Concretizei o sonho. Quando desembarquei no Galeão, olhei
para o céu e agradeci a Deus. Cogitei e, ao percorrer uns pequenos metros da
pista, voltei a olhar para o céu com este pensamento: a ti me entrego meu Deus!
Na verdade, estava entregue ao meu próprio destino, sem nenhum familiar nestas
paragens.
Porque, como digo sempre, vim de férias, adorei e fiquei, fui amadurecendo a
ideia para aqui permanecer. Dito e feito. Hoje, já estou legalizado, já estou
familiarizado com muita gente amiga. Não é difícil fazer amigos no Brasil. Este
povo é bom, mas sofre muito com a classe política, com os problemas da
educação, da saúde e muito mais. Este país tem condições para estar no patamar
superior à escala mundial, mau grado a violência que grassa. E porque grassa
violência? Se não houvesse tanta corrupção, menos pobreza pelo próprio fato,
isso não aconteceria. Esta a minha convicção. Estarei errado?
Por tudo isto, já considero o Brasil a minha segunda pátria. Uma coisa é certa:
posso morrer aqui (o mais provável, quem sabe...), mas nunca deixarei de ser
português, como também nunca deixarei de estar ao lado do Brasil, como sempre o
fiz quando residia em Portugal. Até num jogo Portugal-Brasil vou torcendo para
que empatem. Assim, fico duplamente satisfeito. Mas (há sempre um mas), se
houver um vencedor, que seja Portugal. É legítimo da minha parte.
Finalmente, deixar aqui, mais uma vez, o preito da minha gratidão a todos
aqueles que me colocaram nos núcleos de amigos. Amo todos com o mesmo carinho e
ternura. Bem haja brasileiros amigos!
NOTA FINAL – Apenas uma mágoa: o nunca ter vindo ao Brasil em serviço de
reportagem. Sempre o desejei, mas, nesse sentido, não se proporcionou.
Mandaram-me oito vezes para os americanos. Valha-nos que, felizmente, sempre
encontrei muitos portugueses e brasileiros. Na última viagem, reporta a 2000,
na cobertura da célebre Maratona de NY, deparei em New Jersey com muitos
brasileiros. Fizemos festa. E aqui confesso que o brasileiro é mais divertido
que o português.
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Porque, como digo sempre, vim de férias, adorei e fiquei, fui amadurecendo a ideia para aqui permanecer. Dito e feito. Hoje, já estou legalizado, já estou familiarizado com muita gente amiga. Não é difícil fazer amigos no Brasil. Este povo é bom, mas sofre muito com a classe política, com os problemas da educação, da saúde e muito mais. Este país tem condições para estar no patamar superior à escala mundial, mau grado a violência que grassa. E porque grassa violência? Se não houvesse tanta corrupção, menos pobreza pelo próprio fato, isso não aconteceria. Esta a minha convicção. Estarei errado?
Por tudo isto, já considero o Brasil a minha segunda pátria. Uma coisa é certa: posso morrer aqui (o mais provável, quem sabe...), mas nunca deixarei de ser português, como também nunca deixarei de estar ao lado do Brasil, como sempre o fiz quando residia em Portugal. Até num jogo Portugal-Brasil vou torcendo para que empatem. Assim, fico duplamente satisfeito. Mas (há sempre um mas), se houver um vencedor, que seja Portugal. É legítimo da minha parte.
Finalmente, deixar aqui, mais uma vez, o preito da minha gratidão a todos aqueles que me colocaram nos núcleos de amigos. Amo todos com o mesmo carinho e ternura. Bem haja brasileiros amigos!
NOTA FINAL – Apenas uma mágoa: o nunca ter vindo ao Brasil em serviço de reportagem. Sempre o desejei, mas, nesse sentido, não se proporcionou. Mandaram-me oito vezes para os americanos. Valha-nos que, felizmente, sempre encontrei muitos portugueses e brasileiros. Na última viagem, reporta a 2000, na cobertura da célebre Maratona de NY, deparei em New Jersey com muitos brasileiros. Fizemos festa. E aqui confesso que o brasileiro é mais divertido que o português.
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