Os partidos das regiões autónomas demonstram pouca vontade de construir coligações.
A política portuguesa é de tal forma agressiva que as diferenças pessoais
sobrepõem- se às necessidades nacionais. Tal como no futebol de fraco nível, na
política à portuguesa joga-se mais com o coração do que com a cabeça. A
tradicional violência argumentativa cava fossos difíceis de ultrapassar. Na
falta de melhor discurso, o ataque violento aos adversários vai servindo para
esconder a falta de ideias ou de programas. O resultado das próximas eleições
regionais pode empurrar a autonomia para um perigoso ciclo de instabilidade.
Como somos dados a oportunidades perdidas é bem possível que assistamos
embrulhados em enredos político-partidários à recuperação económica dos nossos
vizinhos. É talvez este o maior perigo de uma votação pulverizada. A ausência
de consensos políticos é um dos nossos maiores problemas. Não há pactos de
regime nem acordos políticos de médio ou longo prazo que sobrevivam. Os
partidos regionais (mais uns do que outros) vivem agarrados ao discurso da
maledicência. Tudo o que o governo faz está mal, mesmo quando o que faz, não é
mais do que dar seguimento ao que vinha de trás. É por estas e por outras que
muitos começam a pensar que esta classe política retira bastante mais do que
acrescenta.
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Os partidos das regiões autónomas demonstram pouca vontade de construir coligações. A política portuguesa é de tal forma agressiva que as diferenças pessoais sobrepõem- se às necessidades nacionais. Tal como no futebol de fraco nível, na política à portuguesa joga-se mais com o coração do que com a cabeça. A tradicional violência argumentativa cava fossos difíceis de ultrapassar. Na falta de melhor discurso, o ataque violento aos adversários vai servindo para esconder a falta de ideias ou de programas. O resultado das próximas eleições regionais pode empurrar a autonomia para um perigoso ciclo de instabilidade. Como somos dados a oportunidades perdidas é bem possível que assistamos embrulhados em enredos político-partidários à recuperação económica dos nossos vizinhos. É talvez este o maior perigo de uma votação pulverizada. A ausência de consensos políticos é um dos nossos maiores problemas. Não há pactos de regime nem acordos políticos de médio ou longo prazo que sobrevivam. Os partidos regionais (mais uns do que outros) vivem agarrados ao discurso da maledicência. Tudo o que o governo faz está mal, mesmo quando o que faz, não é mais do que dar seguimento ao que vinha de trás. É por estas e por outras que muitos começam a pensar que esta classe política retira bastante mais do que acrescenta.
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