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12 de outubro de 2018

Zuleika Bisacchi Galeria de Arte inaugura exposição "Cidades Imaginárias"


Obras de nove artistas retratam o cenário urbano

A Zuleika Bisacchi Galeria de Arte recebe a exposição “Cidades Imaginárias”, que reúne obras dos artistas Diogo Duda, Edson Landim, Heberth Sobral, Jabim Nunes, Luiz Bhering, Mario de Alencar, Osvaldo Carvalho, Paulino Lazur e Regina Hornung, e curadoria de Ana Rocha. Compõem a exposição instalações, fotografia, pintura e colagens. O evento faz parte do Circuito de Galerias promovido pela Bienal Internacional de Curitiba, que nesse ano celebra 25 anos. O evento visa criar um diálogo entre o conceito curatorial da Bienal e a exposição das galerias da cidade.

A Galeria Zuleika Bisacchi apresenta uma exposição que relembra a edição que celebrou de 20 anos da Bienal, realizada em 2013. “Quando sob a curadoria de Teixeira Coelho, o foco era a cidade como espaço, e ampliou o diálogo com o público e a cidade de Curitiba. Nesse ano, grandes edifícios, trânsito de carros, pedestres, poluição sonora e visual são representados. A paisagem urbana é um reflexo do nosso comportamento diante do mundo contemporâneo, do crescente número de pessoas vivendo em cidades e da velocidade que a informação trafega hoje em dia. A partir de um pensamento sobre a cidade, e o espaço urbano, a exposição trata dessa paisagem e das relações que tecemos tendo como pano de fundo a cidade”, explica a curadora Ana Rocha.

A exposição também faz parte do roteiro Gallery Night, uma novidade da Bienal, que acontece na véspera de abertura. Um grupo de inscritos percorrerá diversas galerias que atenderão em horário diferenciado para apreciar em primeira mão as exposições preparadas para o evento.

A abertura de “Cidades Imaginárias” para o público acontece no dia 18 de outubro e a mostra estará em exibição até o dia 24 de novembro, de segunda à sexta das 10h às 19h e sábado das 11h às 15h na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte (Av. do Batel, 1550, loja 3 – Batel)

Os artistas

Diogo Duda

“Contingente”

Uma estrutura impossível em que três bolas de futebol sustentam uma plataforma de vidro que, por sua vez, sustenta uma torre de livros relacionados com a burocracia brasileira. Assim, o trabalho articula uma metáfora sobre a complexa situação em que vive o país e a fragilidade de seu modelo econômico, político e social, tão instável como a própria construção de Duda.

Graduando pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Desenvolve suas pesquisas majoritariamente em mídias tridimensionais, operando muitas vezes pela apropriação, deslocamento, manipulação e ressignificação de objetos cotidianos. Participou em 2017 do programa de intercâmbio na instituição alemã Staatliche Hochschule für Bildende Künste, em Frankfurt, onde integra exposições coletivas e apresenta a mostra individual Podium (Campo), a convite do programa 1822-Forum. Possui trabalhos premiados pelo 9º Salão Nacional de Belas Artes de Ponta Grossa, em 2015, e pelo concurso Garimpo, promovido pela revista Dasartes, em 2013. Vive e trabalha em Curitiba.

Edson Landim

“Transeuntes”
Descrição/Técnica: 100 x 100 cm. Serigrafia e Técnica mista sobre lona. Ano: 2018

Edson Landim cria retratos únicos das cidades como forma de falar sobre o lugar onde vive e passa. Passado e presente se combinam para formar um trecho colorido da vida urbana diária, uma paisagem desordenada na qual se sobrepõem prédios, viadutos, os morros com suas comunidades, postes, cabos, a praia, seus moradores. Usando as mais diversas técnicas, da fotografia à pintura, o artista cria colagens emocionais, que expressam experiências diferentes simultaneamente, em um espaço quase artificial entre ficção e realidade. Acrescenta cor e calor, no verdadeiro sentido das palavras, à caótica paisagem urbana. Nascido em Vitória em 1957, Edson Landim mudou-se para o Rio de Janeiro - Copacabana ainda criança, por isso considera-se um carioca de fato. Assim, não é nenhuma surpresa que é o Rio de Janeiro que o inspira. Depois de frequentar o Dragão do Mar e a UNIFOR em Fortaleza, onde fez diversos cursos, transferiu-se novamente para o Rio. Hoje, o artista ainda está muito entusiasmado com uma gama diversificada de técnicas que aprendeu em Fortaleza com grandes mestres e faz uso delas em sua arte.  

Heberth Sobral

Azulejo Catavento sec 18”
Ano: 2017
Técnica: fotografia digital, papel algodão. Dimensões: 70 cm x 70 cm. Arte com Playmobil.

Nascido em Minas Gerais em 1984 o mineiro Heberth Sobral sempre se interessou por artes plásticas e hoje se tornou um artista que coloca temas polêmicos do cotidiano em discussão. Começou sua carreira artística quando fez um curso de fotografia que o levou a ser convidado por Vik Muniz para trabalhar como seu assistente. Heberth desenvolve seus próprios projetos em que utiliza o suporte de xilogravuras, pinturas, desenhos, cédulas e bonecos para construir a sua própria linguagem, sempre voltada para a representação das memórias do cotidiano, onde aborda temas de comportamento, pensamentos e atos realizados através de uma cultura. Fazendo sempre algo presente na vida de todos, a ideia do artista é levar o expectador para dentro da sua obra por meio de uma lembrança.

Jabim Nunes

"Superfície Colorida Nº 21"
Acrílica sobre compensado. 20 cm x 39 cm. Ano de produção: 2015

Nascido em Paraty, litoral Fluminense. Em 1991 licenciou-se em Educação Artística no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Sua trajetória está interligada a assessoria artística, curadoria, produção cultural, cenografia, adereços e vitrines e após uma longa imersão na arte/educação carioca o artista, em 2015, entrou de fato no circuito das artes. A poética de Jabim Nunes tem como pressuposto básico a pesquisa constante na busca pela síntese do processo construtivo que engloba as referências e as observações peculiares buscando suas inspirações nos grandes mestres modernos da escola alemã e nos brasileiros Lygia Clark e Hélio Oiticica emergindo nas experiências com a forma e o espaço. Seus geométricos com texturas, cores limpas e luminosas, formam paisagens arquitetônicas orgânicas, sobrepondo o jogo das cores, estabelecendo um diálogo entre a obra e o espectador. Entre as suas participações internacionais estão: Europa e Estados Unidos, destacando-se o Carrossel Du Louvre e Embaixada do Brasil em Nova Iorque. Conta com obras em acervos públicos e particulares entre eles, Consulado Geral do Brasil, Nova Iorque; Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro; Hiato – Ambiente de Arte - Juiz de Fora, MG; Escritório LUXU Magazine – São Paulo.

Luiz Bhering

“Alemão”
Data: 2017
- Técnica: Montagem fotográfica
- Dimensão: 2,00 x 1,00 m
- Impressão FineArt em tela de algodão



Luiz Bhering é formado em Fotografia pela City Polytechnic School of Arts and Designer de Londres. Viveu oito anos em Madri, trabalhando como fotógrafo e realizando diversas exposições. Finalista em diversos concursos fotográficos destacou-se em 1º Lugar na categoria Profissional no Concurso Un Dia En La Vida de Madrid - Patrocinado pela Kodak. De volta ao Brasil desenvolve projetos fotográficos, e também a função de printer de Fine Art. Atualmente dedica-se exclusivamente à fotografia e ao seu trabalho como artista visual - Expondo em Galerias do Rio e São Paulo, promovendo workshops, passeios fotográficos e fazendo printer para outros fotógrafos e artistas visuais.





Mario de Alencar

“O Espectro da Mão-de-Obra”
Colagem. A mão que mexe na máquina é o fantasma que assombra a versão antropomorfisada do próprio mecanismo de corda da sociedade.


Mário de Alencar é um artista paranaense que trabalha com conceitos de colagem em campo expandido. Versado em contracultura na tenra idade de vinte e poucos anos, e somente então recebendo sua educação artística formal pela Universidade Federal do Paraná, o artista produziu suportes visuais para uma geração de bandas e ativismos de cenas locais e nacionais, muito embora também tenha publicado em jornais como Gazeta do Povo e Folha de São Paulo. Herdeiro de tradições vanguardistas de fragmentação e não-linearidade de leitura, encontradas em encarnações contemporâneas através da decupagem de processos, Mário busca traduzir a linguagem da colagem em técnicas diversas, da pintura em aquarela à gravura em metal. Ele vive e trabalha em Curitiba.



Osvaldo Carvalho

“It´s a Funny 8” 
2016. Acrílica sobre tela. 80x60cm



Osvaldo Carvalho vive e trabalha no Rio de Janeiro – RJ. Mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP, iniciou suas atividades artísticas em 2000 com o Prêmio Interferências Urbanas. Desenvolveu seus estudos na EAV-Parque Lage e Oficina de Escultura do Museu do Ingá, Niterói, RJ. Participou de diversas exposições coletivas e salões. Entre suas principais exposições individuais estão Terra Prometida, Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ (2018); Série Dinamarquesa, Artefato Galeria, Porto Alegre, RS (2018). Premiado com a Bolsa para Desenvolvimento de Projeto no Prêmio Brasil Fotografia 2017, realizou recentemente Residência Artística na Dinamarca, 2016 e recebeu Destaque na Revista Digital da Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS em 2007.




Paulino Lazur

Prumo Triangular”
Madeira (Cedrinho) e Alumínio fundido. Medidas: 177x60x60cm


Escultor, pintor e desenhista Paulino Torrubia Lazur é natural de Barcelona e mudou-se com a família para o Brasil em 1955 fixando residência em São Paulo e, posteriormente Guarulhos, onde possui seu atelier. Formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1979), Lazur herdou de seu pai artesão a intimidade e a sensibilidade no tratar a madeira - matéria-prima constante em suas criações. Realiza desde 1977 exposições individuais e coletivas no Brasil, suas obras fazem parte do acervo do Instituto Takano de Cultura, do Instituto Cultural Yázigi Internexus, do Museu de Arte Moderna da Bahia/Salvador, e do Museu de Arte Contemporânea de Americana. Atualmente, se dedica ao resgate de formas mais puras e precisas, as geométricas, trabalhadas já na década de 1980, na criação de esculturas, objetos-arte, pinturas-objeto, sempre combinando alumínio e madeira, e propriamente a pintura, expressão esta que o acompanha desde o princípio de sua carreira.


Regina Hornung

“Nuvens Arqueológicas Nº8”
Técnica: Óleo sobre tela
Medidas: 90 x 90cm
Ano: 2018

Nascida no Paraguai, radicada no Rio de Janeiro desde 2004, Regina Hornung busca retratar em sua pintura a essência arqueológica da produção das antigas culturas nativas sul-americanas. Ao garimpar as peças de cerâmicas dos primeiros habitantes dessa terra, Regina propõe resignificá-las, recriando novas propostas com muita pesquisa e investigação. Ao longo desses anos participou de exposições em vários países, entre eles: Paraguai, Brasil, Canadá, França, Portugal. Destacando o Carrossel Do Louvre - Paris, o Consulado Geral do Brasil em Nova Iorque, a Sede da Unesco em Paris, o Museu de Belas Artes, em Assunção, e o Salão de Outono da América Latina – São Paulo. Seus trabalhos fazem parte de coleções como do Museu Nacional de Belas Artes em Assunção – Paraguai e o Consulado Geral do Brasil em Nova Iorque. Coleção Particular: Paraguai, Argentina, Espanha, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Alemanha, Finlândia e Brasil. Possui publicações no Anuário de Artes LUXUS Magazine – 2017, Revistas AVA Magazine III – 2016, AVA Magazine October – 2015  Guide Biennal D’Art Contemporain –  – 2014/2015,Revista ELA - Jornal ABC - Paraguai – 19 de setembro - 2014.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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