O
canal Viva está apresentando, no mês de seu aniversário, a trilogia de filmes do
"rei" Roberto Carlos.
Na
sexta-feira (10) foi a vez de "Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa", com
roteiro e direção de Roberto Farias. Neste filme, que foi o mais visto no Brasil
em 1970, Roberto trabalha ao lado dos cantores com os quais forma o "trio de
ouro" da Jovem Guarda: Erasmo Carlos e Wanderléa.
O
roteiro é pura aventura e fantasia, mostrando os ídolos máximos da juventude dos
anos sessenta numa corajosa caçada ao tesouro. E, é claro, permeado de canções
emblemáticas que marcaram uma época.
"As
Curvas da Estrada de Santos" (Roberto e Erasmo Carlos) abre o filme, seguida de
uma belíssima performance de Roberto com a vibrante "Não Vou Ficar", de Tim
Maia.
O
filme começa com os protagonistas em viagem pelo Japão, quando Wanderléa se
encanta com uma estatueta mágica que esconde um mapa do tesouro sem que ela
saiba. Mas Pierre, vivido pelo então bandido oficial do cinema nacional --o
grande e saudoso ator gaúcho José Lewgoy-- não só sabe como tenta arrancar a
estatueta da cantora a qualquer custo.
Logo
no início tem cena de luta, na qual a gangue de lutadores japoneses de Pierre
enfrenta Roberto, Erasmo e a própria Wanderléa que vai atrás de Pierre dando-lhe
bolsadas para reaver a sua estatueta. Nesta cena, a Ternurinha leva um tombo
memorável. E Roberto faz graça, ao perguntar para Erasmo: "Será que o caratê de
São Paulo vai funcionar aqui?".
É
tudo muito leve, muito ingênuo --num tempo em que a ingenuidade ainda era
permitida. Wanderléa é resguardada pelo gênio da estatueta e perde o voo que o
trio ia fazer para Israel. Roberto e Erasmo percebem que ela realmente não está
no voo quando o avião já decolou.
Nas
ruínas de Cesaréia, Roberto queixa-se a Erasmo sobre o sumiço da "maninha".
"Estou preocupado com a Wandeca... queria que ela tivesse aqui agora!", diz o
rei. E canta a bela e triste "Custe o Que Custar" (Edson Ribeiro e Hélio Justo).
Na sequência, Erasmo canta "Vou Ficar Nu Pra Chamar Sua Atenção" (dele e de
Roberto), com direito a um strip no final, ficando apenas de sunga preta.
É
quando o gênio aparece para lhes dar notícias da "moça loira", avisar que ela
está bem e que ele pode trazê-la até eles. Não sem antes Wanderléa cantar "Você
Vai Ser o Meu Escândalo" (também de Roberto e Erasmo), num modelito de couro
preto, uma cintura de vespa e a vasta cabeleira à la leoa: poderosa e
carismática --características que a tornaram a "Rainha da Jovem Guarda".
Para
a sequência em que Erasmo e Wanderléa fogem de Pierre, ainda em Israel, ouve-se
a "divina maravilhosa" Gal Costa, cantando "Tuareg" de Jorge Ben Jor. E nesse
corre, corre de gato e rato, mocinhos acabam vencendo os bandidos e descobrindo
a localização do tesouro --cujo objeto mais valioso é um enorme diamante cor de
rosa.
Em
meio à busca, Erasmo ainda canta a clássica "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso) e
Roberto a envolvente "120... 150... 200 km por Hora" (também dele e de Erasmo).
No final apoteótico, os três eternos ídolos da juventude cantam "É Preciso Saber
Viver" (sempre deles) num jipe branco conversível, encerrando o filme num "grand
finale".
"Roberto
Carlos e o Diamante Cor de Rosa" será reapresentado neste domingo (12) às 23h.
Para quem também era jovem na época, é deliciosamente saudosista. Para os jovens
de agora, uma oportunidade de conhecer o "trio de ouro" da Jovem Guarda em plena
juventude e já no auge do sucesso.
E
esse trio, que é uma verdadeira brasa, mora, continua esbanjando atividade,
mostrando que quem é da corte, nunca perde a majestade! Erasmo Carlos pode ser
visto ainda hoje (11) no Bar do Meio, em Niterói (RJ) e amanhã (12) em Silva
Jardim (RJ).
Roberto
Carlos estará também hoje (11) no Espaço das Américas, em São Paulo --onde fará
shows extras dias 18 e 19 de maio-- sendo que só há ingressos para o dia 19.
Wanderléa marcará presença na Virada Cultural de São Paulo, apresentando-se no
domingo 19 de maio, no Teatro Municipal, às 9h. A cantora vai rever o seu álbum
de 1972 "Wanderléa Maravilhosa" e gravar um DVD ao vivo. Imperdível.
O Diamante Cor de Rosa
Renato Kramer
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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