Porque Hoje é Domingo



 

Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com

Eu também sou um dos muitos milhares (ou milhões) de cidadãos que aderiram ao “facebook”, para mim a mais espetacular e concorrida rede de relações sociais que se pode encontrar no mundo novo que a sociedade da informação nos vem proporcionando por meio da internet. Por lá tenho umas boas centenas de amigos e outros foram surgindo com a presença assídua no site, ou seja, aqueles cidadãos (de várias latitudes) que um dia me constataram e me adicionaram como amigo nas suas listas e que, no caso, eu não conhecia. Claro que a maioria são pessoas com quem, ao longo dos anos, tive contactos de amizade e, também, de intrínsecas ligações ao jornalismo. Confesso que desconhecia o ”facebook”. Foi-me indicado, em boa hora, por meu irmão, mais ligado a estas redes e, portanto, com maiores conhecimentos paralelamente à minha pessoa.

Mantendo uma ligação diária ao “facebook”, a satisfação redobrou à medida que deparava com pessoas emigradas, outras em vários pontos de Portugal continental e, com toda a naturalidade, os muitos amigos espalhados pelos Açores, maior incidência sobre as ilhas Terceira, São Miguel e Faial. Ao cabo, um matar de saudades que alivia o sofrimento de qualquer pessoa doente e que, nestes contactos, agora praticamente diários, se sente mais próxima do seu país de origem, da sua terra natal. Sem pontinha de exagero, isso se passa comigo. Antes, quando me levantava, ia direitinho ler os jornais, ritual que ainda mantenho, mas agora só depois de entrar no “facebook” que, virando agulhas, através das fotos que lá são colocadas (muitas delas antigas) e que, por conhecer a maioria dos personagens, tenho todo o prazer em comentar. Em alguns casos, a tristeza se apodera de mim, nomeadamente quando confrontado com pessoas que já faleceram.
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