Publicado na revista especial do Sport Club Angrense em 1 de
Dezembro de 2011
Tudo tem uma primeira vez e, curiosamente, com o Sport Club
Angrense, duas deslocações que registaram a primeira vez, ambas na companhia do
Capitão Fernando Lopes, hoje Coronel na reserva.
Na verdade, na BA4, pela sua postura, pela sua dedicação ao
desporto, nomeadamente ao futebol, Fernando Lopes teve influências junto de
quem comandava o destacamento da FAP nas Lajes. Numa das épocas em que passou
pelo Angrense, e na qual fui seu adjunto, o Angrense, num fim-de-semana,
deslocou-se ao Faial para realizar dois jogos amistosos. Claro que, para evitar
despesas de monta, foi conseguida, para o efeito, uma aeronave da FAP e em cuja
tripulação fazia parte o nosso saudoso amigo Vitorino, pai da Paula Vitorino,
uma das referências do basquetebol feminino açoriano. Foi a primeira (e última)
vez que andei num avião daquele tipo, sentado numa das laterais da aeronave.
Foi, ao cabo, uma sensação interessante, para mais que, no grupo, faziam parte
jogadores que muito gostavam destas experiências, jogadores esses que, também,
passaram o tempo no divertimento, contando anedotas e piadas picantes em
relação a outras pessoas que estavam presentes. Uma forma de passar o tempo
mais depressa e, quiçá, para não dar a perceber que as tripas já rolavam muito.
Nesta digressão do Angrense, tudo foi “militarizado” (FAP e
Exército), atendendo a que as pernoitas foram passadas na Bateria do Faial que,
na altura, já tinha poucos militares. Duas noites de “desgraça” na medida em
que houve um jogador, com as iniciais JMCS, que fez do seu próprio divertimento
o enviar almofadas para os colegas, técnicos, dirigentes e massagista. E daí
aconteceu, mercê de naturais reacções, que as ditas noites se transformaram em
autêntica “guerra de almofadas”. Nesse eu dou, tu dás, ele dá, nós damos, houve
alguém que quase foi parar ao hospital porque, com a força de um desses
almofadões (talvez o maior que se encontrava na camarata), foi derrubado e caiu
no chão desamparado. Só não posso dizer o nome da pessoa, que ali não era
jornalista. E em relação ao mentor dessa “guerra de almofadas”, posso adiantar
para completar as iniciais acima postadas, que foi funcionário da Caixa
Económica da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo e também
referenciado como um dos melhores dos Açores no tiro ao prato. - Jó...
Jó...Jó
NOTA FINAL – A segunda viagem com o Capitão Fernando Lopes
remonta a 1977 ao Canadá e Estados Unidos. Não foi baptismo na TAP, mas sim a
primeira vez que pisei solo canadense e norte-americano. Depois passei a ser um
“habitué” nas grandes reportagens, coisa que hoje já não existe para os nossos
amigos do Canadá e Estados Unidos. Fi-lo sempre (A União duas vezes, 1977 e
1984, e as restantes para o Diário Insular) com o maior empenho para com velhos
amigos do futebol que rumaram para aqueles dois paíes em busca de melhores
condições de vida.
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