Hoje volto a relembrar o que há uns tempos atrás (não
muitos anos, sublinhe-se). O futebol é sempre uma modalidade que está presente
nos momentos mais difíceis, inclusive quando se verificam enormes desastres
provocados por fenómenos da natureza, nomeadamente os abalos telúricos de
grande dimensão, daqueles que levam a destruição material e humana. E, hoje,
recordamos aqui nesse sentido o que se fez pelo Haiti.
Mais uma vez, o futebol participou na chamada solidariedade,
esta destinada às vítimas do terramoto do Haiti. Foi uma iniciativa conjunta
entre o Sport Lisboa e Benfica e o futebolista francês Zidane que, ao seu time,
chamou várias estrelas atuais e do passado. Dos atuais, cite-se, por exemplo, o
brasileiro Kaká, ora ao serviço do Real Madrid. O jogo terminou empatado (3-3),
mas a grande vitória foi a presença do público que quase encheu o Estádio da
Luz. Na hora de ajudar o semelhante, o ser humano colabora com aquela indômita
vontade. Quando eu estava em Portugal, vi este filme várias vezes, chegando a
participar em alguns desses eventos como publicista, uma vez que entendo que
também a comunicação social, para o efeito, tem que colaborar com a sua
quota-parte. Aliás, o jornal “A Bola” sempre esteve presente, inclusive com
donativos de monta. Mentor do Jogo Contra a Pobreza a par do brasileiro
Ronaldo, Zinedine Zidane congratulou-se com a forte afluência de público ao
Estádio da Luz, agradecendo aos adeptos portugueses o apoio para as vítimas do
sismo no Haiti.
«Veio muita gente. Tenho que agradecer aos adeptos portugueses que estiveram no
Estádio da Luz. Mostraram que gostam de futebol e ajudaram-nos a contribuir
para uma causa muito importante», disse o francês, rematando com alguma ironia:
«Não podia jogar mais. Era preciso correr! Se fosse a andar...» - Zidane e o
seu lado irónico... Acompanhei o jogo via computador pelo Canal Benfica e,
claro, registrei esta passagem:
Jogou quatro minutos, mas animou a noite. O regresso de Mats Magnusson à Luz,
para o Jogo Contra a Pobreza, não passou despercebido a ninguém. Não tanto
pelas qualidades, mas mais pela barriga...
Viu-se que não dava para correr (muito), mas também não se esperava tanto: duas
das poucas vezes em que tocou na bola, as coisas não correram muito bem.
Primeiro, depois de evitar Tymoshuk, colocou mal o pé de apoio e caiu para trás
depois, a tentar receber uma bola, acabou por fazê-lo de joelhos – Magnusson
não se lembrou daquela velha máxima (made in Portugal) que é feio cair de
joelhos... Ainda assim, não perdeu o humor e, sobretudo a simpatia e a
capacidade para responder em português, tantos anos se passaram desde que
deixou Portugal. «Jesus só me deu cinco minutos, a equipa perdeu com isso. Foi
falta, naqueles dois lances foi falta, vão lá ver na repetição», comentou,
mostrando os lugares das mazelas e referindo que não se deixava castigar pelos
adversários. «Eu também dava», disse, levantando um cotovelo e confessando os
quilos: ... e tal».
E agora se pergunta: como vão as coisas pelo Haiti? Nada se sabe. Bem que
procuro nos jornais e nada. Bem que vejo e ouço os telejornais e nada. Podem
crer que lá ia se acertasse na mega sena, óbvio um prémio chorudo. E podem crer
que dava uma ajudinha.
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«Veio muita gente. Tenho que agradecer aos adeptos portugueses que estiveram no Estádio da Luz. Mostraram que gostam de futebol e ajudaram-nos a contribuir para uma causa muito importante», disse o francês, rematando com alguma ironia: «Não podia jogar mais. Era preciso correr! Se fosse a andar...» - Zidane e o seu lado irónico... Acompanhei o jogo via computador pelo Canal Benfica e, claro, registrei esta passagem:
Jogou quatro minutos, mas animou a noite. O regresso de Mats Magnusson à Luz, para o Jogo Contra a Pobreza, não passou despercebido a ninguém. Não tanto pelas qualidades, mas mais pela barriga...
Viu-se que não dava para correr (muito), mas também não se esperava tanto: duas das poucas vezes em que tocou na bola, as coisas não correram muito bem. Primeiro, depois de evitar Tymoshuk, colocou mal o pé de apoio e caiu para trás depois, a tentar receber uma bola, acabou por fazê-lo de joelhos – Magnusson não se lembrou daquela velha máxima (made in Portugal) que é feio cair de joelhos... Ainda assim, não perdeu o humor e, sobretudo a simpatia e a capacidade para responder em português, tantos anos se passaram desde que deixou Portugal. «Jesus só me deu cinco minutos, a equipa perdeu com isso. Foi falta, naqueles dois lances foi falta, vão lá ver na repetição», comentou, mostrando os lugares das mazelas e referindo que não se deixava castigar pelos adversários. «Eu também dava», disse, levantando um cotovelo e confessando os quilos: ... e tal».
E agora se pergunta: como vão as coisas pelo Haiti? Nada se sabe. Bem que procuro nos jornais e nada. Bem que vejo e ouço os telejornais e nada. Podem crer que lá ia se acertasse na mega sena, óbvio um prémio chorudo. E podem crer que dava uma ajudinha.
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