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Bottary
Considerado o Beatle mais melodioso (ou meloso como o alfinetou Johnn Lennon muitas vezes), compunha as canções mais açucaradas dos Beatles. A mais famosa: “Yesterday” – ao mesmo tempo, contudo, era que era capaz de criar pesadelos sonoros como “Helter Skelter”.
Por Claudio Campos
19 de junho de 2012, Música
Paul McCartney, o eterno ex-Beatles, acaba de completar 70 anos ontem, dia 18 de junho. O garoto, que aos 15 anos compôs uma famosa canção dos Beatles, “When I’m Sixty-Four”, cuja letra fala de como seria chegar aos 64 anos – na verdade uma homenagem ao pai, que também era músico -, mal sabia, à época, que também estaria compondo e fazendo grandes turnês aos 70 anos.
Considerado o Beatle mais melodioso (ou meloso como o alfinetou Johnn Lennon muitas vezes), compunha as canções mais açucaradas dos Beatles. A mais famosa: “Yesterday” – ao mesmo tempo, contudo, era que era capaz de criar pesadelos sonoros como “Helter Skelter”. Paul, o cara que pôs fim aos Beatles (depois de Yoko Ono, ele preenche o segundo lugar em acusações), também foi considerado morto, ainda à época dos Beatles, devido a um acidente de carro, ocorrido em 1966; boatos começaram a surgir e teorias absurdas foram construídas, como a de que ele, a partir de então, foi substituído por um sósia.
James Paul McCartney vem de uma família de classe média baixa empobrecida pela guerra. Paul e Michael, dois meninos órfãos de mãe, foram criados por um pai solitário e introspectivo, James McCartney, comerciante de algodão, que havia largado a escola no ginásio e almejava mandar os garotos para a universidade – até a morte prematura de sua mulher, a enfermeira Mary Patrícia Mohin, deixando-o não apenas sozinho, mas sem dois terços da renda familiar.
O jovem Paul assistia às aulas de piano sem muito entusiasmo quando criança, além de tocar trombeta, que ganhou de seu tio Jack, aprendeu a gostar de música sob a influência de seu pai que fazia parte de um grupo de jazz amador chamado Jim Mac´s Jazz Band. Aos 14 anos, Paul compôs sua primeira canção, “I lost my little girl”, após ganhar uma guitarra de seu pai. Logo entraria para uma banda de skiffe chamada The Quarrymen, liderada por um tal de John Lennon. “Eu sei cantar igual ao Little Richard”, foi seu argumento para entrar na banda.
Em 11 de abril de 1970, Paul, sem a autorização dos outros membros dos Beatles, anunciou oficialmente o fim do Fab Four. Logo lançaria seu primeiro álbum solo, “McCartney” (1970), que atingiu o número 1 das paradas dos EUA e número 2 na Grã-Bretanha, graças a canção “Maybe I´m Amazed”, a preferida de Liza Minnelli e uma de suas melhores músicas. Antes desse álbum, ele já havia composto a trilha sonora de “The Family Way” em 1966.
Seu segundo disco solo “Ram” (1971) traz a música “Uncle Albert/Admiral Halsey”, um clássico. O trabalho é assinado em conjunto por Paul e Linda, então, sua recente esposa. E é com ela que ele monta o Wings. Além de sua mulher, fazia parte o ex-Moody Blues, Denny Lane e o baterista Denny Seiwell. O álbum seguinte, “Wild Life” (1971), não faz tanto sucesso quanto os anteriores, chegando apenas ao número 11º na Grã-Bretanha. No entanto, em 1973, com o álbum “Red Rose Speedway”, vem o grande sucesso “My Love”, que chegou ao primeiro lugar no EUA, e no mesmo ritmo a canção “Live and Let Die” para o filme de James Bond de mesmo nome. Paul quase leva o Oscar de melhor canção.
A banda Wings chega ao auge com o LP “Band on the Run” (1973), gravado na Nigéria. Nele se encontra uma das canções mais lindas dos anos 1970, a música que dá título ao álbum. Outro sucesso é “Jet”. Em “Let Me Roll It” ele prestava uma homenagem carinhosa a John Lennon. A delicada “Bluebird” remonta a tradição das baladas acústicas de Paul e é uma espécie de visão mais otimista de “Blackbird”. Nem todos gostaram – chegou a ser vaiado em shows ao tocá-la, pois muitos a considerava uma imitação mal feita de “Blackbird”, dos Beatles.
A segunda metade dos anos 1970, o sucesso não se repete, embora houvesse bons álbuns – “Speed of Sound” (1976) e “London Town” (1978). O Wings despenca em 1979 e a prisão de Paul no Japão por posse de maconha só reforçou McCartney a decretar o fim da banda.
Paul abriria a nova década com o álbum solo McCartney II (1980) e de cara traria o hit “Coming up”. Em seguida, o sucesso radiofônico se completava com o excelente “Tug of War” (1982), produzido por George Martin e dueto com Stevie Wonder (“Ebony and Ivory”). Parceria com outro famoso se repetiria no disco seguinte, “Pipes of Peace” (1983), desta vez, Michael Jackson (“Say Say Say”). Depois Paul praticamente desapareceria do cenário musical – principalmente depois do fracasso do filme produzido e estrelado por ele “No More Lonely Nights”. Trabalhos insignificantes vêm em seguida, até ressurgir com “Flowers in the Dirt” (1989). Ótimo álbum e com novo parceiro, Elvis Costello.
Na década de 90, McCartney tentava sem muita sorte com a música clássica e, ocasionalmente, iria gravar novos álbuns, como “Off the Ground” (1993), o magnífico “Flaming Pie” (1997) e a compilação de covers de rock clássico, “Run Devil Run” (1999).
No novo século manteve o nível, pelo menos o respeito, com “Chaos and Creation in the Backyard” (2005), nele encontra-se a memorável canção “This Never Happened Before”, que faz parte da trilha sonora do filme A Casa do Lago (“The Lake House”). Também se envolveu com música eletrônica (o projeto Fireman, ao lado do produtor Youth) e música erudita (“Paul McCartney´s Liverpool Oratório” e “Standing Stone”). Seu último álbum de estúdio, “Kisses on the Bottom” (2012), segue uma linha mais jazzística e tendo convidados ilustres como Eric Clapton e Steview Wonder.
Mesmo agora, aos 70 anos, Paul não para – e parece que a aposentadoria vai ter que esperar por muito tempo -, embora a produção em estúdio seja cada vez mais escassa, as turnês, pelo contrário, não param – é o que comprava suas várias vindas ao Brasil.
No próximo mês, dia 27 de julho, será a figura central na abertura dos Jogos Olímpicos, há algumas semanas encerrou a celebração dos 60 anos da rainha Elizabeth II no trono. Paul também permanece fiel à sua escolha de ser vegetariano e faz guerra à indústria carnívora. Pois é, ele que vivia fazendo piadinhas com George Harrison por ter se tornado vegetariano décadas antes dele. O mundo dá voltas.
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Certa feita, quando ainda adolescente, tentei falar com os 4 rapazes de Liverpool por telefone, mas eis que o mordomo me respondeu, quando disse:
ResponderEliminarHello! O Ringo Starr?
O mordomo me repondeu: OH! No! Foi Paul MacCartney no correio.
Então perguntei: E o George?
Respondeu-me ele: O George está Lennon um livro.
Desisti!
Eu tive mais sorte do que tu, meu caro Bottary. O primeiro filme erótico que eu vi foi com o Ringo Star, o "Candy". Foi num teatro americano, mas tinha, óbvio, muitos portugueses. E quando é para sexo, a portuguesada está sem pronta para entrar na onda. Neste caso, foi uma película bem concebida. O Ringo Star lá fez a "sua maldade" em cima de um bilhar, coisa que eu ainda não experimentei. Penso que aquela cama é muito dura.
ResponderEliminarUM abraço "à-Beatle"!
Carlos Alberto Alves