Sempre ambicionei um dia vir ao Brasil, pretensão que
reforcei quando estive na Copa do Mundo, em Espanha, onde conheci muitos
brasileiros. Com eles me envolvi nos bons e maus momentos do “escrete”.
Profissionalmente, nunca tive oportunidade de aqui me
deslocar. Sabia, de antemão, que era difícil. Nunca desisti dessa ideia. Esse
dia havia de chegar. E chegou! A 20 de Agosto de 2004, finalmente, concretizei
um antigo sonho, começando por me fixar em Carmo, cidade do interior do Rio de
Janeiro. Carmo, “cidade bela” (frase do seu hino), com cerca de vinte mil
habitantes. Lá estive até 26 de Dezembro desse mesmo ano, rumando depois para
Niterói onde hoje me encontro. Adorei Niterói. Digamos que foi mesmo “amor à
primeira vista”. Vim de férias e acabei por ficar, curtindo a vida dentro do
melhor possível. Mentiria se dissesse que não tenho saudades da minha terra, da
minha família, dos meus amigos, do “meu jornalismo”. Claro que já passei à
reforma, mas sem perder o contacto com os jornais por onde passei. A internet me
dá essa possibilidade. Penso tantas vezes naquela célebre frase do meu
companheiro de “A Bola”, Carlos Pinhão (já falecido), “ai que saudades, ai,
ai”.
Invertendo agora as situações, o outro sonho (o segundo)
passa por um dia ir a Portugal para abraçar todos aqueles que me rodearam ao
longo de quatro décadas de efetivo jornalismo, como árbitro, como treinador.
Pelos que faleceram, rezarei uma Ave-Maria.
A seguir Capítulo VIII
Para conferir os capítulos anteriores, clique aqui.
🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto e descubra outros artigos.
Comentários
Enviar um comentário
🌟Copie um emoji e cole no comentário: Clique aqui para ver os emojis