ROBERTO CARLOS PRESTIGIADO EM SÃO LUÍS DO
MARANHÃO
Cerca de 120 mil pessoas foram assistir ao
show “Louvação à São Luís” e ao show de Roberto Carlos, no último sábado (8) na
Lagoa da Jansen, a noite mais esperada dos shows em comemoração aos 400 anos de
São Luís, foi marcada por muitas homenagens à capital do Maranhão.
A noite de festa foi aberta com o show
“Louvação à São Luís”. Artistas maranhenses como Anna Torres, Chico Maranhão,
Claudio Pinheiro, Fátima Passarinho, Fernando de Carvalho, Flávia Bittencourt,
Gabriel Melônio, Gerude, Inácio Pinheiro, Roberto Brandão, Ronald Pinheiro e
Rosa Reis, prestaram uma grande homenagem a São Luís com músicas regionais,
toadas de bumba meu boi e ao som do tambor de crioula.
ROBERTO CARLOS
Um dos momentos mais esperados pelo
público, que lotou o espaço montado na Lagoa da Jansen para os shows dos 400
anos, foi a apresentação do rei Roberto Carlos.
Grande sucessos marcaram a noite, a exemplo
de “Emoções”, “Lady Laura”, “Como é grande o meu amor por você”, “Detalhes”,
“Nossa Senhora” e “Jesus Cristo”.
O cantor, que tem mais de 50 anos de
carreira, fez uma saudação a São Luís e foi categórico. “”É uma honra rever o
povo de São Luis, terra de Alcione: a maior cantora do Brasil”, destacou.
Jovens, adultos, crianças, idosos foram
assistir ao espetáculo. Francelina Lima levou a mãe e sobrinhos, e gostou do
que viu. “Minha mãe estava contando as horas para o show. Está tudo muito bom,
muito bem organizado estruturado para um evento desse porte”, afirmou.
Ao final do show, o cantor distribuiu as
tradicionais rosas vermelhas e brancas, e mais uma vez parabenizou São Luis,
agradecendo a oportunidade de comemorar os 400 anos da cidade. A banda de
Roberto Carlos encerrou o espetáculo tocando “Parabéns a você” para São Luís
acompanhado de 15 minutos de show pirotécnico.
ROBERTO CARLOS ERA UMA BRASA NAS TELAS
Roberto Carlos cantou para muita gente, fez
música para todo tipo de mulher e é até hoje o soberano das rádios populares,
mas não apareceu muito nas telas de cinema, como seria de esperar de um ídolo
desse porte.Por mais que fosse chamado de “Elvis Presley brasileiro” por Carlos
Imperial no programa Clube do Rock, o Rei não seguiu os mesmos passos do
monarca americano e trabalhou como ator apenas cinco vezes entre as décadas de
50 e 70, além de compor nove trilhas sonoras.
A primeira vez dele no cinema foi justamente
quando o Brasil estava descobrindo o endiabrado Rock´n´Roll . O filme era Minha
Sogra é da Polícia de 1958 com Costinha, Wilza Carla e a comediante
Violeta Ferraz, onde Roberto e Erasmo eram para lá de coadjuvantes.
Infelizmente, a única cena do filme que achei disponível na internet, não
consta o filho de Lady Laura, mas vale a pena conferir Cauby Peixoto (sim,
ele!) cantando ‘That´s Rock’, composta por Imperial.
MAESTRO EDUARDO LAGES – O CAVALEIRO DO REI
(Armindo Guimarães)
Não preciso dizer como me sinto ao receber
hoje mesmo pelo correio o novo CD “Romances” do maestro Eduardo Lages, com a
seguinte dedicatória:
Amigo Armindo,
obrigado por ter me ajudado nesse cd
Eduardo Lages
Dedicatória que, diga-se, não mereço,
porquanto das três músicas portuguesas que sugeri ao Mestre Maestro, nenhuma
delas logrou fazer parte das 12 que compõem o “Romances”, pese embora eu tenho
a certeza (palavra de bruxinho) que pelo menos uma das músicas portuguesas por
mim sugeridas irá fazer parte de um seu próximo CD, porquanto, para além da sua
costela lusa com origem em Castelo Branco, é também sabida de muitos a grande
emoção que ele sente quando ouve tal música, emoção exatamente igual à que
sentia, chorando, quando a ouvia tocada ao piano pelo seu pai.
Por isso, atendendo ao facto de tardar o 46.º
Bate-papo entre Roberto e eu, por falta de telefonema que já não me é feito
desde o dia 5 de Agosto de 2011, não há dúvida nenhuma que este gesto do
Maestro do Rei para comigo veio mesmo a calhar, servindo de consolo para a
inexplicável apatia do RC para comigo.
Começo até a pensar que com um Cavaleiro do
calibre do maestro Eduardo Lages qualquer Rei corre o risco de ser esquecido.
Obrigado Maestro!
AINDA O SHOW DO REI EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO
O rei Roberto Carlos fez um show para
entrar para a história na noite de aniversário dos 400 anos de São Luís, neste
sábado (8), na Lagoa da Jansen. Mais de 120 mil pessoas, segundo cálculo da
polícia, cantaram e se emocionaram com os sucessos do artista, que também
reverenciou a cidade pelo quarto centenário de fundação.
“Foi uma alegria muito grande ser convidado
a participar dessa festa. Parabéns São Luís, a Ilha do Amor, que tem tudo a ver
comigo”, afirmou, arrancando aplausos e gritos da efusiva plateia, que lotou
toda a área de 35 mil m2 do espaço de shows. O cantor ressaltou que gostaria de
falar muitas coisas para o público de São Luís, mas que preferia externar por
meio da música tudo que ele pretendia dizer e cantou “Como é grande o meu amor
por você”, com a parceria de um coro de mais de 120 mil vozes.
O evento, apresentado pela Petrobras, por
meio do programa Petrobras Cultural, com patrocínio da Nestlé e Credicard Hall,
Vale, Alumar, Ambev, OGX, MPX e Emap, é realizado pelo São Luís Convention
& Visitors Bureau, com apoio institucional do Governo do Estado.
A governadora assistiu ao espetáculo e
disse estar emocionada. “A presença desse grande público é uma comprovação de
que acertamos no presente para a cidade nessa noite, que é de celebração. E o
rei fez um show inesquecível, numa grande homenagem aos 400 anos de São Luís”,
declarou a governadora, que estava acompanhada de diversos secretários de
Estado.
TRILHA SONORA ENTREGUE
Roberto Carlos entregará ainda nesta semana
para Glória Perez as duas músicas que gravou para integrar a trilha sonora da
nova novela das nove, Salve Jorge.
A balada romântica Eu Sou o Cara e o funk Furdunço também farão parte do novo
disco de inéditas de Roberto.
Não é certo que o CD saia no final do ano, mas Roberto já concordou em
disponibilizá-las no iTunes no final de outubro, quando a novela estrear.
AMOR AO RIO
Imagens do Cristo Redentor, do Pão de
açúcar e outras retratando o clima boêmio da Lapa estarão no cenário do show de
fim de ano Roberto Carlos, no Maracanazinho.
O palco terá direito até a mesinhas de
madeira e garçons dançarinos.
Um casal de mestre-sala e porta-bandeira
também foi incluído para dar uma cor bem carioca ao espetáculo.
O REI É CARIOCA
O Rio vai ser homenageado por Roberto Carlos em seu especial de fim de ano, que pela primeira vez terá cenografia temática e dramaturgia, não
apenas convidados participando de algumas músicas. Os cenários vão
reproduzir os bares da Lapa, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, entre outros pontos.
O INIMIGO DO REI
Naquele ano, 1966, Ronnie Von, aos 22 anos,
se distinguia: longos cabelos lisos, olhos verdes, formado em Economia, gostava
de jazz e música erudita, falava inglês, não usava gírias, tinha acesso a
discos importados, sabia se vestir, entendia de vinhos, aviões e se interessou
por Beatles porque gostava de cinema nouvelle vague e ouviu que o filme Os
Reis do Ié, Ié, Ié era montado como um documentário.
Seus movimentos foram observados com
cautela. E pânico se instalou quando a TV Excelsior ameaçou roubá-lo para
conduzir um programa capaz de bater de frente com o Jovem Guarda. Em vez disso, O
Pequeno Mundo de Ronnie Von estreou em outubro de 1966, na própria Record,
mas com uma restrição: quem participasse do Jovem Guarda estava proibido de
pisar no show “inimigo”, e vice-versa.
“Nunca soube quem deu a ordem”, diz Ronnie.
“Tentava falar com Roberto, mas ele não me atendia, os outros artistas também
diziam não saber. Era muito difícil montar um bom programa sem elenco. Tive de
recorrer a uma banda desconhecida de São Paulo, Os Mutantes.” Com cenários e
quadros com influência dos contos de fada, O Pequeno Mundo teve uma boa
audiência inicial, além de entrar para a história como o show que revelou boa
parte do que viria a ser o tropicalismo. E de apresentar ao mundo Sônia Braga,
então assistente de palco.
Antes de morrer, em 2010, aos 86 anos,
Paulinho Machado de Carvalho, dono da Record na época, confessou ao historiador
Paulo Cesar de Araújo que, mais do que transformar Ronnie em ídolo, sua
intenção era mesmo tirá-lo da concorrência: “Não houve uma tentativa deliberada
de prejudicá-lo. Na época, o que havia era uma roda-vida e o medo compreensível
de secretários e assessores de Roberto de que seu sucesso não durasse ou de que
a Record perdesse sua mina de ouro”.
GOLEADA DA JOVEM GUARDA
Em 1967, a revista "InTerValo"
era a única especializada em televisão que saía semanalmente com entrevistas,
curiosidades, toda a programação diária das emissoras, álbum de figurinhas dos
artistas mais importantes e algumas promoções.
Foi nesse ano que a revista teve a idéia de criar o concurso "Os Favoritos
do Público" em seis categorias: "Programa Favorito";
"Ator"; "Atriz"; "Cantor"; "Cantora" e
"Humorista". O público mandava cartas para a sede da revista e a
apuração semanal era manual, mas as parciais vinham publicadas em cada edição.
Com isso, o público ia acompanhando o desempenho dos seus favoritos e mandava
mais cartas e cartas com o seu voto. Os fãs clubes da época não tinham a mesma
disputa dos anos 50, quando Emilinha Borba e Marlene levavam ao delírio dos
seus fãs em busca do título de rainha do rádio, mas cumpriam bem o seu papel e
faziam campanhas para eleger o seu artista preferido.
Os votos eram eminentemente femininos ainda, e a estratégia fez as vendas da
revista, que na época custava Cr$ 350, aumentarem significativamente.
Há 45 anos portanto, a disputa para o programa favorito era quase unânime, e
"Jovem Guarda" da TV Record, com mais de 36 mil votos, dava um banho
nos seus concorrentes mais diretos que eram "Adoráveis Trapalhões"
(20 mil votos); "Corte-Rayol Show" (9 mil votos) e "A Grande
Parada" (7 mil votos).
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A balada romântica Eu Sou o Cara e o funk Furdunço também farão parte do novo disco de inéditas de Roberto.
Não é certo que o CD saia no final do ano, mas Roberto já concordou em disponibilizá-las no iTunes no final de outubro, quando a novela estrear.
O Rio vai ser homenageado por Roberto Carlos em seu especial de fim de
ano, que pela primeira vez terá cenografia temática e dramaturgia, não
apenas convidados participando de algumas músicas. Os cenários vão reproduzir os bares da Lapa, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor,
entre outros pontos.
Foi nesse ano que a revista teve a idéia de criar o concurso "Os Favoritos do Público" em seis categorias: "Programa Favorito"; "Ator"; "Atriz"; "Cantor"; "Cantora" e "Humorista". O público mandava cartas para a sede da revista e a apuração semanal era manual, mas as parciais vinham publicadas em cada edição.
Com isso, o público ia acompanhando o desempenho dos seus favoritos e mandava mais cartas e cartas com o seu voto. Os fãs clubes da época não tinham a mesma disputa dos anos 50, quando Emilinha Borba e Marlene levavam ao delírio dos seus fãs em busca do título de rainha do rádio, mas cumpriam bem o seu papel e faziam campanhas para eleger o seu artista preferido.
Os votos eram eminentemente femininos ainda, e a estratégia fez as vendas da revista, que na época custava Cr$ 350, aumentarem significativamente.
Há 45 anos portanto, a disputa para o programa favorito era quase unânime, e "Jovem Guarda" da TV Record, com mais de 36 mil votos, dava um banho nos seus concorrentes mais diretos que eram "Adoráveis Trapalhões" (20 mil votos); "Corte-Rayol Show" (9 mil votos) e "A Grande Parada" (7 mil votos).
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