ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

6/09/2019

FINAL DA UEFA NATIONS LEAGUE 2019 - Vitória de Portugal sobre a Holanda. Que grande final.

                                                                             
Depois de vencer a Suíça por 3-1 com três golos de Cristiano Ronaldo, Portugal deu o primeiro passo para conquistar a competição. Aliás, para o efeito tinha mesmo que triunfar neste esgrimir com os helvéticos, tratando-se de um jogo a eliminar. E entre ingleses e holandeses o mesmo que dizer o "diabo que escolha". Coube-nos a Holanda que, no prolongamento, bateu a Inglaterra por 3-1, num jogo em que os ingleses cometeram enormes erros defensivos. Mais uma vez, os ingleses decepcionaram.

Portugal partiu para esta final com mais um dia de descanso e a Holanda com duas horas de jogo. Que reflexos traria tudo isto? Quebra da Holanda no aspecto físico?

Para atribuição do terceiro e quarto lugares, a Inglaterra venceu a Suíça na transformação dos pontapés de grandes penalidades por 6-5.

Duas alterações no onze inicial de Portugal, com as entradas de Danilo e Gonçalo Guedes. Assim: Rui Patrício, Nelson Semedo, José Fonte, Ruben Dias  e Guerreiro; Danilo, Bernardo Silva, William Carvalho, Bruno Fernandes, Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.

Uma frase do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, já nas imediações do Estádio do Dragão: "se marcarmos cedo, muito melhor". Ora pois... E que venha um golo madrugador, direi eu.

PORTUGAL - HOLANDAEmoção a rodos como não podia deixar de acontecer, tratando-se de uma final. E essa emoção se acentuou quando foi tocado o Hino Nacional de Portugal. 

Num jogo com estas características, o sempre esperado estudo mútuo, mas com um início faltoso. Aos 3'.30 um lance de perigo junto à baliza da Holanda, com Bernardo Silva (em excelente forma) a reclamar uma grande penalidade, situação não atendida pelo juiz espanhol, sem ter necessidade de consultar o VAR. Também não nos pareceu falta.

Coim trocas de bola de flanco-para-flanco, a Holanda tentava surpreender a defensiva portuguesa, a revelar-se sólida, à semelhança do que se constatou no jogo anterior frente aos suíços. Mais posse de bola para a Holanda, mas Portugal respondendo muito bem quando partia para a contra-ofensiva. Porém, Portugal não podia cometer erros no passe, como aconteceu com Bruno Fernandes, situação que originou um lance de perigo que foi conjurado por Ruben Dias no "timing" exato. Neste lance, Ruben Dias imperial. Dir-se-á, por outro lado, que Portugal foi mais pressionante a partir dos 25 minutos de jogo. A Holanda com mais posse de bola e Portugal mais perigoso no ataque, fazendo da velocidade a sua principal arma. Também muito importante a pressão dos jogadores portugueses em cima dos jogadores holandeses quando estes se apoderavam da bola. Efetivamente, Portugal estava melhor no jogo e merecia o golo que acabou por não aflorar.

Com o resultado em 0-0, esperava-se, por conseguinte, uma etapa complementar muito mais emotiva e a esperança que Portugal marcasse o tão almejado golo.

A SEGUNDA - PARTE -  A mesma tónica com que o jogo se iniciou, mas refira-se que a Holanda também veio com outra disposição, melhorando o seu conteúdo em termos ofensivos. Mas Portugal de imediato reagiu e chamar a si aquela fase com que terminou a primeira-parte. E no espaço de cinco minutos, Portugal conquistou quatro pontapés-de-canto (escanteios). Contudo, a Holanda respondia logo e criava perigo junto da baliza confiada a Rui Patrício. Um jogo de cá e lá para dar mais emoção ao espetáculo.

E veio, aos 60 minutos, o esperado golo de Portugal, apontado por Gonçalo Guedes. Um lance muito envolvente de ataque, bola atrasada para Gonçalo Guedes que, na zona frontal, fuzilou a baliza dos holandeses. Outra vez Bernardo Silva a ser determinante em colocar a bola num companheiro em excelentes condições de finalização.

De resto, a Holanda não se deixou abater e obrigou Rui Patrício a uma defesa muito difícil, agarrando a bola à-segunda. Efetivamente, Portugal tinha que ter mais atenção nas deambulações dos holandeses, mormente pelo flanco esquerdo do seu ataque. Por ali a construção de lances de maior perigo. A fase em que Portugal se defendia muito bem, com realce para o desempenho de Ruben Dias, simplesmente impecável.

Fernando Santos , aos 74 minutos, procede à primeira alteração, fazendo entrar Rafa para o lugar de Gonçalo Guedes, autor do golo de Portugal. Muito bem esteve Gonçalo Guedes, a marcar e no desempenho de entreajuda no aspecto defensivo.

Ao minuto 80, entra João Moutinho para o lugar de Bruno Fernandes.

A 45 segundos para o fim, entra Ruben Neves e sai William Carvalho.

A Holanda, como se previa, a reforçar o seu ataque na tentativa de chegar à igualdade e Portugal a defender-se com muito a-propósito. E não podia ser de outra forma, ou seja, também jogar com o relógio para segurar a tão preciosa vitória, completamente ao alcance. Foram dramáticos os últimos dois minutos da partida, da prorrogação (dos 3 dados pelo árbitro).

Portugal conquistou todo o mérito esta Liga das Nações. Portugal com uma exibição muito conseguida.

Portugal, Portugal, Portugal, ecoou pelo Estádio do Dragão.


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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