesterol alto. “Ajustes no estilo de vida mantêm os vasos sanguíneos saudáveis por mais tempo: é importante parar de fumar, controlar o peso, a pressão arterial e a glicemia. Exercícios físicos são essenciais, pois, além de melhorar a circulação, combatem a maioria dos processos que levam à DAP, como obesidade e hipertensão. A dieta equilibrada também faz diferença: frutas, legumes e verduras oferecem substâncias com ação antioxidante e anti-inflamatória, que fazem bem para as artérias. Já gorduras saturadas, sal e açúcar devem ser evitadas”, reforça a Dra. Aline.

O depoimento do paciente e o exame clínico especializado, realizados pelo médico, são suficientes para o diagnóstico, mas em alguns casos são necessários alguns exames complementares para auxiliar na decisão sobre o tratamento, como explica a especialista: “O ultrassom com Doppler auxilia no diagnóstico dando informações, principalmente sobre as características da passagem de sangue nos diferentes territórios vasculares que são estudados. É um exame não invasivo e que ajuda a dar respostas iniciais sobre a doença. Já a angiografia, a angiotomografia, angiorressonância magnética e injeção de contraste sob visão de Raios X são exames utilizados para planejamento cirúrgico quando houver indicação para o tratamento invasivo.”

Quanto ao tratamento, segundo a Dra. Aline, "o prmeiro passo é eliminar ou reduzir ao máximo os agentes que causam a obstrução. Não há medicamentos específicos, mas o médico pode prescrever anticoagulantes para tentar melhorar a perfusão sanguínea. O exercício físico também faz parte do tratamento, pois estimula a circulação colateral, porém, deve ser feito com orientação especializada de um profissional de educação física. Em quadros mais severos, uma cirurgia minimamente invasiva coloca um stent na artéria problemática para que a passagem de sangue pelo local seja facilitada”, finaliza.

Fonte: DRA. ALINE LAMAITA, cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação que ensinam ferramentas para estimular mudanças no estilo de vida nos pacientes em prol da melhora da longevidade e qualidade de vida. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. http://www.alinelamaita.com.br/

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