O
facebook é, em muitos casos, um ponto de referência para se
alinhavar um escrito, sobretudo as fotos que surgem, muitas delas de
pessoas que já não fazem parte do rol dos vivos, mas que são
sempre recordadas com saudade. Recentemente, uma foto de alguém que
também foi figura destacada no burgo angrense, pela sua lisura.
Trata-se do senhor Artur, já falecido e que trabalhou durante muitos
anos na Tabacaria Berbereia. Com ele, ali prestaram serviço Vasco
Borges (irmão do Aníbal Borges, também já falecido) e Álvaro
Silva (outro falecido), para além do José Manuel, filho do senhor
Artur. Muitas vezes entramos naquele cubículo para comprar café
puro, o melhor que havia na cidade de Angra. Muitas vezes, também o
senhor Artur, com a sua peculiar correcção, pedia a nós jovens
para não taparmos a vitrine. Era ali que a nossa malta esperava as
meninas que desciam a Rua do Galo, vindas da Escola Comercial e
Industrial de Angra do Heroísmo. Era ali e no canto oposto (Caixa
Geral dos Depósitos) que os mirones se aglomeravam, lançando os
seus piropos da ordem.
Conheci
o senhor Artur (não consigo tirar o senhor, porque foi sempre assim
que o tratei) desde o tempo em que ele morou na Rua de Jesus em casa
dos pais do Miguel Stuart. Vi crescer o Arturinho e o José Manuel,
os dois filhos que hoje estão no Canadá. Nunca vi o senhor Artur
zangar-se com alguém. E creio que, perante alguns clientes
chatinhos, chegou a engolir sapos vivos para não ofender ninguém e,
fundamentalmente, evitar desordens no seu próprio local de trabalho.
Hoje,
neste divagar, quão foi interessante recordar o Artur da Tabacaria
Berbereia. Para mim, sempre foi o senhor
Artur.
******
E agora um goleador que, após deixar o futebol
profissional, lançou-se na vida com uma empresa de material de
informática. Um goleador que, do Lusitânia, foi para o Boavista e
deste para outros clubes da zona norte. Um goleador que, antes dos
jogos do Lusitânia, sempre tomava comigo um cafezinho na Pastelaria
Central. E dava certo para marcar golos. Hoje, esse goleador, de
nome João Medeiros, está prestes a concluir um Curso Superior de
Guias da Natureza. Foi, sem dúvida, mais um interessante passo para
se valorizar pessoalmente. Pelo que conheço do João Medeiros, reúne
condições para, após concluir a sua licenciatura (creio que em
Maio de 2011), prestar um bom serviço a quem se interessa pelos
fenómenos da natureza, sobretudo o mar, um dos aspectos que fascina
o próprio João Medeiros, com as suas tartarugas, os seus golfinhos.
Mais um golo de antologia apontado por João Medeiros.
******
Há
dias entrei num bar do Rio de Janeiro e concentrei-me um pouco em
dois jovens que disputavam uma partida de bilhar às três tabelas.
Desde logo, e nesse sentido, lembrei-me de figuras que nos
deliciavam, no Café Atlântico, com espectaculares tacadas, de
técnica bem apurada. Sim, de técnica, porque sem ela não se
consegue brilharetes neste tipo de bilhar. E aqui me veio à baila
estes personagens: Aurélio Borges, Daniel (empregado do Café
Atlântico) e Reinaldo Pereira, aqueles que mais de perto acompanhei.
E as partidas entre Aurélio Borges e Daniel eram presenciadas por
muita gente. Na verdade, ambos prendiam as pessoas pela forma como
jogavam. E o António Maria Mendonça (“o Travaços”)? Também
não era desajeitado, mas não estava ao nível do Daniel e do
Aurélio.
Mas,
um dia à noite, assisti a uma partida entre o Reinaldo Pereira e o
Janos Biri, treinador magiar que veio para o Lusitânia, e que havia
passado pelo Benfica. Nessa altura, o Reinado era dirigente do
Lusitânia e a sede do clube situada na Rua de São João, ao lado da
casa do Dr. Henrique Braz. E sabem o que aconteceu naquela partida de
bilhar às três tabelas? O Janos Biri quase que rompia o pano verde.
Mas foi bom porque o Reinaldo sempre lhe deu uma liçãozinha de
bilhar. Mas se o Janos Biri tivesse estragado o pano verde do bilhar,
não havia problema porque o Telmo e o Mário sempre foram fervorosos
lusitanistas. O mesmo não posso dizer em relação ao Tio Chico. Só
sei que ele mantinha aquele sotaque de brasileiro, coisa que nunca
vai entrar na minha pessoa.
Conheci o senhor Artur (não consigo tirar o senhor, porque foi sempre assim que o tratei) desde o tempo em que ele morou na Rua de Jesus em casa dos pais do Miguel Stuart. Vi crescer o Arturinho e o José Manuel, os dois filhos que hoje estão no Canadá. Nunca vi o senhor Artur zangar-se com alguém. E creio que, perante alguns clientes chatinhos, chegou a engolir sapos vivos para não ofender ninguém e, fundamentalmente, evitar desordens no seu próprio local de trabalho.
Hoje, neste divagar, quão foi interessante recordar o Artur da Tabacaria Berbereia. Para mim, sempre foi o senhor Artur.
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E agora um goleador que, após deixar o futebol profissional, lançou-se na vida com uma empresa de material de informática. Um goleador que, do Lusitânia, foi para o Boavista e deste para outros clubes da zona norte. Um goleador que, antes dos jogos do Lusitânia, sempre tomava comigo um cafezinho na Pastelaria Central. E dava certo para marcar golos.
Hoje, esse goleador, de nome João Medeiros, está prestes a concluir um Curso Superior de Guias da Natureza. Foi, sem dúvida, mais um interessante passo para se valorizar pessoalmente. Pelo que conheço do João Medeiros, reúne condições para, após concluir a sua licenciatura (creio que em Maio de 2011), prestar um bom serviço a quem se interessa pelos fenómenos da natureza, sobretudo o mar, um dos aspectos que fascina o próprio João Medeiros, com as suas tartarugas, os seus golfinhos. Mais um golo de antologia apontado por João Medeiros.
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Há dias entrei num bar do Rio de Janeiro e concentrei-me um pouco em dois jovens que disputavam uma partida de bilhar às três tabelas. Desde logo, e nesse sentido, lembrei-me de figuras que nos deliciavam, no Café Atlântico, com espectaculares tacadas, de técnica bem apurada. Sim, de técnica, porque sem ela não se consegue brilharetes neste tipo de bilhar. E aqui me veio à baila estes personagens: Aurélio Borges, Daniel (empregado do Café Atlântico) e Reinaldo Pereira, aqueles que mais de perto acompanhei. E as partidas entre Aurélio Borges e Daniel eram presenciadas por muita gente. Na verdade, ambos prendiam as pessoas pela forma como jogavam. E o António Maria Mendonça (“o Travaços”)? Também não era desajeitado, mas não estava ao nível do Daniel e do Aurélio.
Mas, um dia à noite, assisti a uma partida entre o Reinaldo Pereira e o Janos Biri, treinador magiar que veio para o Lusitânia, e que havia passado pelo Benfica. Nessa altura, o Reinado era dirigente do Lusitânia e a sede do clube situada na Rua de São João, ao lado da casa do Dr. Henrique Braz. E sabem o que aconteceu naquela partida de bilhar às três tabelas? O Janos Biri quase que rompia o pano verde. Mas foi bom porque o Reinaldo sempre lhe deu uma liçãozinha de bilhar. Mas se o Janos Biri tivesse estragado o pano verde do bilhar, não havia problema porque o Telmo e o Mário sempre foram fervorosos lusitanistas. O mesmo não posso dizer em relação ao Tio Chico. Só sei que ele mantinha aquele sotaque de brasileiro, coisa que nunca vai entrar na minha pessoa.
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