Sou réu confesso em matéria do que é brega, tenho um gosto
musical bem discutível com muitas atenuantes, mas ainda assim discutível. Faço
essa introdução por ter me inspirado no show do capixaba mais solar de nosso
país; o Rei Roberto Carlos, para escrever esse artigo.
Assistir Roberto Carlos nessa época do ano parece inevitável em minha vida, são
muitas memórias afetivas, realmente detalhes e emoções!
Na minha euforia pensei em tentar uma entrevista, nem que fosse
através de sua assessoria, mas na minha busca me dei conta que ele praticamente
não dá entrevista e provavelmente não me diria qual seu vinho favorito. Mas,
como a base era falar de reis e rainha e mais precisamente juntar às uvas
Cabernet Sauvignon (rei dos tintos) e Chardonnay (rainha dos brancos), me dei
por feliz em saber que Roberto é um amante do vinho tinto e pelo o que
pesquisei é uma das coisas mais prazerosas que faz, beber seu vinho e prosear
com os amigos.
Ao me
debruçar sobre o tema; reis, rainhas, solar, lunar deduzi os fatores que podem
levar a essa natural popularização das uvas Cabernet Sauvignon e Chardonnay. O
aspecto solar é característico do movimento de dentro para fora, da
exuberância, da vitalidade, do colorido.
Assim como o Rei Louis XIV acabou se auto-proclamando “Le Roi-Soleil” (o
Rei Sol), por dizer que era o centro, era aquele que fazia por todos. Essas
uvas produzem vinhos assim, para todos, e de alguma forma sempre encantam,
mesmo àqueles que não são tão entusiastas é difícil que passem despercebidos,
sejam por seus aromas, sua vivacidade das cores e fatalmente pelo paladar.
É interessante isso, todas as vezes que estive perto de
personalidades, que consideramos fora do comum, tenho a mesma sensação, elas
têm uma espécie de magnetismo, um brilho especial!
No Brasil temos esse hábito de dar superlativos a algumas personalidades: o rei
ou rainha do futebol, das pistas, do vôlei, do basquete da música, do tênis, do
teatro, logo teremos do surf...
Eu mesmo batizei essas uvas de reis e rainhas, o fiz para
exemplificar o tão complexo numero de variedades existentes e facilitar o
entendimento do peso e o corpo dos vinhos. Hoje escrevendo sobre o tema, também
me dei conta que foi algo providencial e que faz muito sentido, tanto pelo
aspecto do simples, descomplicado, mas do humano e agora por que não dizer, dos
astros!
Algo curioso chamou minha atenção, trata-se da
complementaridade, o encaixe o tal do côncavo e convexo. A terra natal do
Cabernet Sauvignon é Bordeaux, já da Chardonnay, Borgonha, nas duas regiões
temos excelentes vinhos brancos e tintos, no caso de Bordeaux os feitos com
Semillon e Sauvignon Blanc (assim com os de sobremesa, principalmente os
Sauternes), e na Borgonha os belos tintos feitos a partir da Pinot Noir. E não
é que como o sol e a lua eles demonstram características bem semelhantes? Os
solares tintos de Bordeaux e brancos da Borgonha, se complementando com os seus
pares lunares.
Não à toa se descrevem esses complementares como vinhos mais femininos, mais
delicados, introspectivos...
The Louis Royale Gold Brut is for the King of Kings
A bem da verdade desejo um ano solar para todos nós, bem
expansivo, alegre, festivo, mas sabemos que precisamos de refresco sempre,
então que a lua nos balanceie, nos harmonize, e ainda nos faça refletir um
grande brilho em todas as horas!
Ah, não descobri o vinho favorito do rei Roberto Carlos, mas
descobri do Rei Louis XIV: Champagne! E por falar em equilíbrio, Chardonnay e
Pinot Noir são as uvas dessa bebida que sintetiza o melhor do vinho!
Assistir Roberto Carlos nessa época do ano parece inevitável em minha vida, são muitas memórias afetivas, realmente detalhes e emoções!
Ao me debruçar sobre o tema; reis, rainhas, solar, lunar deduzi os fatores que podem levar a essa natural popularização das uvas Cabernet Sauvignon e Chardonnay. O aspecto solar é característico do movimento de dentro para fora, da exuberância, da vitalidade, do colorido.
Assim como o Rei Louis XIV acabou se auto-proclamando “Le Roi-Soleil” (o Rei Sol), por dizer que era o centro, era aquele que fazia por todos. Essas uvas produzem vinhos assim, para todos, e de alguma forma sempre encantam, mesmo àqueles que não são tão entusiastas é difícil que passem despercebidos, sejam por seus aromas, sua vivacidade das cores e fatalmente pelo paladar.
No Brasil temos esse hábito de dar superlativos a algumas personalidades: o rei ou rainha do futebol, das pistas, do vôlei, do basquete da música, do tênis, do teatro, logo teremos do surf...
Não à toa se descrevem esses complementares como vinhos mais femininos, mais delicados, introspectivos...
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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