CLAUDINHA TELLES Canta o BOM da BOSSA no Centro da Música Carioca Artur da Távola.


CLAUDINHA TELLES
Canta o BOM da BOSSA ​
no ​ Centro da Música Carioca Artur da Távola
na Tijuca​
no dia ​
​08​​ de ​junho /2018.

O Centro da Música Carioca Artur da Távola que fica na rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca tem o prazer de apresentar a cantora CLAUDINHA TELLES Cantando o BOM da BOSSA, na próxima sexta feira, dia ​08​ de junho/2018, as 20h.

Depois do sucesso da apresentação na Sala Baden Powell em Copacabana, CLAUDINHA TELLES volta a revisitar o que há de melhor no gênero bossa nova, no show CANTANDO O BOM DA BOSSA ao lado dos músicos Marcello Lessa (violão), Joe Lima (baixo) e Cassio Accioli (percuteria = percussão + bateria) que acompanharão Claudinha Telles cantando os clássicos ‘Dindi’ (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), ‘Samba de Uma Nota Só’ (Tom Jobim), Corcovado’, ‘Samba do Avião’, ‘Fotografia’, ‘Reza’, ‘Demais’ (Maysa), ‘Se Todos Fossem Iguais à Você’ (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), ‘Primavera’ (Tim Maia), ‘Lobo Bobo’ (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), ‘A Felicidade’ (Tom Jobim e Vínicius de Moraes), ‘Rio’ (Roberto Menescal), ‘Você’ (Roberto Menescal), ‘Amendoim Torradinho’ (Tom Jobim e Henrique Beltrão), ‘Discussão’ (João Gilberto), ‘Zelão’ (Sergio Ricardo), ‘Chuva’ (Baden Powell), ‘Brigas Nunca Mais’ (Tom Jobim), ‘Desafinado’ (Tom Jobim) entre outros sucessos.

Esse, certamente é um espetáculo para pessoas de bom gosto.

Quem é CLAUDINHA TELLES?

Claudia Telles de Mello Mattos, nascida no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1957, cantora e compositora, filha do violonista Candinho e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvinha Telles.

Biografia

Claudia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa (RJ) no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Trio Tamba e Quinteto Villa-Lobos, para cantar "Arrastão" (de Edu Lobo e Vinicius de Moraes).



Claudia iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil,Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, Simone, Rita Lee, Fafá de Belém, entre vários outros.

Sua chance de "brilhar" veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez.

Claudia a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público, daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical.

Além das gravações em estúdio, Claudia foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon, um dos mais conceituados da época, durante um ano.

Saiu quando Walter D'Ávila Filho, ao escutar uma música nova de seu parceiro e também produtor na época da CBS (hoje Sony Music) Mauro Motta.

Se lembrou dela e de sua voz, um pouco parecida com a da mãe, mas com um timbre metálico, diferente das vozes que havia no mercado e deu-lhe, a título de experiência a “tal” música para gravar. O sucesso foi estrondoso.

Claudia Telles “Fim de tarde”:
https://youtu.be/USSvT1CMdjw

A música logo passou aos primeiros lugares das paradas, todos queriam saber de quem era aquela voz suave e vieram os diversos convites para programas de televisão.


Claudinha Telles - foto de Marcelo Castello Branco

O público jovem se identificou imediatamente com aquela menina de cabelos escorridos, tímida, que lhes derramava versos de amor, “Fim de Tarde” foi um dos grandes sucessos daquele ano de 1976 e agora menina-mulher, amadurecida pelo tempo e pelas circunstâncias, conhecia a fama.

Foram vendidas mais de 500 mil cópias do compacto simples, o que lhe valeu o primeiro disco de ouro da carreira, oportunidades para excursionar e também para gravar a música em inglês e espanhol.

Aos 19 anos, Claudia se projetava nos mesmos caminhos antes trilhados com incomparável êxito pela mãe.


Passou então a ser requisitada para shows, cantando do samba ao bolero, mas sua paixão era a Bossa Nova, chegando a ser considerada a mais perfeita intérprete de "Dindi", uma das muitas músicas que havia feito de sua mãe uma celebridade e unanimidade nacional, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

No seu primeiro LP, em 1977, Claudia regrava “Dindi”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, grande sucesso na voz de sua mãe, e faz mais dois grandes sucessos, “Eu preciso te esquecer” e “Aprenda a amar”.

Claudia Telles “Eu preciso te esquecer”:
http://www.youtube.com/watch?v=kDh75_g8Lso


Claudia nunca escondeu de ninguém o prazer que sentiu ao gravar "Dindi", um dos grandes sucessos de Sylvinha Telles: "Foi uma forma de homenageá-la".

A homenagem foi além, veio em forma de batalha, a mesma batalha empreendida por Sylvinha para mostrar o que queria e do que era capaz, apenas com uma diferença: a dura comparação do seu trabalho com o da mãe, a eterna luta para provar que chegou onde quis sem nunca contar apenas com o fato de ser mais uma filha da mãe famosa.

O LP seguinte, em 1978, também foi produzido por Lincoln Olivetti, e teve como música de trabalho “Miragem” de Mariozinho Rocha, Renato Correa e Paulo Sérgio Valle, essa música seria defendida num festival por Claudia.

Mas acabou não acontecendo, e virou carro chefe dese LP, todas as músicas inéditas, parcerias de Claudia com Peninha, com o próprio Lincoln e Ronaldo Bastos.


Um LP com músicas dançantes, o verdadeiro “Funk” dos anos 70 e músicas souls românticos de compositores brasileiros. Mas Claudia mais uma vez homenageia sua mãe, regravando “Primavera” de Carlos Lira e Vinícius de Morais.

Em 1979, Claudia Telles lança seu terceiro LP "Eu Quero Ser Igual a Todo Mundo", com músicas inéditas como "Esse Amor Existe" (Guilherme Arantes) e regrava, como fazia desde o primeiro LP, mais um sucesso de Sylvinha Telles, "Demais" de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira.

Neste disco, Claudia contaria, além de Guilherme Arantes, com as participações de Jane Duboc, Marcio Greick e do Grupo Roupa Nova, na época os Fanks.

Em 1980, grávida de seu primeiro filho, Claudia voltaria as paradas com o sucesso "Eu Voltei", mais um compacto simples, tema da novela "O Amor é Nosso" (Rede Globo).

Nesse ínterim, muda a direção da gravadora, e embora Claudia ainda tivesse mais 4 anos de contrato, prefere sair, por não concordar com a nova maneira de agir da empresa.

Em 82, á convite de Jairo Pires, seu primeiro diretor artístico e José Vitor Rosa, que foi seu diretor artístico na CBS também, grava mais um compacto simples.

Com as músicas “Tanto amor” e “Pra sempre”, onde se destacou nas rádios a segunda canção, de autoria de Claudia. Jairo Pires e José Vítor.

Haviam aberto uma nova gravadora, chamada “Lança Discos”, e os dois primeiros produtos foram Claudia Telles e Tim Maia.

Ficando sem gravar durante seis anos, Claudia retorna em um LP, "Solidão pra que", desta vez pela gravadora RGE, do grupo Som Livre.

Neste disco, Claudia mostra mais o seu lado de compositora, das 10 canções gravadas, 5 são de Claudia, só uma de parceria, com Prentice e Paulo César Barros, a música que se destaca é “Solidão pra quê” de Gilson e Joran, compositores de “Casinha Branca”.

Neste LP Claudia não regrava nada de sua mãe, mas diz: “Esse disco é dedicado a minha mãe Sylvia Telles, de quem eu herdei esse amor pela música, e também aos meus amigos, presentes e ausentes, que sempre acreditaram na minha capacidade de receber e transmitir sentimentos, a todos vocês que ajudaram na realização deste trabalho, o meu carinho eterno”.

Afastada do disco desde 89, trabalhou duro para conseguir criar os 2 filhos: Leonardo e João, nesse período fez de tudo um pouco, trabalhou muito em estúdio fazendo vocais, mas não abriu mão dos shows que vinha fazendo e nem de seus sonhos.

Em 1990, com a volta da Bossa Nova à baila, Claudia se incomoda com o muito falar de bossa e o pouco falar sobre a musa primeira da Bossa Nova, Sylvinha Telles, e monta seu primeiro show em homenagem a sua mãe, começou aí o seu resgate do repertório de Sylvinha em shows.

Claudia Telles “Minha namorada”:
http://www.youtube.com/watch?v=Ryxj2mBhQr4

Em 1994, grávida do terceiro filho, é convidada pelo compositor e radialista José Messias, participaria do CD em homenagem aos 40 anos de carreira do amigo.

Cantando 3 faixas: “Olha o Povo Levantando” com Peri Ribeiro, Marcello Lessa e Gisele Martins, “Até Formar um Corpo Só” com Sylvio César e “Empresta o teu Sorriso” com Roberto Menescal, voz e violão.



No lançamento deste CD, Roberto Menescal a convidaria para participar de um projeto que resgatava grandes compositores da música popular brasileira.

Assim, em 1995, a convite de Menescal grava "Claudia Telles Interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola", o mercado viu então, que ela era capaz de cantar algo mais do que apenas os souls românticos que todos imaginavam.

"Folhas Secas", "As Rosas não Falam", "O Mundo é um Moinho" e "A Flor e o Espinho" se incumbiram de mostrar que aquela menina de olhos castanhos e sorriso franco havia crescido musicalmente, se transformado em uma mulher de luta e que se via agora pronta para despertar aquele sonho que havia adormecido.

A consagração e o reconhecimento pelo seu trabalho viriam com a indicação ao Prêmio SHARP de Música, como melhor cantora daquele ano.

Em 1997, Claudia grava "Por Causa de Você", dedicado a Sylvinha Telles, nNeste trabalho, interpreta o melhor do Samba Canção e da Bossa Nova como: "Lobo Bobo", "Discussão", "Duas Contas".

Além das belíssimas faixas nas quais, graças a atual tecnologia, Claudia, envolvida pela voz eterna e terna de Sylvinha interpreta “Dindi” e “Se todos Fossem Iguais a Você”.

Além da magia trazida pela reunião das vozes de mãe e filha, a capa do CD, de uma sensibilidade ímpar, traz a idéia da própria cantora: um retrato em branco e preto de Sylvinha, integrado a foto da filha em cores, segurando o violão da mãe, autografado por nomes como: Tom Jobim, Vinícius, Tito Madi, Chico Buarque, entre outros.

Claudia Telles “Dindi”:
http://www.youtube.com/watch?v=Doc99eDvohE

Nos shows de lançamento deste CD, um dos momentos mais emocionantes era também uma homenagem: uma música que Claudia havia composto para a mãe, seguida pela música feita por Aloysio de Oliveira para Sylvia: "Dindi", uma verdadeira declaração de amor musicada.

Agora não havia mais as comparações ou a idéia de que se tinha ali apenas mais uma filha da mãe famosa.

Ali estava uma grande intérprete, uma cantora como poucas, capaz de, ainda hoje, chorar de emoção (em lá menor e sem desafinar).

A homenagem continuou, mas agora com a sensação de batalha vencida, em 1997, Claudia é convidada pela gravadora Polygram para participar do CD "Casa da Bossa" e grava ao lado de Tito Madi o sucesso "Balanço Zona Sul", cuja venda supera as 100 mil cópias e ganha o Disco de Ouro.

Neste período ainda ao lado de Tito realizaria uma série de shows pelos principais teatros do Rio de Janeiro e do Brasil, interpretando os maiores sucessos da Bossa Nova e do Samba Canção.

No mesmo ano, a convite da TV Cultura, Claudia gravaria o Programa Ensaio, que viria a se transformar num especial sobre a cantora interpretando os sucessos de seus CDs e falando da convivência com Sylvinha.

Em 1998, mais uma vez Claudia estaria presente na trilha sonora de uma novela: "Se Todos Fossem Iguais a Você" extraída do CD "Por Causa de Você", é incluída na trilha de "Corpo Dourado" (Rede Globo).

No ano seguinte, teria novamente seu talento reconhecido ao gravar “Samba de Uma Nota Só”, do mestre Tom Jobim.



O CD recebe na França, o “PRÊMIO GRAND PRIX DE MÚSICA” e a faixa interpretada por Claudia, chega ao segundo lugar nas paradas francesas.

Ainda no ano de 1999, participa do CD “A Discoteca do Chacrinha” cantando “Fim de tarde”, música que a projetara profissionalmente e recebe no programa do Gugu (SBT) mais um disco de ouro pelas 150 mil cópias vendidas.

O ano de 2000 marcaria a volta de Claudia a Bossa Nova, na sua origem, na pessoa e na poesia de seu maior representante: Vinícius de Moraes.

O CD "Chega de Saudade" veio como mais do que justa homenagem a Vinícius de Moraes, no aniversário de 20 anos de sua morte, acompanhada em estúdio pelo pianista Raimundo Nicioli e nos shows pelo violonista Marcello Lessa, Claudia demonstrou estar em sua melhor fase, com experiência de palco suficiente para cantar o que tem vontade.

Claudia participou em 2006 do Programa Rei Majestade, do apresentador Sílvio Santos. Continua realizando shows por todo o Brasil em casas de espetáculo e em casas noturnas.

Claudia Telles .“Quando a chuva passar”:
http://www.youtube.com/watch?v=JUQ5IjrtjnE


Recentemente Claudia lançou o seu mais novo trabalho “Quem sabe você”, e traz inéditas de Roberto Menescal e Johnny Alf.

Este CD é o primeiro trabalho para a gravadora Lua Music e conta ainda com a participação especial de Emilio Santiago na faixa Biquininho azul (Candinho / Ronaldo Bôscoli).



No repertório a cantora ainda resgatou clássicos como: Reza (Edu Lobo/Ruy Guerra), “Sem você pra que” (Sylvinha Telles / Chico Anysio). Não quero ver você triste (Roberto Carlos / Erasmo Carlos / Mário Telles) que foi a última música gravada pela sua mãe, Juras (Rosa Passos / Fernando Oliveira). Minha namorada (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes), Carta ao Tom 74 (Toquinho / Vinicius de Moraes), Tamanco no samba (OrlanDivo / Helton Menezes), Felicidade vem depois (Primeira composição de Gilberto Gil), Só mesmo por amor (Carlos Lyra) e termina com um medley “Solução (Raul Sampaio / Ivo Santos), Mulher de trinta (Luis Antonio), Palhaçada (Haroldo Barbosa / Luiz Reis)” em homenagem ao cantor Miltinho.

Claudia Telles atualmente continua fazendo shows por todo o Brasil, e estará no Centro de Referencia da Musica Artur da Távola, na Tijuca.



Discografia

Álbuns


 "Claudia Telles" (1977, CBS/Sony Music)
 "Miragem" (1978, CBS/Sony Music)
 "Eu quero ser igual a todo mundo" (1979, CBS/Sony Music)
 "Solidão pra que" (1988, RGE)
 "Claudia Telles interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" (1995, CID)
 "Por causa de você" (1997, CID)
 "Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Moraes" (2000, CID)
 "Sambas e Bossas" (2002, CID)
 "Tributo a Tom Jobim" (2004, CID)
 "Quem sabe você" (2009, Lua Music)

Compactos

 "Fim de Tarde" (1976, CBS/Sony Music)
 "Eu Preciso Te Esquecer" (1977, CBS/Sony Music)
 "Aprenda a amar" (1977, CBS/Sony Music)
 "Por eu não saber" (1978, CBS/Sony Music)
 "Eu voltei" (1980, CBS/Sony Music)
 "Tanto amor" (1982, Lança Discos)

SERVIÇO:
CLAUDINHA TELLES Canta o BOM da BOSSA
Com os músicos Marcello Lessa (violão), Joe Lima (baixo) e Cassio Accioli (percuteria = percussão + bateria).
Produção e Assessoria de imprensa: João Luiz Azevedo.
Data: Dia
​08​ de Junho/2018
Sexta Feira 20h
Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca.
Capacidade: 159 lugares
Preço dos Ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (estudantes, jovens até 21 anos  e acima de  60 anos).
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: Show Musical
Claudia Telles Aprenda a Amar
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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