LightBlog
>

ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

5/02/2015

Fado história de uma cantadeira(1947)



Nos cruzamentos do fado com o cinema português, "Fado, História de uma Cantadeira" ocupa um lugar fundamental — Amália Rodrigues e Virgílio Teixeira são as vedetas desta realização assinada por Perdigão Queiroga. Quando começa o genérico do filme "Fado, História de uma Cantadeira", realizado por Perdigão Queiroga,

 o primeiro nome que aparece é o de Amália Rodrigues. Quer isto dizer que, à maneira das produções de Hollywood da época, ela tem direito a ter o nome antes do título, o que traduz, inequivocamente, a sua condição de estrela, não apenas do fado, mas também do cinema — aconteceu há quase 70 anos, mais precisamente em 1947.

 Aqui encontramos, a contracenar de Amália, o actor Virgílio Teixeira, na época a maior vedeta do cinema português. As respectivas personagens estão na origem de um drama que se vai desenvolver nas ruas e vielas de Alfama — em boa verdade, estava-se perante a materialização de toda uma mitologia popular em que o fado era mais do que um modo de cantar, era mesmo uma filosofia de vida.

 "Fado, História de uma Cantadeira" é um filme com as limitações técnicas típicas da sua época e também com um trabalho narrativo que está longe de ser muito sofisticado. Seja como for, a sua capacidade de registar a energia primitiva do fado confere-lhe um lugar essencial na história de uma forma eminentemente popular de expressão, inclusive nas suas componentes mais marcadas pela religião.

 Para a história, "Fado, História de uma Cantadeira" ficou ainda como uma antologia de nomes que são indissociáveis do cinema e também do teatro, especialmente do teatro de revista — além do sempre notável António Silva, por aqui passam Vasco Santana, Raul de Carvalho, Eugénio Salvador, Armando Ferreira e Emílio Correia. Era um outro cinema, de um outro Portugal, tão longe e também tão perto.

in-http://www.rtp.pt

Sem comentários:

Publicar um comentário

ESTIMADO LEITOR: esteja à vontade para partilhar e comentar este post em qualquer rede social, mas não esqueça de comentar aqui no próprio post. O autor agradece,

Topo