Hoje
é dia de Nossa Senhora de Fátima e simultaneamente, por coincidências de datas,
o Dia da Mãe no Brasil (em Portugal ocorreu no dia 6), o que acontece sempre no
segundo domingo do mês de maio em curso.
Sou,
por excelência, um devoto da Virgem Santíssima que, no dia em que apareceu pela
segunda vez aos pastorinhos na Cova da Iria, eu nasci. Foi exatamente a 13 de
Outubro de 1943. Daí que meus pais entenderam que Nossa Senhora de Fátima iria
ser minha madrinha do batismo. Dito e feito. Com o decorrer do tempo, era eu
ainda uma criança, sempre me lamentava que não tivesse uma madrinha que me
desse presentes, à semelhança do que acontecia com outros amigos meus. Pensava
sempre que meus pais tinham errado na escolha. Coisas de criança. Com o
decorrer da vida, e já na fase de transição para jovem-adulto, senti, de fato,
que era um privilegiado ao ter Nossa Senhora de Fátima como madrinha do
batismo. Mais: das várias vezes que me desloquei ao Santuário de Fátima senti
esse enorme sentimento de fé e de lá saia completamente arrasado. Outra
particularidade: quando minha filha (hoje com 31 anos de idade e a viver em
Lisboa) estava na fase de gestação a dada altura deixou de se mexer dentro do
ventre da mãe. Desde logo pensamos que a menina (ainda não sabíamos se era
masculino ou feminino) tinha morrido por asfixia ou outro motivo qualquer. Orei
a Nossa Senhora de Fátima e, volvidos alguns dias, ela voltou a dar sinal de
si, daí irmos ao Santuário pagar a promessa que havíamos feito, isto aconteceu
quando a menina já tinha dois anos de idade. Foi outro momento de grande
comoção porque passei. Só sei que as muitas pessoas que lá estavam com o mesmo
objetivo de pagar promessa se concentraram na minha pessoa, algumas delas me
confortando porque, efetivamente, o choro foi de uma imensidão quiçá pouco
usual num homem. Mas sempre digo que não é feio um homem chorar, mormente em
situações de aflição, de desespero, que nos levam a recorrer à Virgem Maria,
solicitando a sua misericórdia, a sua sagrada ajuda.
Em
1997, no mês de julho, acompanhei o Sport Club Lusitânia que disputava a final
do Campeonato Nacional de Futebol da Terceira Divisão, jogo que foi marcado
para a Figueira da Foz. O Lusitânia, que partiu uma semana antes, fez de Fátima
o seu quartel-general. Para mim, uma coincidência bastante agradável. E como o
hotel escolhido ficava bem pertinho do Santuário, todas as noites marcava a
minha presença junto de muitos fieis, incluindo estrangeiros, nomeadamente
italianos e espanhóis.
Hoje
é Dia de Nossa Senhora de Fátima. Obrigado minha madrinha pela força espiritual
que me tens transmitido para eu continuar nesta minha encruzilhada.
Hoje,
e ao invés do que sucedia quando eu era criança, digo que foi a melhor madrinha
que meus pais escolheram. Amém!
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Por: Carlos Alberto Alves
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