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6/18/2019

Mundial de futebol feminino - Brasil venceu (1-0) a Itália


Com uma vitória (Jamaica) e uma amarga derrota (Austrália) pelas contingências do próprio jogo (a vencer por 2-0 e depois consentir a virada das australianas para 2-3), a seleção brasileira, para se classificar, não podia dar mole, ou seja, perder ou mesmo empatar com a Itália. Só a vitória interessaria ao conjunto brasileiro. Realmente, e voltando ao jogo ante as australianas, aquela segunda-parte foi bastante comprometedora, mau grado o facto de terem saído três das suas jogadoras mais influentes - Marta, Formiga e Cristiane.  

O BRASIL - ITÁLIA - Com Marta em campo e sem a experiente Formiga (suspensa por 1 jogo), o Brasil entrou no jogo com a disposição de não se deixar surpreender pelas italianas. Brasil que utilizava o futebol flanqueado. De resto, em relação à formação do Brasil, a ausência de Andressa Alves que acabaria por ficar fora desta Copa do Mundo ao contrair uma lesão no jogo com a Austrália.

Por outro lado, a Itália a revelar-se perigosa quando partia para o contra-ataque, respondendo à pressão do Brasil que impunha velocidade pelas laterais. Aliás, a velocidade que se impunha para chegar ao golo o mais rápido possível. Refira-se que a Itália era formada à base de jogadoras da Juventus, a maior potência do futebol feminino em Itália.

Há medida que o jogo decorria era notório que o Brasil, à semelhança do que havia acontecido no jogo com a Austrália, errava passes, situação que beneficiava as italianas para iniciarem o contra-ataque. Mas foi aos 16 minutos que o Brasil esteve à beira de marcar, com a goleira da Itália a negar o golo à Marta. E seguia-se uma sequência de cantos (escanteios) em função do crescimento do Brasil em termos ofensivos. Brasil que passava por uma toada ofensiva muito agradável. Claro que faltava o golo para tranquilizar muito mais. 

Mas também é bem verdade que a Itália não se deixou impressionar e discutia o jogo em cada zona do gramado, o que originou, a partir dos 25 minutos, maiores preocupações defensivas para o Brasil que, com o empate, se classificaria. Mas o melhor seria chegar à vitória, tarefa que estava ser difícil com o decorrer do jogo, para mais que, aos 39 minutos, a Itália esteve perto de marcar, valendo a oportuna intervenção da goleira Bárbara. Um enorme calafrio para as hostes brasileiras. O corolário do empertigamento das italianas a partir dos 25 minutos de jogo.

A SEGUNDA - PARTE - As duas seleções reentraram no jogo com as mesmas disposições de vencer a partida. Óbvio que o empate classificaria o Brasil como terceiro classificado.

Aos 50 minutos, o Brasil desfrutou de um livre direto em zona praticamente frontal para a baliza italiana com a bola a bater na barra transversal. Bem executado por Andrezinha, ela que é especialista em lances desta natureza.

O Brasil estava mais virado para o ataque, errando muito menos no passe-e-desmarca. Porém, atenções redobradas para o contra-ataque da Itália, gizado em velocidade, uma das suas principais armas. De resto, o Brasil estava muito melhor no jogo.

 Aos 64 minutos, saiu Cristiane e entrou Beatriz. Cansaço de Cristiane.


Aos 72 minutos, Debinha (a melhor do Brasil) é derrubada na interpretação da juiz, consultou o VAR e confirmou o castigo máximo que Marta converteu de forma superior. O golo que o Brasil já justificava. O décimo-sétimo golo de Marta nas Copas do Mundo em que participou. Um Brasil que muito se empolgou nesta etapa complementar.

Aos 75 minutos  saiu Leticia e entrou Puliana.

Aos 82 minutos, saiu Marta e entrou Mónica.

Excelente segunda-parte do Brasil a justificar plenamente o triunfo.

Classificação

Itália  6 pontos
Austrália, 6 pontos
Brasil, 6 pontos
Jamaica, 0 pontos

Nas oitavas de final o Brasil defrontará a Alemanha ou a França no final de semana.

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