ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

6/12/2019

Como identificar sinais de que o relacionamento pode se tornar abusivo?



Por: Aline Rodrigues*

Como é gostoso se apaixonar, namorar, ter alguém. Nós, seres humanos temos inúmeras necessidades, e uma delas é a de se relacionar. Temos necessidade de nos relacionarmos amorosamente e, se possuímos marcas ou feridas na nossa história, corremos o risco de nos cegar diante de atitudes abusivas e viver a dor de uma escravidão.

E aqui está a questão, uma relação abusiva em que, normalmente, a “vítima”, não consegue perceber que está vivendo uma relação adoecida, devido a toda trama e domínio que o abusador consegue exercer sobre ela.

Vale ressaltar que este é um assunto muito singular para se tratar de forma generalista, por isso, me limitarei a apenas pontuar as possíveis formas de relação abusiva que existem hoje, para que você leitor tenha um pouco mais de clareza e conhecimento sobre o assunto.

Existem cinco tipos de relações abusivas: a física, verbal, financeira, emocional e tecnológica. A mais antiga e falada é a física, que deu origem a lei “Maria da Penha”, quando a pessoa abusada é uma mulher.

No entanto, o abuso físico não se dá apenas em mulheres, mas também em homens, e tem muita mulher batendo em homem por aí. Esta relação se dá quando o abusador quer impor sua vontade, condições e escolhas de forma agressiva, fisicamente.

O abuso verbal acontece quando um dos parceiros, com grande frequência, profere palavras pejorativas que diminuam e desencorajem  o outro. Esta relação amarra sua vítima de tal forma que, normalmente, ela passa a acreditar na fala do abusador e paralisa diante da vida. É muito triste, pois gera também uma confusão sobre a verdadeira identidade, gerando pensamentos como: Ele tem razão, eu sou incompetente mesmo, não consigo fazer nada certo. E assim, o encorajamento de enfrentar a vida vai ficando paralisado e enfraquecido.

A dependência financeira, como o nome mesmo diz, está ligada ao dinheiro. O abusador(a) passa a administrar a conta bancária do parceiro(a), retendo todo o seu dinheiro, ficando com os cartões e dando apenas aquilo que julga ser necessário. Outra forma é quando o abusador não deixa nem mesmo seu parceiro trabalhar, o convencendo de que não é necessário, gerando assim, total dependência daquele que possui o dinheiro, o que, futuramente, pode vir a desenvolver, juntamente a dependência financeira, uma relação de abuso verbal.

A relação abusiva emocional é bastante comum em nosso meio, porém, não tão fácil de ser identificada. Aqui o abusador, com o passar o tempo, começa a restringir de forma bem sutil seus relacionamentos. Começa afastando os amigos de seu parceiro, normalmente com histórias de que eles na verdade não gostam dela, que têm inveja e que apenas ele de fato quer o seu bem. Posteriormente, inicia o processo de distanciamento da família e familiares, de forma que, ao final, o abusador consiga ter a atenção plena de seu parceiro, de maneira que somente ele passe a ser o foco da vítima. Aqui abro parênteses, pois este tipo de abuso não se restringe apenas à relação afetiva, mas tem acontecido muito em amizades, onde se vê este fechamento entre duas pessoas.

Por fim, temos uma nova forma de relação abusiva, que é a tecnológica, na qual o abusador, monitora todos os acessos virtuais de seu parceiro, whatsapp, redes sociais, e-mails, e demais plataformas de acesso ao mundo virtual. Podendo até mesmo bloquear os contatos de seu parceiro.

No entanto, um segredo que desejo revelar a você leitor, após ler todas estas possibilidades de abuso é que, numa relação abusiva, seja qual for, você é convocado a olhar para o abusador como de fato ele é, mesmo que seja difícil, enxergar a verdade que habita nele. E sabe qual é? Na maioria das vezes, se trata de uma pessoa insegura e medrosa, que usa deste tipo de força e comportamento para se esconder.

Você, sendo vítima, tem muito mais força que o abusador. Coragem! Esteja sempre atento(a) e pronto para encerrar esta relação abusiva, pois os relacionamentos existem para serem vividos de forma saudável.


*Aline Rodrigues é psicóloga, especialista em saúde mental, e missionária da Comunidade Canção Nova. Atua com Terapia Cognitiva Comportamental; no campo acadêmico, clínico e empresarial. 

Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul

Sobre a autora

Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul - Natural e residente na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, formada em Magistério pela E.E.S.G. “Sud Mennucci” com habilitação para exercer a profissão de professora em 1996. Aprovada no Concurso Público de prova e Títulos para provimento de emprego de Professor do Ensino Fundamental em 14 de janeiro de 1999. Em 1 de fevereiro de 2001, foi contratada pela Prefeitura Municipal de Piracicaba, na pasta da Secretaria da Educação com habilitação para alunos do 1º ao 5º ano. Leia Mais sobre a autora...

Sem comentários:

Enviar um comentário

COPIE O SEU EMOTICON E COLE NOS COMENTÁRIOS


👍😀😁😄😇😉😊😋😌😍😎😏😐😕😘😛😞😤😥😧😩😭😮😰😴🐞🐢👄💗💙👻👽🎃🎄🎅🎂🍺🍻🍹🍷

VARIAÇÕES EM A DISTÂNCIA (PARTE 2 DE 2)

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES - Clique para ver o perfil