Porque Hoje é Domingo







Por: Carlos Alberto Alves

São Jorge é, dentro do contexto açoriano, uma ilha onde se come bem. São Jorge a ilha de descendência da minha particular amiga Drª. Maria de Fátima Quadros, ilustre presidente da Confraria Cultural Brasil-Portugal e que, no passado dia 1 de junho, fez parte do grupo dos cem distinguidos nas comemorações dos cem anos de vida da cidade de Divinópolis.

A cozinha da ilha de São Jorge é maravilhosa. Eu que o diga quando, por quatro anos consecutivos, estive presente na Semana Cultural das Velas, convidado pela Câmara Municipal, na pessoa do ainda presidente, o meu amigo António Silveira, que sempre dizia: “este é o jornalista que eu mais aprecio, pelo fato de não vender gato por lebre e demonstrar, acima de tudo, que é um profissional de enorme quilate”. Na verdade, honrei, nas quatro vezes em que fiz reportagem sobre o referido evento (a Semana Cultural das Velas), a minha pessoa, a minha profissão, e, sobretudo, correspondi, em termos de divulgação, aos anseios dos seus promotores.

De fato, São Jorge, a “ilha charuto” por ser muito comprida, tem tradições na gastronomia açoriana. O queijo de São Jorge, por exemplo, é muito apreciado no continente português e, também, junto das comunidades dos Estados Unidos e Canadá, onde pululam milhares portugueses, muitos deles oriundos das ilhas açorianas e que emigraram para o país do dólar em busca de melhores condições de vida. Em New Bedford (Estado de Massachusets), considerada a capital dos portugueses na América do Norte, o queijo de São Jorge circula pelas grandes superfícies da especialidade.

E tenho que confessar que, sempre que ia a São Jorge, o meu amigo Hélio me presenteava com um dos chamados “queijo de peso”, alguns deles quase do tamanho de um pneu de automóvel.
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