Publicado
no jornal A União em 19 de agosto de 2010
Chinês
e negócios da China
Com
toda essa tecnologia, que nos surpreende ano-após-ano, muito
material sofisticado aparece nos mercados. Penso que são poucos os
países que não recebem produtos “made in Japão” e/ou “made
in China”. Em Portugal já havia muita loja de chinês (idem
japonês) e aqui no Brasil nem queiram saber, sobretudo nos lugares
mais conhecidos do país, citando, nomeadamente, em São Paulo a
célebre Rua 25 de Março que todos os dias recebe milhares de
pessoas, incluindo excursões vindas de todos os cantos deste imenso
Brasil. Por exemplo, nos dias em que se oferecem prendas. E aqui há
muitos. Dia da Mãe, Dia do Pai (assinalado a 8 de Agosto), Dia do
Namorado, Dia do Amigo, e assim sucessivamente. Aqui tudo é Dia
de... mas nem tudo é “Dia D”. É pena que nesse sentido não
haja um equilíbrio. Mas, o que é certo, porém, é que não falta
material vindo da China e do Japão, tudo ao chamado “preço da
chuva”. E aqui também os “camelôs” (entenda-se por vendedores
ambulantes) são bastante beneficiados. E nós que compramos,
sentimos a diferença dessa mesma compra em termos de preços. Por
isso, vale a pena ir para os locais onde essa mercadoria, bastante
diversificada, aparece.
Mas,
para quem ainda se lembra desse tempo, creio que a ilha Terceira foi
umas das pioneiras em relação a produtos vindos da China, isto por
via da entrada na nossa terra da família Chu que abriu a Casa
Chinesa, era eu ainda uma criança. Tornou-se muita conhecida em toda
a ilha, porque, durante muito tempo, não tinha concorrência, o que
hoje é totalmente diferente.
Da
família Chu, o mais simpático e agradável era o Noé que, com
muita facilidade, fez amizades. Era daqueles que convivia com
“verdes” e “vermelhos” e, ao que creio, também gostava, ao
domingo, de tomar o seu copo na Casa Leão. Era por isso que meu
falecido pai me falava muito do Noé “o chinês”. Nas noites de
Carnaval, na Rua da Sé, quando pejada de gente para ver mascarados
(outros tempos), sempre lá estava o Noé com o meu pai, o
Bombeirinho, o Pedro Gago, o Ladeslau e tantos outros daquela turma
que se reunia na Casa Leão, sita à Rua de Jesus.
A
dada altura fiquei intrigado, porque efectivamente não sabia se o
Noé era “verde” ou “vermelho”, mas as indicações eram para
“vermelho”, visto que a loja ficava bem perto da sede do Angrense
e, também, da “subsede”, o conhecido Café Chá Barrosa, onde
paravam muito os adeptos e simpatizantes do Angrense. É um café que
deixou história (idem o Teresinha da Praia). Mas, por isso
mesmo, acredito que uma fumaça saída do cachimbo do Chico Toste
(velho amigo, sublinho) tenha levado o Noé para sócio e adepto do
Angrense.
Hoje,
na sequência da vida que montaram na Terceira, criou raízes a
família Chu. Porque estou fora da ilha há nove anos, não sei se
ainda residem na Rua do Rego. É possível que sim. E fui conhecendo
a geração mais nova da família Chu, isto é, as raízes do
Noé.
Para
eles, um abraço em português. Em chinês não sei como se escreve e
até tenho dificuldade em comer comida chinesa com uns pauzinhos.
Com toda essa tecnologia, que nos surpreende ano-após-ano, muito material sofisticado aparece nos mercados. Penso que são poucos os países que não recebem produtos “made in Japão” e/ou “made in China”. Em Portugal já havia muita loja de chinês (idem japonês) e aqui no Brasil nem queiram saber, sobretudo nos lugares mais conhecidos do país, citando, nomeadamente, em São Paulo a célebre Rua 25 de Março que todos os dias recebe milhares de pessoas, incluindo excursões vindas de todos os cantos deste imenso Brasil. Por exemplo, nos dias em que se oferecem prendas. E aqui há muitos. Dia da Mãe, Dia do Pai (assinalado a 8 de Agosto), Dia do Namorado, Dia do Amigo, e assim sucessivamente. Aqui tudo é Dia de... mas nem tudo é “Dia D”. É pena que nesse sentido não haja um equilíbrio. Mas, o que é certo, porém, é que não falta material vindo da China e do Japão, tudo ao chamado “preço da chuva”. E aqui também os “camelôs” (entenda-se por vendedores ambulantes) são bastante beneficiados. E nós que compramos, sentimos a diferença dessa mesma compra em termos de preços. Por isso, vale a pena ir para os locais onde essa mercadoria, bastante diversificada, aparece.
Mas, para quem ainda se lembra desse tempo, creio que a ilha Terceira foi umas das pioneiras em relação a produtos vindos da China, isto por via da entrada na nossa terra da família Chu que abriu a Casa Chinesa, era eu ainda uma criança. Tornou-se muita conhecida em toda a ilha, porque, durante muito tempo, não tinha concorrência, o que hoje é totalmente diferente.
Da família Chu, o mais simpático e agradável era o Noé que, com muita facilidade, fez amizades. Era daqueles que convivia com “verdes” e “vermelhos” e, ao que creio, também gostava, ao domingo, de tomar o seu copo na Casa Leão. Era por isso que meu falecido pai me falava muito do Noé “o chinês”. Nas noites de Carnaval, na Rua da Sé, quando pejada de gente para ver mascarados (outros tempos), sempre lá estava o Noé com o meu pai, o Bombeirinho, o Pedro Gago, o Ladeslau e tantos outros daquela turma que se reunia na Casa Leão, sita à Rua de Jesus.
A dada altura fiquei intrigado, porque efectivamente não sabia se o Noé era “verde” ou “vermelho”, mas as indicações eram para “vermelho”, visto que a loja ficava bem perto da sede do Angrense e, também, da “subsede”, o conhecido Café Chá Barrosa, onde paravam muito os adeptos e simpatizantes do Angrense. É um café que deixou história (idem o Teresinha da Praia). Mas, por isso mesmo, acredito que uma fumaça saída do cachimbo do Chico Toste (velho amigo, sublinho) tenha levado o Noé para sócio e adepto do Angrense.
Hoje, na sequência da vida que montaram na Terceira, criou raízes a família Chu. Porque estou fora da ilha há nove anos, não sei se ainda residem na Rua do Rego. É possível que sim. E fui conhecendo a geração mais nova da família Chu, isto é, as raízes do Noé.
Para eles, um abraço em português. Em chinês não sei como se escreve e até tenho dificuldade em comer comida chinesa com uns pauzinhos.
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