Às Quintas-Feiras (7)




 Por: Carlos Alberto Alves

Recordando Michael Jackson

É óbvio que, musicalmente falando, em função da minha idade (9+8+5+3+7+7+6+7+3+5+2+2+1+3) estou mais ligado a Elvis Presley, que marcou a minha época ainda de jovem. Por outro lado, não fiquei alheio ao aparecimento de Michael Jackson, conhecido pelo “rei do pop”. Confesso, inclusive, que, na última viagem que efetuei aos Estados Unidos (NY), comprei vários CD’S para oferecer à minha filha, ela sim uma grande fã de Michael Jackson.

Por se tratar de uma figura pública, do top musical internacional, acompanhei todas as tristes peripécias que envolveram Michael Jackson, algumas delas, ao que parece, com cheiro a tramóia.

Não só pela minha filha, mas também pelo grandioso número de fãs que conquistou ao longo da sua carreira, fiquei entristecido com o desaparecimento de Michael Jackson.

Mais: Michael Jackson também está intrinsecamente ligado a obras de beneficência, destacando, nomeadamente, o tributo a África, cujo CD atingiu (em termos de vendas) os duzentos milhões. E, caso curioso, ouço sempre esta música nas minhas caminhadas matinais. O sentimento da mesma toca o meu coração, pelo fato de ter estado em Angola durante dois anos, o q.b. para reconhecer a miséria em que os países africanos se encontram. Portanto, como ser humano, com passagem pela África, só tenho a agradecer a Michael Jackson a sua iniciativa, ladeado por um grupo de outros famosos cantores que aderiram a esta contribuição por África.

Acompanhei, através de vários canais televisivos, depoimentos de fãs e de pessoas que, pessoalmente, conheceram Michael Jackson. Todos se eximiram do “pior” de Michael Jackson. Ainda bem que isso aconteceu, porque, normalmente, quem ostenta o “preço da fama” é sempre atingido com os seus pontos negativos em detrimento do positivo. É mais fácil dizer mal... E sabe-se que Michael Jackson passou por eles. Não falar da(s) sua(s), mancha(s) negra(s), foi a melhor homenagem que a humanidade lhe prestou. E aqui reforço o que ele fez em prol de África. Foi a partir desse momento que redobrei a minha simpatia por Michael Jackson. Talvez por isso, quando um dia na têvê o vi entrar no tribunal escoltado por policiais norte-americanos, as lágrimas caíram. Naquele momento, até falei comigo próprio: Michael não merecias este vexame! Mas é a vida. Pagou pelo preço da fama.
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