Em Ritmo de Aventura (1967)

Por Danilo Bezerra







Anos 60. Sem dúvidas essa época marcou muita gente, seja pelas inquietações políticas, pelas lambretas, carrões, amores ao pé do portão, o rock roll, Jovem Guarda... anos onde a simplicidade dos amores estava alinhada com a ingenuidade destes. Nosso Roberto Carlos estava embalado com o ritmo da Jovem Guarda mas já se mostrava um amante maduro em seus pensamentos e canções.

O que 1967 traria para a carreira do nosso Rei? Sem dúvidas este ano foi marco para a carreira dele, nesse ano seria lançado o álbum "Em Ritmo de Aventura", disco este considerado um dos melhores álbuns da carreira de Roberto Carlos segundo pesquisa realizada por jornais brasileiros. Esse álbum fez tanto sucesso que nomeou o primeiro filme do Rei, o "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" e entraria para a história da discografia e cinema do Brasil.

O long play deste ano trazia doze faixas e trazia desde amores não correspondidos, "diretas" para fim de namoros, aparências e muito do que a juventude queria dizer, cantar e viver. Logo na primeira faixa, Só vou gostar de quem gosta de mim, com uma batida que lembrava a Jovem Guarda, vemos um amor reprimido devido a indiferença da mulher amada. Mas em contra partida, com muitas guitarras, gaita e um tom mais forte na fala vinha a faixa Eu sou terrível e que entrou para os jargões da época, fizeram o imaginário juvenil e entrou para os topos da paradas nacionais.


"Se você estivesse ao meu lado não correria (...) por isso eu corro demais, sofro demais, só para te ver meu bem", essa faixa que trazia uma melodia mais lenta aparentando ser um desabafo seria chamada de Por isso corro demais e não seria a única que trazia quase que um "desabafo", esse disco traria Folhas de outono e com uma instrumentalização mais pesada mas não tão distante desse desse tema vinha De que vale tudo isso. A faixa Quando também tinha traços dessa temática mas vinha como um tom mais despojado e mais alinhado com o frescor da juventude e fez parte por um bom tempo do repertório dos shows da época.




Com um tom de sátira tivemos nesse álbum o Sósia. Inovando (como sempre) em termos de instrumentos vinha Por isso estou aqui e fazia parte do filme "Roberto Carlos Em ritmo de aventura", e com sua voz marcante alinhada ao romantismo que já tomava espaço em suas composições como também podemos ver neste disco em É tempo de amar. O Jovem Roberto Carlos mostrava que também sofria e se isso tornou-se visível em Você deixou alguém a esperar.


Essas faixas fizeram jus a qualidade do repertório do nosso Rei, porém duas outras faixas mostrava o melhor do Roberto Carlos em estilos diferentes. Quem nunca ouviu, cantou, embalou ou dedicou os versos "nunca se esqueça nenhum segundo, que eu tenho o amor maior do mundo, como é grande meu amor por você..."? A canção Como é grande meu amor por você foi apresentada aos fãs dois anos depois de composta, essa música foi feita para a esposa o Rei na época a Nice Rossi, canção está que trás a tona todo o romantismo, de forma simples, que se tem no coração. Uma canção sem precedentes e que dos pequenos aos adultos é cantada e emociona a todos.


"Não fique, não se zangue com o que vou te falar, sinto demais por porém agora, tenho que lhe explicar, você comigo não combina, não adianta nem tentar, não vejo mais razão nenhuma, para continuar, não quero mais seu amor, não pense que sou ruim, vou procurar outro alguém, você...", sim, quem nunca animou-se e teve momentos de euforia com essa música? Você não serve pra mim foi o grande final da linha de músicas rock do Rei, as outras vieram com mais influências do soul mas nada comparada com essa canção, levada até para as telas do cinema como parte do primeiro filme do Rei ganhando uma interpretação inesquecível. 


Esse foi o álbum de 67, inesquecível como todos os do Rei. Aqui no Portal Splish Splash iremos passear através da discografia real. Espero sua ajuda, qual será nosso próximo ano? Sinto que nossa próxima viagem será aos anos 70... aguardem! 
Você não serve pra mim - Roberto Carlos
Clip do longa metragem "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura"



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2 Comentários

Comentários

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  1. Sim, na verdade este disco, "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" É para mim dos mais marcantes. Também eu corri às salas de cinema para o ver tinha 13 anos e, no filme, a que mais gostei foi "Você não serve para mim", mas todas as faixas são belíssimas.
    Que bom, relembrares aqui com todo o pormenor, as canções que a tantos marcaram para sempre!
    Já estou à espera da próxima!!

    Lita (Natália Pires)

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  2. Ola! Meu Caro Amigo Potiguar, Danilo

    Vc nos faz viajar no tempo e no espaço imaginário!

    Eis o que penso:

    COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ!.

    COMO poderíamos esquecer aqueles dias? É claro que não faz sentido.

    GRANDE era o público jovem espectador e telespectadores. O Brasil inteiro "plugado" naquele movimento que tinha um Calhambeque como co-protagonista.

    O MEU passatempo, quiçá também o seu, o nosso tempo, naquelas tardes.

    AMOR era e sempre foi a palavra de ordem do Rei Roberto.

    POR todos os seus "súditos", nunca mediu esforços, para lançar sua nova mensagem musical de Amor e Paz.

    VOCÊ(s) pode ou podem não acreditar, mas sinto-me ainda num clima de Jovem Guarda, guardando até os dias de hoje, no meu coração, as eternas canções que ele fez pra nós.

    Abraços!

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