Mentiria se não dissesse que fiquei radiante pelo fato do
Brasil organizar a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e também os Jogos Olímpicos
de 2016. Mentiria também se não revelasse que, pelo que vejo neste país,
aumentou a minha apreensão quanto ao futuro dos dois maiores eventos
desportivos à escala mundial. A Copa do Mundo, para o Brasil.O tempo corre
célere e é necessário lutar contra esse mesmo tempo, isto é, não deixar que o
stress se apodere da máquina organizativa. Urge, pois, mexer todos os
cordelinhos numa ação conjunta entre os comités organizadores e as respectivas
populações. Neste país, existem muitas arestas para serem limadas e, nesse
sentido, o panorama não se apresenta assim tão fácil. Temos que ser realistas.
Tenho experiência de uma Copa do Mundo (falhei outra por doença) e de uns Jogos
Olímpicos, respectivamente, na Espanha (1982) e Grécia (2004). As organizações
foram impecáveis, sobretudo em termos de segurança e de transportes.
Na África do Sul, no lançamento do emblema da Copa do Mundo de 2014, Joseph
Blatter, presidente da FIFA, afirmou que acredita num grande sucesso para 2014.
E Blatter não pode pensar doutra maneira, pois é uma forma de incentivar os
brasileiros para o êxito da “sua Copa”.
Neste dia de palavras, Luís Inácio Lula da Silva, ainda presidente do governo
brasileiro, também elogiou a cooperação de Blatter em relação ao Brasil. Lula opinou
“para a melhor Copa do Mundo de sempre”. Uma ambição que se respeita, mas para
atingir esse desiderato o Brasil tem muito para fazer nos aspectos que já
referi.
Eu, pessoalmente, gostaria que o Brasil não entrasse numa de corre-corre até
aos derradeiros dias do início da Copa do Mundo de 2014. A verdade, porém, é
que paira algum cepticismo. Normal em função das condições em que o país se
apresenta atualmente. Mas, até lá, muita coisa pode mudar. O povo brasileiro
tem condições para fazer uma grande festa do futebol em 2014. Union faite La
force.
NOTA FINAL – No que concerne a este evento, tenho notado que
a presidente Dilma Rousseff se tem abstido de contínuos comentários de
incentivo às próprias populações. Será que Dilma sente que o Brasil, no espaço
de dois anos, tem que andar em contra-relógio para que realmente não
se cometam erros comprometedores no que concerne a uma eficiente
organização?
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Por: Carlos Alberto Alves
Na África do Sul, no lançamento do emblema da Copa do Mundo de 2014, Joseph Blatter, presidente da FIFA, afirmou que acredita num grande sucesso para 2014. E Blatter não pode pensar doutra maneira, pois é uma forma de incentivar os brasileiros para o êxito da “sua Copa”.
Neste dia de palavras, Luís Inácio Lula da Silva, ainda presidente do governo brasileiro, também elogiou a cooperação de Blatter em relação ao Brasil. Lula opinou “para a melhor Copa do Mundo de sempre”. Uma ambição que se respeita, mas para atingir esse desiderato o Brasil tem muito para fazer nos aspectos que já referi.
Eu, pessoalmente, gostaria que o Brasil não entrasse numa de corre-corre até aos derradeiros dias do início da Copa do Mundo de 2014. A verdade, porém, é que paira algum cepticismo. Normal em função das condições em que o país se apresenta atualmente. Mas, até lá, muita coisa pode mudar. O povo brasileiro tem condições para fazer uma grande festa do futebol em 2014. Union faite La force.
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