Conheci, ao longo dos tempos, muitos
brasileiros que foram para Portugal jogar futebol, sem dúvida na
busca de melhores condições de vida. Quem teve juízo e soube
administrar, hoje está sorrindo, como foi, por exemplo, o caso do
“zagueiro” Carlos Mozer que, do Flamengo, foi para o Sport Lisboa
e Benfica. Raçudo, Carlos Mozer foi um dos jogadores marcantes
nessas já longas histórias de brasileiros que rumaram até
Portugal. Hoje, Carlos Mozer tem vários restaurantes em Lisboa (um
investimento com cabeça, tronco e membros), os quais são sempre
procurados pelos prosélitos do Benfica e, inclusive, de outros
clubes da capital. Recordo que Carlos Mozer também passou por uma
experiência de comentador desportivo, ao serviço da Televisão
Independente (TVI) e, aqui, também se evidenciou.
Outro brasileiro, que muito embora
tenha jogado em clubes de divisões secundárias, e que sempre contou
com a minha amizade, foi Ericsson Araújo, das escolas do Olaria, e
que militou no Lusitânia dos Açores, Peniche, entre outros.
Ericsson residia na Tijuca. Em certa ocasião, “mamãe” Alda foi
a Portugal visitar o filho e este, para comemorar a presença da mãe,
reuniu um grupo de amigos em casa do falecido Tenente-Coronel
Francisco das Neves Almeida (a primeira esposa, D. Fátima, ainda era
viva, depois faleceu com doença de câncer) para saborearem uma
feijoada preparada pela própria D. Alda, uma simpatia de senhora,
aliás, à semelhança da maioria do povo brasileiro. Claro que
Ericsson Araújo não se esqueceu do seu amigo jornalista e acabei
mesmo por ir porque, nessa mesma noite, nada tinha para fazer no
jornal. Uma noite bem passada e onde não faltou um pezinho de samba,
protagonizando mãe e filho. Óbvio que samba é mesmo com os
brasileiros.
Hoje, que me encontro no Brasil,
gostaria imenso de encontrar D. Alda e o filho Ericsson. Não direi
missão impossível, mas extremamente difícil. Nem sei tão pouco se
ainda residem na Tijuca. Há uma coisa que eu tenho a certeza: eles
não sonham que eu estou no Brasil, se bem que sempre dizia ao Eco
(por ser muito bailarino em campo, apelidaram-lhe de “Dona Xepa”)
que um dos meus grandes desejos era visitar o país dele. Aqui estou
“rento nem sargento”. E para ficar...
Foi mesmo do sonho à realidade.
NOTA FINAL – Fui informado
recentemente que Ericsson Araújo é funcionário da Prefeitura do
Rio de Janeiro. O que tenho que fazer é por lá passar ou então
tentar saber o seu contato. Não é assim tão difícil, digamos um
“parto” normal sem ser necessário recorrer a cesariana.
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Por: Carlos Alberto Alves
Outro brasileiro, que muito embora tenha jogado em clubes de divisões secundárias, e que sempre contou com a minha amizade, foi Ericsson Araújo, das escolas do Olaria, e que militou no Lusitânia dos Açores, Peniche, entre outros. Ericsson residia na Tijuca. Em certa ocasião, “mamãe” Alda foi a Portugal visitar o filho e este, para comemorar a presença da mãe, reuniu um grupo de amigos em casa do falecido Tenente-Coronel Francisco das Neves Almeida (a primeira esposa, D. Fátima, ainda era viva, depois faleceu com doença de câncer) para saborearem uma feijoada preparada pela própria D. Alda, uma simpatia de senhora, aliás, à semelhança da maioria do povo brasileiro. Claro que Ericsson Araújo não se esqueceu do seu amigo jornalista e acabei mesmo por ir porque, nessa mesma noite, nada tinha para fazer no jornal. Uma noite bem passada e onde não faltou um pezinho de samba, protagonizando mãe e filho. Óbvio que samba é mesmo com os brasileiros.
Hoje, que me encontro no Brasil, gostaria imenso de encontrar D. Alda e o filho Ericsson. Não direi missão impossível, mas extremamente difícil. Nem sei tão pouco se ainda residem na Tijuca. Há uma coisa que eu tenho a certeza: eles não sonham que eu estou no Brasil, se bem que sempre dizia ao Eco (por ser muito bailarino em campo, apelidaram-lhe de “Dona Xepa”) que um dos meus grandes desejos era visitar o país dele. Aqui estou “rento nem sargento”. E para ficar...
Foi mesmo do sonho à realidade.
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