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27 de junho de 2018

O terceiro jogo do Brasil no Mundial 2018 - Brasil em frente ao vencer (2-0) a Sérvia


O Brasil venceu o último jogo na prorrogação, depois de tanto dominar, concretamente na segunda-parte, o melhor período dos brasileiros. E analisando bem, o resultado acabou por ser lisonjeiro para a Costa Rica.

Para este difícil embate com a Sérvia, o Brasil se apresentava moralizado para perseguir na competição e averbar uma vitória que colocaria a "canarinha" no primeiro lugar. Óbvio que o empate já chegava para a passagem aos oitavos-de-final. 

O JOGO BRASIL - SÉRVIA - Tite não revelou antecipadamente a formação do Brasil. Suspense quase até à hora do jogo, mas acabou por manter a mesma formação que venceu a Costa Rica. De várias especulações, não entraram Fernandinho e Renato Augusto.

De acordo com o respectivo retrospeto, a Sérvia constituía um oponente de muito respeito, apresentando-se com os seus trunfos para chegar à vitória, o resultado que mais lhe interessava, ao invés do Brasil, cujo empate servia perfeitamente para seguir em frente na competição.

O Brasil iniciou o jogo numa toada franca de ataque e esteve à beira de marcar nos primeiros minutos da partida, sem que, todavia, a Sérvia se encolhesse. A Sérvia com uma média de alturas de 1,89 e, como tal, optando pelo jogo aéreo quando colocava a bola na área do Brasil que, no entanto, aos 8 minutos, sofreu uma grande contrariedade com a lesão de Marcelo, sem dúvida alguma o melhor lateral-esquerdo do mundo. Para o lugar de Marcelo o Filipe Luís que atua no Atlético de Madrid. 

Revelando paciência e tranquilidade, o Brasil tentava evitar os pontapés-de-canto (escanteios), tendo em linha de conta, conforte já mencionamos, a altura dos jogadores da Sérvia, sem dúvida alguma o maior perigo para a baliza de Allison. E, de resto, a Sérvia começava a tomar conta do jogo. Ao Brasil estava a faltar mais celeridade na transposição do jogo para o ataque. muito embora acontecessem chegadas até junto da área de jurisdição da defensiva serva, mas sendo visível a falta de rapidez. Tudo estava a ser lento. Era necessário que o Brasil também partisse para a tal jogada-de-surpresa. 

Aos 29 minutos, uma boa chance para o Brasil, mas a Gabriel Jesus faltou um pouco mais de expediente, permitindo a entrada de um defensor da Sérvia que limpou o lance enviando a bola para pontapé-de-canto (escanteio). Mas quem teve mais expediente foi Paulinho que, aos 35 minutos, numa passada larga, tocou a bola por cima do guarda-redes (goleiro) da Sérvia. Exatamente a tal jogada-surpresa protagonizada por Coutinho (no passe) e Paulinho (na finalização). Um golo que veio em boa altura, a 10 minutos para o intervalo.

A SEGUNDA - PARTE - É sempre importante sair para o intervalo em vantagem. E o Brasil estava justificar essa mesma vantagem, mormente pelo que realizou nos últimos vinte minutos. Sem ser brilhante, mas o q.b. para chegar a essa vantagem, repetimos a partir dos 25 minutos a melhoria.

Nestas coisas do futebol não se pode confiar no escudos invisível. Era assim que o Brasil tinha que encarar a postura da Sérvia que, ao apoderar-se da bola, delineava contra-ataques apoiados, daí termos falado do escudo invisível, ou seja, quando menos se esperasse a Sérvia podia surpreender com um golo. Mas foi Neymar que desfrutou de uma soberana oportunidade, rematando à figura do guarda-redes servo. Na sequência de uma descida da Sérvia, o perigo rondou a baliza do Brasil, com Tiago Silva a salvar. A Sérvia a gostar do jogo e a surgir em contínuos ataques, o que dantes não acontecia. Ao cabo, os sérvios no tudo-por-tudo. Foi então que Tite fez entrar Fernandinho para o lugar de Paulinho, o autor do golo. Convém sublinhar que a elevada estatura dos jogadores da Sérvia estava a surtir os seus efeitos. Mas estava escrito que seria o Brasil a chegar aos 2-0, com um gol,pe de cabeça de Tiago Silva na sequência de um pontapé-de-canto (escanteio). Um golo para tranquilizar muitos mais e consolidar o triunfo. E, curiosamente, Tiago Silva surgiu no meio de dois "grandalhões" da Sérvia.

Ao sofrer o segundo golo, a Sérvia quebrou aquele ímpeto que tinha apresentado naquela que terá sido a sua melhor fase em busca do golo da igualdade.

No cômputo geral, uma vitória que não sofre a minima contestação. O Brasil foi melhor, mais incisivo no ataque  e com  o jogo quase sempre controlado, maior incidência a partir do segundo golo. E para reforçar mais o meio-campo, Tite fez entrar Renato Augusto para o lugar de Coutinho, quiçá uma precaução atendendo a que Coutinho já regista um cartão amarelo e se levasse o segundo ficaria de fora do próximo jogo.

Face a esta vitória, o Brasil ficou no primeiro lugar, cabendo defrontar o México nos oitavos-de-final, no dia 2 de julho. A Suíça  em segundo lugar vai medir forças com a Suécia.

Classificação
Brasil 7 pontos 
Suíça 5   
Sérvia 3
Costa Rica 1


                             
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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