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5/15/2019

Em visita ao Vale, comitiva sueca conhece projeto de reflorestamento realizado pelo Corredor Ecológico



Grupo da Agência Florestal Sueca esteve em São José dos Campos e Pindamonhangaba nesta terça-feira (7)

A ONG Corredor Ecológico recebeu, nesta terça-feira (7), uma comitiva formada por acadêmicos e especialistas da Agência Florestal Sueca, a SFA (em inglês). Os suecos visitaram diferentes programas de reflorestamento, desenvolvidos em propriedades de São José e Pindamonhangaba.

A comitiva, que também contou com membros da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo e de outras organizações, como a WRI Brasil, começou o dia de visitas na Fazenda São José, em São José dos Campos.

Na fazenda, propriedade familiar do advogado Pedro Magno, os visitantes foram recebidos com um café feito apenas com ingredientes de produtores regionais. Ainda à mesa, a comitiva ouviu uma pequena explicação sobre o trabalho desenvolvido pelo Corredor Ecológico e a atuação da ONG no reflorestamento de cerca de 25 hectares de mata nativa na propriedade.

Depois disso, o grupo seguiu por uma trilha para ver de perto o trabalho de replantio realizado pelo produtor, em parceria com o Corredor Ecológico.

“É impressionante ver o quanto é possível ser feito quando se trabalha em parceria com o produtor rural. A propriedade é um exemplo de que a produtividade e a conservação podem e devem caminhar juntas”, afirma Liselott Nilsson, especialista em sensoriamento remoto da SFA.

A área reflorestada na propriedade tem como objetivo, além de proteger a floresta, preservar a água que, de lá, ruma para a represa do Rio Jaguari, ligado à Bacia do Paraíba do Sul.

Coruputuba
Depois de conhecer o trabalho realizado em São José, a comitiva seguiu para a fazenda Coruputuba, em Pindamonhangaba. Na propriedade, eles conheceram um dos mais bem-sucedidos modelos de agrofloresta do país, realizado pelo produtor Patrick Assumpção.

Os visitantes puderam ver de perto as mais de 100 espécies comestíveis plantadas na fazenda. Vinagreiras, feijões-caupi e mandiocas-ouro – todos ingredientes disputados em restaurantes estrelados da capital – crescem junto às espécies nativas. Além disso, o local cultiva árvores para madeira de reflorestamento e plantas para produção de biodiesel.

O reflorestamento rendeu ao agricultor novas e variadas fontes de renda. “Atualmente vivo da agroecologia, tenho fornecedores variados e posso respeitar o ciclo das espécies, sem castigar o solo com a monocultura”, explica Assumpção, que também viaja o país oferecendo assessoria sobre a prática.

Trabalhando juntos
Para a articuladora e mobilizadora do Corredor Ecológico, Tatiana Motta, a experiência foi importante para mostrar aos visitantes que a área precisa de parcerias e trocas de experiências entre diferentes atores da preservação ambiental.

“Acredito que a chave para construirmos algo concreto é trabalharmos juntos no âmbito local, assim como estamos fazendo aqui. Nosso desafio é colocar todo mundo ao redor da mesa e trocar experiências”, comenta.

A comitiva, que chegou em São Paulo dia 5 de maio, seguiu viagem pelo estado até sábado (11).

O Corredor Ecológico
Criado em 2009, o Corredor Ecológico reúne organizações do primeiro, segundo e terceiro setores para propor um diálogo sobre o desenvolvimento social, econômico e cultural do Vale do Rio Paraíba do Sul por meio do planejamento e de intervenções que ampliem a oferta de serviços ecossistêmicos integrados ligados à água e à biodiversidade, com a conscientização da sociedade para o valor do patrimônio ambiental da região. Para isso, o Corredor desenvolveu a metodologia “Linhas de Conectividade”, que visa garantir o desenvolvimento e a perenidade das florestas a partir de um guia de reflorestamento que mapeou todas as áreas que precisam receber plantios, evitando assim que investimentos florestais sejam desperdiçados.
Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul

Sobre a autora

Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul - Natural e residente na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, formada em Magistério pela E.E.S.G. “Sud Mennucci” com habilitação para exercer a profissão de professora em 1996. Aprovada no Concurso Público de prova e Títulos para provimento de emprego de Professor do Ensino Fundamental em 14 de janeiro de 1999. Em 1 de fevereiro de 2001, foi contratada pela Prefeitura Municipal de Piracicaba, na pasta da Secretaria da Educação com habilitação para alunos do 1º ao 5º ano. Leia Mais sobre a autora...

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