Publicada por
PORTAL SPLISH SPLASH
(período de 3 a 10 de junho de 2012)
Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br
REI REFUTA APOSENTADORIA
O cantor Roberto Carlos assegurou nesta
segunda-feira que ainda não pensa na aposentadoria, já que ainda
busca "sua melhor canção de amor", em entrevista coletiva
em Miami, onde também falou de seu novo álbum, "Roberto Carlos
em Jerusalém".
"Não penso em me aposentar. Nunca pensei", assegurou o "Rei" na entrevista realizada em Miami Beach, na qual se descreveu como um amante à moda antiga.
"Tenho novas canções que já foram gravadas em português e que gravarei em espanhol", indicou o cantor, de 71 anos, que em cinco décadas de carreira já vendeu cerca de 120 milhões de álbuns.
O artista destacou a felicidade que sentiu ao gravar seu novo disco durante o show realizado em setembro de 2011 em Jerusalém, no qual esteve acompanhado por sua habitual orquestra de mais de 20 músicos.
"Foi uma ideia fantástica cantar em Jerusalém. Foi inexplicável, maravilhoso", lembrou.
O show, realizado nas Piscinas do Sultão - um espaço aos pés da antiga cidadela amuralhada de Jerusalém - e tido no Brasil como "histórico", foi transmitido para 115 países.
"Não penso em me aposentar. Nunca pensei", assegurou o "Rei" na entrevista realizada em Miami Beach, na qual se descreveu como um amante à moda antiga.
"Tenho novas canções que já foram gravadas em português e que gravarei em espanhol", indicou o cantor, de 71 anos, que em cinco décadas de carreira já vendeu cerca de 120 milhões de álbuns.
O artista destacou a felicidade que sentiu ao gravar seu novo disco durante o show realizado em setembro de 2011 em Jerusalém, no qual esteve acompanhado por sua habitual orquestra de mais de 20 músicos.
"Foi uma ideia fantástica cantar em Jerusalém. Foi inexplicável, maravilhoso", lembrou.
O show, realizado nas Piscinas do Sultão - um espaço aos pés da antiga cidadela amuralhada de Jerusalém - e tido no Brasil como "histórico", foi transmitido para 115 países.
MÍDIA LATINO AMERICANA EM MIAMI
A Sony Music, promoveu o encontro de
Roberto Carlos com a nata da mídia latino americana no
Fountainebleau Hotel em Miami Beach para falar sobre sua atual turnê
que iniciou no sábado dia 2 de junho em Miami e sobre o lançamento
do CD do show gravado em Jerusalém.
Como a grande maioria da mídia
presente falava espanhol Roberto, educadamente pediu licença as
perguntas feitas em português perguntando se poderia responde-las em
espanhol, para que todas as pessoas ali presentes pudessem entender.
Várias perguntas foram feitas ao
Roberto, desde perguntas sobre as grandes perdas em sua vida, o que
ele gosta de fazer nos horários livres, porque parou de pescar,
sobre sexo, sobre roupas escuras, e até que tipo de sorvete ele mais
gosta.
Perguntamos sobre as emoção do show de Miami, o show que deu inicio a atual turnê de 10 shows em Junho (dia2 Miami FL, 6 San Juan Porto Rico, 8 newark NJ, 9 Boston MA, 10 Chicago IL, 12 McAllenTX, 13 Huston TX, 15 San Jose CA, 16 Los Angeles CA e dia 17 El Paso TX.
Perguntamos sobre as emoção do show de Miami, o show que deu inicio a atual turnê de 10 shows em Junho (dia2 Miami FL, 6 San Juan Porto Rico, 8 newark NJ, 9 Boston MA, 10 Chicago IL, 12 McAllenTX, 13 Huston TX, 15 San Jose CA, 16 Los Angeles CA e dia 17 El Paso TX.
O Cd e DVD foram lançados no Brasil em
abril de 2012 e agora está sendo lançado aqui nos Estados Unidos
somente a versão em CD. Já está em pré-venda dês do dia 29 de
maio o CD “Roberto Carlos em Jerusalém”, traz o registro do
histórico show do Rei na Terra Santa, em setembro de 2011
Este CD é um album duplo formado por 11 canções em cada um dos CDs.
Este CD é um album duplo formado por 11 canções em cada um dos CDs.
SHOW DE ROBERTO CARLOS EM MIAMI
Com a promoção AMIGO VIP onde o
vencedor ganharia hospedagem no Hotel Intercontinental e convites VIP
para assistir ao show do Roberto Carlos em Miami, feito em uma ação
patrocinada pelo Hotel Intercontinental, pela divulgação do vôo de
Miami direto para Manaus da American Airlines e o Acontece. A
sorteada Iolanda Monteiro de Boca Raton não economizou emoções em
suas mensagens de satisfação ao saber que havia sido sorteada.
Foram “tantas emoções” com o
número de pessoas que se cadastraram para a promoção que a Equipe
Acontece decidiu incorporar à promoção mais 100 ingressos fazendo
muitos AMIGOS VIPs da nossa comunidade felizes.
No show Roberto mostrou por que é
conhecido como Rei, pois acompanhado de sua banda e usando seu
carisma, ele regeu como um maestro um tremendo coral composto por
cerca de 8mil pessoal. Sucessos de uma trajetória de 50 anos, ora em
português e ora em espanhol, fez aflorar nas pessoas arrepios,
choros, e memórias como nenhum outro cantor brasileiro jamais fez em
terra americanas para um público de maioria não brasileiro.
Roberto agradece ao público; “Obrigado
por terem vindo, cada vez que venho tenho vontade de perguntar porque
vieram, mas é melhor cantar”. Abriu a noite com Que será de ti, e
seguiu com Detalhes, lembrou de sua mãe que morreu em 2010 e foi
imortalizada pela música Lady Laura e diz “Eu escrevi esta música
com muita alegria e amor, agora a canto com mais amor e menos
alegria”.
AMIGO NÃO CHORE POR ELA (Bottary)
Amigo, não chore por ela
Ela não merece esse pranto sofrido
Ela não parou pra pensar um momento
Pouco se importou com o seu sentimento
Amigo, refaça a sua vida
Que ela em outros braços tem outro carinho
Ninguém traz de volta o passado chorando
Num canto sozinho
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Não negue a realidade
Se alimentando de lembranças
E sofrendo de saudade
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Se aquele sonho se desfez
A vida continua, o que passou
Esqueça de uma vez
Amigo, quando a gente ama
Finge que não houve e não acredita
Não gosta de ouvir nem por bem certas coisas
Da mulher amada, só coisas bonitas
Por isso perdoa o que eu falo
Se você não gosta de ouvir o que eu digo
Mas como evitar te dizer as verdades
Se sou seu amigo
Ela não merece esse pranto sofrido
Ela não parou pra pensar um momento
Pouco se importou com o seu sentimento
Amigo, refaça a sua vida
Que ela em outros braços tem outro carinho
Ninguém traz de volta o passado chorando
Num canto sozinho
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Não negue a realidade
Se alimentando de lembranças
E sofrendo de saudade
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Se aquele sonho se desfez
A vida continua, o que passou
Esqueça de uma vez
Amigo, quando a gente ama
Finge que não houve e não acredita
Não gosta de ouvir nem por bem certas coisas
Da mulher amada, só coisas bonitas
Por isso perdoa o que eu falo
Se você não gosta de ouvir o que eu digo
Mas como evitar te dizer as verdades
Se sou seu amigo
REI DESAFIADO POR JORNALISTA CUBANO
Os fãs brasileiros de Roberto
Carlos (71) já decoraram que o Rei não gosta das cores mais
escuras, mas o TOC (Transtorno Obsesseivo Compulsivo) do cantor é
novidade para seu público internacional. Em coletiva realizada em
Miami, nessa segunda-feira, 4, o cantor foi abordado sobre sua
rejeição aos tons escuros e acabou sendo desafiado por Kary
Bernal, uma famosa jornalista cubana.
Kary perguntou ao Rei se, caso ela se
aproximasse dele pedindo um abraço, mesmo usando um colete preto,
ele iria atender ao seu pedido. Simpático, Roberto disse que sim. A
jornalista não perdeu tempo e foi abraçar o cantor.
Roberto está em turnê para divulgar o
CD Roberto Carlos em Jerusalém. Ele se apresenta em Boston, Chicago,
Huston, Los Angeles e em outras cidades nos Estados Unidos nos
próximos dias.
EM RITMO DE AVENTURA (Danilo Bezerra)
Anos 60. Sem dúvidas essa época
marcou muita gente, seja pelas inquietações políticas, pelas
lambretas, carrões, amores ao pé do portão, o rock roll, Jovem
Guarda... anos onde a simplicidade dos amores estava alinhada com
a ingenuidade destes. Nosso Roberto Carlos estava embalado com o
ritmo da Jovem Guarda mas já se mostrava um amante maduro em seus
pensamentos e canções.
O que 1967 traria para a carreira do
nosso Rei? Sem dúvidas este ano foi marco para a carreira dele,
nesse ano seria lançado o álbum "Em Ritmo de Aventura",
disco este considerado um dos melhores álbuns da carreira de Roberto
Carlos segundo pesquisa realizada por jornais brasileiros. Esse álbum
fez tanto sucesso que nomeou o primeiro filme do Rei, o "Roberto
Carlos em Ritmo de Aventura" e entraria para a história da
discografia e cinema do Brasil.
O long play deste ano trazia doze
faixas e trazia desde amores não correspondidos, "diretas"
para fim de namoros, aparências e muito do que a juventude
queria dizer, cantar e viver. Logo na primeira faixa, Só vou
gostar de quem gosta de mim, com uma batida que lembrava a Jovem
Guarda, vemos um amor reprimido devido a indiferença da mulher
amada. Mas em contra partida, com muitas guitarras, gaita e um tom
mais forte na fala vinha a faixa Eu sou terrível e que
entrou para os jargões da época, fizeram o imaginário juvenil
e entrou para os topos da paradas nacionais.
"Se você estivesse ao meu lado não correria (...) por isso eu corro demais, sofro demais, só para te ver meu bem", essa faixa que trazia uma melodia mais lenta aparentando ser um desabafo seria chamada de Por isso corro demais e não seria a única que trazia quase que um "desabafo", esse disco traria Folhas de outono e com uma instrumentalização mais pesada mas não tão distante desse desse tema vinha De que vale tudo isso. A faixa Quandotambém tinha traços dessa temática mas vinha como um tom mais despojado e mais alinhado com o frescor da juventude e fez parte por um bom tempo do repertório dos shows da época.
"Se você estivesse ao meu lado não correria (...) por isso eu corro demais, sofro demais, só para te ver meu bem", essa faixa que trazia uma melodia mais lenta aparentando ser um desabafo seria chamada de Por isso corro demais e não seria a única que trazia quase que um "desabafo", esse disco traria Folhas de outono e com uma instrumentalização mais pesada mas não tão distante desse desse tema vinha De que vale tudo isso. A faixa Quandotambém tinha traços dessa temática mas vinha como um tom mais despojado e mais alinhado com o frescor da juventude e fez parte por um bom tempo do repertório dos shows da época.
A REALIZAÇÃO DE UM SONHO (James Lima)
Hoje
é dia 8 de junho, e nesse mesmo dia, há 3 anos, realizei o maior
sonho da minha vida até então. Conhecer Roberto Carlos. O texto a
seguir, escrevi no dia seguinte ao encontro. A narração completa
está disponível no nosso
blog.http://www.robertocarlosbraga.com.br/2009/06/realizacao-de-um-sonho-o-meu-encontro.html
Naquele dia, ocupei-me de comprar um presente para o Rei. Comprei uma escultura relacionada à Serra da Capivara, situado no meu estado, o Piauí, e que atrai turistas do mundo inteiro, atrás de evidências que comprovem a presença do antigo homem americano aqui.
Depois da compra do presente, ocupou-me a ideia de escrever algo para Roberto Carlos. Escrevi dois parágrafos, falando do quanto era seu fã, e ocupei o restante com a Carta Aberta A Roberto Carlos Braga, a qual tive o prazer de escrever no dia do aniversário do Rei, e publicar aqui no Blog. Estavam prontos o presente e a carta que eu entregaria a ele, na beira do palco, na hora das rosas.
Chego ao local do show, e a esperança de estar no camarim é sempre a mesma. Já reconheço algumas pessoas da Equipe. Genival Barros, Cláudia Schembri, Guto Romano, Suzana Lamounier... Estavam todos ali, correndo, de um lado para outro. Falei apenas com a Claudinha Schembri, com quem tirei fotos, e com o Genival. Talvez, se eu pedisse pra ele me levar ao camarim, ele dar-me-ia atenção, mas não levar-me-ia pra lá, por já não haver mais pulseiras.
Observei o Guto Romano, assessor de Roberto, distribuindo as pulseirinhas. Fiquei louco. Queria falar com ele, mas a resposta era certa: "Não ! Todas as pulseiras já tem donos !". Fiquei triste, até que uma moça chegou pra mim, e disse que eu ia entrar. Não posso dar mais detalhes sobre essa parte, a não ser que chorei bastante, na hora que recebi a pulseira. Mamãe, que estava na mesa conosco, também chorou. Papai segurava as lágrimas, e meu irmão era o menos emocionado da mesa, mas também demonstrava muita emoção. Era o maior sonho de minha vida, e ali estava, prester a realizar-se ! Eu não precisaria pôr a escultura ao perigo de quebrar, na beira do palco, na hora das rosas. Eu entregaria sim, nas mãos dele, e falaria pra ele o quanto eu o amava.
O show começou, e eu ainda chorava. Meu Pequeno Cachoeiro, a Abertura Instrumental e Emoções foram regadas por lágrimas minhas. Percebi que papai estava preocupado com o fato de eu passar mal, ou qualquer coisa do tipo. Não, isso não aconteceu.
Assisti ao show, que foi descrito na matéria anterior, com uma alegria de criança. Do show, poupo comentários, que foram feitos em demasia e com riqueza de detalhes anteriormente. Eis que o show acaba, e ali estou, na frente do palco, dando tchau para Roberto Carlos e, sem mentiras ou hipérboles, molhado, molhado de suor. O suor escorria o corpo todo.
Naquele dia, ocupei-me de comprar um presente para o Rei. Comprei uma escultura relacionada à Serra da Capivara, situado no meu estado, o Piauí, e que atrai turistas do mundo inteiro, atrás de evidências que comprovem a presença do antigo homem americano aqui.
Depois da compra do presente, ocupou-me a ideia de escrever algo para Roberto Carlos. Escrevi dois parágrafos, falando do quanto era seu fã, e ocupei o restante com a Carta Aberta A Roberto Carlos Braga, a qual tive o prazer de escrever no dia do aniversário do Rei, e publicar aqui no Blog. Estavam prontos o presente e a carta que eu entregaria a ele, na beira do palco, na hora das rosas.
Chego ao local do show, e a esperança de estar no camarim é sempre a mesma. Já reconheço algumas pessoas da Equipe. Genival Barros, Cláudia Schembri, Guto Romano, Suzana Lamounier... Estavam todos ali, correndo, de um lado para outro. Falei apenas com a Claudinha Schembri, com quem tirei fotos, e com o Genival. Talvez, se eu pedisse pra ele me levar ao camarim, ele dar-me-ia atenção, mas não levar-me-ia pra lá, por já não haver mais pulseiras.
Observei o Guto Romano, assessor de Roberto, distribuindo as pulseirinhas. Fiquei louco. Queria falar com ele, mas a resposta era certa: "Não ! Todas as pulseiras já tem donos !". Fiquei triste, até que uma moça chegou pra mim, e disse que eu ia entrar. Não posso dar mais detalhes sobre essa parte, a não ser que chorei bastante, na hora que recebi a pulseira. Mamãe, que estava na mesa conosco, também chorou. Papai segurava as lágrimas, e meu irmão era o menos emocionado da mesa, mas também demonstrava muita emoção. Era o maior sonho de minha vida, e ali estava, prester a realizar-se ! Eu não precisaria pôr a escultura ao perigo de quebrar, na beira do palco, na hora das rosas. Eu entregaria sim, nas mãos dele, e falaria pra ele o quanto eu o amava.
O show começou, e eu ainda chorava. Meu Pequeno Cachoeiro, a Abertura Instrumental e Emoções foram regadas por lágrimas minhas. Percebi que papai estava preocupado com o fato de eu passar mal, ou qualquer coisa do tipo. Não, isso não aconteceu.
Assisti ao show, que foi descrito na matéria anterior, com uma alegria de criança. Do show, poupo comentários, que foram feitos em demasia e com riqueza de detalhes anteriormente. Eis que o show acaba, e ali estou, na frente do palco, dando tchau para Roberto Carlos e, sem mentiras ou hipérboles, molhado, molhado de suor. O suor escorria o corpo todo.
Fui
ao banheiro. Aproveitei pra tentar melhorar meu visual e secar o
suor. A moça que me dera a pulseirinha antes do show disse para eu
estar na fila que dava acesso ao camarim, quando o show acabasse, mas
eu já estava há uns 5 minutos no banheiro. Passei todo aquele tempo
rezando e agradecendo a Deus pelo que estava prestes a acontecer.
Dirigi-me,
com minha família, ao local que dava acesso ao camarim de Roberto
Carlos. Passei pelas grades, nas quais estavam pessoas gritando
desesperadamente o nome do Guto Romano, e de um outro rapaz, do qual
não recordo o nome, que também tinha pulseiras na mão. Algumas
ainda não tinham dono. Eu também já estive naquela situação,
daquelas pessoas. O segurança insistia para ver minha pulseira, e a
multidão não deixava. Era raivosa, e nem permitia com que eu me
aproximasse do local que dava acesso àquele sonhado local. Eis que
consigo entrar.
Ao
entrar no espaço onde estavam os assessores, as pessoas que também
entrariam no camarim, os seguranças de Roberto Carlos (e não mais
os do Atlantic City), o carro de Roberto Carlos, o Genival e a
Claudinha Schembri, ia devagar, com medo de fazer algo errado. Fui
repreendido pelo segurança oficial de Roberto Carlos, que não
recordo o nome. Ele e o Afonso trabalham há muito tempo com o
Roberto, mas o Afonso estava lá dentro de uma salinha, que
conseguíamos ver, e que estava depois do carro do Roberto. O carro
estava entre nós e a salinha. Na salinha era possível ver a Rose e
a Carminha. Ouvi um rapaz da equipe (que estava toda de camisa azul
escura, e o logotipo do RC 50 Anos de música) dizendo que o Roberto
tava apressado. Chamei-o para saber mais detalhes, e ele me disse que
a equipe tinha voo marcado para 4 da manhã, e todo mundo estava
muito apressado.
Meus
pais me viam na fila, e vez por outra acenavam-me, dando força. Eles
deram-me um beijo antes de entrar, e meu irmão, igual. Agora estavam
ali, esperando a realização do meu sonho. Logo, chegou uma grande
amiga minha, daqui do Piauí, a Conceição. Ela também seria
agraciada com tal proeza: Também entraria no camarim ! Ficamos
juntos, na fila. E, logo, ficamos frente a frente com os seguranças.
Guto Romano chegou e nos organizou em um grupo de 6 pessoas. Eu,
Conceição e a sua família. Ficamos mais algum tempo ali.
Passados
alguns minutos, cortaram nossa pulseira azul, e passamos para a
salinha, na qual eu tinha visto a Carminha sentada. A Claudinha
Schembri, fotógrafa da turnê, estava sentada perto do porta e, ao
que me lembro, desejou-me sorte. Agradeci. Entrei na salinha, e
cumprimentei Afonso, o outro segurança do Roberto, que ali estava
perto da porta pela qual nós entramos, e perto da porta da sala na
qual estava Roberto Carlos. Do grupo de seis pessoas, todos
sentaram-se no sofá preto que ali estava, apenas eu e Conceição
ficamos em pé.
Vimos
algumas pessoas saindo de uma salinha muito pequena. Ali estava
Roberto Carlos. Quando eles saíram, o Guto disse: "Agora,
chegou a vez de vocês." A Suzana Lamounier, a outra assessora
do Roberto, virou-se para mim e tomou a escultura de minhas mãos,
dizendo: "Mas isso você vai ter que deixar aqui". "Por
favor, isso é um presente que eu trouxe para o Roberto." Ela
fitou o presente, fitou meus olhos e perguntou: "Você não quer
que eu entregue depois pra ele?". "Por favor..." Ela
permitiu. Entramos numa salinha pequena, com cortinas azuis, em três
de suas 4 faces. Um azul escuro, da cor da camisa da equipe. Ao
centro da sala, Roberto Carlos, com camisa azul, de botão, abraçado
a uma mocinha do nosso grupo, que era deficiente visual, e ouvindo o
que ela lhe dizia, com cuidado, sussurrando, em seu ouvido. Suzana e
Guto entraram junto com a gente, assim como o fotógrafo, que não
era mais a Claudia Schembri.
Lá
dentro, os 5 pularam para cima do Roberto, e o abordaram com
perguntas e abraços. Com carinhos e gentilezas. Falavam que
entenderam a mímica do Rei (ele fizera uma mímica, de cima do
palco, dizendo que os outros 5 do meu grupo entrassem no camarim).
Chamavam-no de lindo e, a filha da Conceição, mostrou seu celular
pra ele. "Olha, Roberto". "Que foi, meu bem? Eu não
sei mexer nisso não..." Eu fiquei parado, olhando. Olhando,
olhando. Pensei em tudo o que eu queria dizer para ele. Pensei em
tudo o que eu já vivi para ele, e por ele. Pensei em todas as coisas
que ele já me fez passar, me fez sentir.
Enquanto
eu pensava, Roberto abraçava os presentes, tirava fotos, sorria, era
bastante atencioso. Suzana virou-se para mim: "Você tem certeza
que não quer que eu entregue depois?". "Absoluta. Por
Favor, deixe-me entregar." Quando todos tiraram fotos com ele,
eu aproximei-me. Fui o último. A voz dele é impressionante,
pessoalmente.
Toquei
seu ombro direito, e disse: "Oi, Roberto. Esse é o momento mais
importante da minha vida." Ele não ouviu. Estava com a cabeça
voltada para o outro lado, conversando com Guto Romano. Depois
virou-se para mim, e eu disse: "Olha, Roberto. Eu sei que você
está apressado, mas eu vou ser breve. Eu trouxe esse presente pra
você. É uma escultura relacionada à Serra da Capivara, aqui no
Piauí". "Oh, rapaz, muito obrigado". "E, junto,
trouxe essa carta. Sei que você não pode ler agora, mas espero que
leia depois". "Obrigado, eu vou ler sim. Vamos fazer a
foto?".
Abracei-o
em frente ao fotógrafo, que estava muito apressado, assim como todos
da Equipe. Quando já estava sorrindo pra tirar a foto, disse:
"Roberto, esse é o momento mais importante da minha vida".
"'Magina' querido, que é isso. É só uma foto". E saiu a
primeira. Tentei dizer: "Não é só uma foto, é a realização
de um sonho", mas quando abri a boca pra falar, o fotógrafo
mexeu na lente, pra tirar a segunda.
Ao
tirar a segunda, virei pro Roberto e disse: "Bicho, obrigado."
"Obrigado você, querido", disse ele abraçando-me de
frente e beijando minha face. "Obrigado por tudo, obrigado por
existir", disse eu.
E
saí da salinha. Ao sair, vi a Carminha segurando o presente que dei
ao Roberto, e cochichando com alguém: "Deve ser algo regional".
"Carminha,
posso te dar um abraço?". Ela me abraçou, com um pouco de
receio. "Por que você quer me dar um abraço?" Já depois
do abraço, respondi: "Porque eu sou muito fã de vocês,
acompanho vocês muito de perto." Saí, ajudando uma senhora de
seus 80 anos, mãe da Conceição, a caminhar. Virei-me para o Afonso
e disse: "Obrigado por tudo, viu?" Ele, sorridente, disse:
"Nada, que é isso. Ajuda a senhora aí a descer, ó!"
Ajudei-a a descer e, no mesmo instante, encontrei o Genival sentado.
"E aí, garoto? Falou com ele lá?" "Falei, Genival.
Obrigado, querido." Na saída, avistei a Cláudia Schembri,
sentada no mesmo lugar de antes. Ela me tocou, sem que eu houvesse
visto ela antes. "E aí? Tudo certo lá?". "Ah, tudo
certo meu bem. Olha, muuuito obrigado."
Ajudando
a senhora a descer, avistei papai e mamãe. Acenei para eles, e
levantei o braço, simbolizando uma vitória. Eles sorriram,
beijaram-me, e fomos para casa.
Agradeci
a Deus, e agradeço até agora. Obrigado, Senhor, por tão belo
momento. — com Roberto
Carlos.
AMIGOS, AMIGOS (Bottary)
Álbum: A Cigana - 1973
Nota do Bottary:
Tendo em vista o contrato
mili-onário que fiz com o administrador deste que é o Maior Portal
do Mundo e Arredores, estou novamente informando aos preclaros amigos
seguidores, que faço aqui um trabalho de resgatar as inesquecíveis
músicas do Rei Roberto Carlos, seguindo-as em ordem alfabética,
dado que penso que é de suma importância para nosotros, que
saibamo-las de A a Z; lembrando é claro que ainda estou na letra A.
eheheh
______________
Amigos,
Amigos
Composição:
Isolda & Milton Carlos
Tanto tempo de nós dois
Não sei porque pouco depois
Não existe mais
Tantas cartas já escritas
Tantas noites mal dormidas
É o que aqui me traz
E você ainda insiste em pedir
Que eu continue a lhe ver
Na simples condição de amigos
Depois de tanto rabiscar
Em tudo, em qualquer lugar
Seu nome e o meu
Tudo que é seu está marcado
O seu retrato até molhado
Pelos beijos meus
Nosso mundo de promessas
De palavras de carinho
Vi cair no chão
E você quer a condição de amigos
Amigos, amigos
Não sei como, nem porque
Amigos, amigos
Amigos, só amigos nada mais
Seus cabelos, suas mãos
A sua voz com emoção
Guardo comigo
E a vontade que senti
De me enganar que te esqueci
Não fez sentido
A saudade não contada
Toda lágrima calada
Não posso guardar
E não podemos ficar amigos
Amigos, amigos
Não sei como, nem porque
Amigos, amigos
Amigos, amigos, só amigos, nada mais
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Lindo, simplesmente lindo falar de RC, e eu como fan apaixonada e amando tudo que ele faz fico radiante de alegria ver meu ídolo grande e eterno amor receber tanto carinho por toda parte do Brasil e do mundo. Eu humildemente agradeço á todos vcs.
ResponderEliminarMª Helena Milagres