Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Deram suas folhas ao vento
Folhas são bilhetes deixados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos
Caídos no mato
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
REI ENCARA A CRISE DO MERCADO
Não é novidade para ninguém, mas não custa lembrar:
Roberto Carlos é do ramo. Em 7 de setembro do ano passado – com direito a
exibição pela Globo no fim de semana seguinte –, o Rei foi a Jerusalém cantar
para o Brasil. Horda de “peregrinos” o seguiu à Terra Prometida a bordo de
pacotes turístico-musicais que custaram de R$ 3,4 mil a R$ 14,2 mil. Cinco mil
pessoas formaram a privilegiada plateia.
Roberto se apresentou no Sultan’s Poll, dançou com a
jornalista Glória Maria (apresentadora do show) e visitou locais sagrados
devidamente acompanhado de cinegrafistas. Entretanto, o tradicional discão não
saiu às vésperas do Natal. Chegou às lojas agora, com menu a gosto do freguês:
CD duplo, DVD e Blu-Ray 3D, com prometida tecnologia de ponta. Aliás, ele se
recusou a pôr os indefectíveis óculos negros durante a sessão de estreia para
convidados e celebridades. Motivo: obsessivo-compulsivo, baniu o preto de sua
vida.
Se o combo perdeu o Natal – época de ouro das vendas
nacionais –, veio estrategicamente enfeitar as vitrines na Semana Santa e bem a
tempo de se tornar objeto de desejo no Dia das Mães, a segunda data comercial
mais rentável do país. Trata-se de produto caprichado: o diretor de TV e
cineasta Jayme Monjardim dirigiu as filmagens, assessorado por ninguém menos
que Afonso Beato – consagrado fotógrafo das fitas Tudo sobre minha mãe, do
espanhol Pedro Almodóvar, e O dragão da maldade contra o santo
guerreiro, de Glauber Rocha.
À BEIRA DO CAMINHO COM TRILHA DE ROBERTO CARLOS
Os acordes sertanejos de Zezé Di Camargo e Luciano deram
espaço para os versos românticos de Roberto Carlos na filmografia de Breno
Silveira. No novo filme do diretor do sucesso Dois Filhos de Francisco (2005),
À Beira do Caminho, exibido publicamente pela primeira vez anteontem, na
abertura do 16º Festival Cine PE, as músicas do Rei dão o tom de sua história.
No longa, o caminheiro João (João Miguel) conhece na estrada o menino Duda
(Vinicius Nascimento) – que perdeu a mãe no nordeste e planeja chegar a São
Paulo para encontrar o pai (Ângelo Antonio)– e enquanto roda pelo País, as
lembranças do passado são pontuadas por canções de Roberto Carlos. A ideia do
filme, com previsão de estreia para agosto, surgiu quando Léa Penteado, da
equipe do cantor, bateu à porta do cineasta. “Na hora, eu pensei: ‘Beleza. Lá
vem uma biografia do Roberto’. Ele faz parte da minha vida emocional. Quando eu
tinha 18 anos e o rock estava estourado, eu ouvia Roberto Carlos”, conta Breno
Silveira, hoje com 47.
O cineasta conta que o interesse pelas músicas do Rei surgiu quando ele levou
um fora de uma namorada. “Na adolescência, você acha que, quando uma paixão
acaba, o mundo vai acabar. Eu me acidentei de moto, e meu pai veio perguntar se
eu queria me matar. Então, ele colocou em loop as músicas mais dolorosas do
Roberto Carlos. Depois disso, elas não saíram da minha vida”, lembra Silveira,
cujos pais moravam na mesma rua que o cantor, no bairro da Urca, no Rio.
O roteiro de À Beira do Caminho é assinado por Patrícia Andrade, também
responsável por Dois Filhos de Francisco, e tem ainda a mão do autor Domingos
de Oliveira. “Ele sabe muito de dramaturgia. Cada vez que lia o roteiro, ele
trazia ideias de cenas-chave”, contou Patrícia.
Na história, os personagens ouvem e entoam canções de RC, mas o sinal verde
para o uso do repertório levou tempo. “A autorização só veio quando ele
assistiu ao filme. E isso demorou quase um ano”, revelou Silveira. O Rei
liberou os fonogramas originais de Amigo, Outra Vez, O Portão e A Distância. Na
exibição em Recife, as composições não puderem ser ouvidas integralmente por
causa de uma falha técnica na projeção, o que irritou o elenco.
FILME Á BEIRA DO CAMINHO
O filme "À Beira do Caminho", de Breno Silveira, foi o grande
vencedor do 16º Cine PE Festival do Audiovisual, que terminou na noite desta
quarta (2), no Teatro dos Guararapes, em Olinda.
TRILOGIA ROBERTO CARLOS
A Cinemateca abrira suas portas durante a Virada Cultural,
que será realizada nos dias 5 e 6, e apresentará uma trilogia cinematográfica
de Roberto Carlos. Serão exibidos os filmes do rei dirigidos por Roberto Farias
nos anos 1960/70.
"Roberto Carlos - Em Ritmo de Aventura" (1968) entrará em cartaz dia
5 às 20h;
"Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa" (1970) tem a exibição
marcada para as 22h;e "Roberto Carlos a 300 km Por Hora" (1971) será
apresentado na sequência, à meia-noite.
ROBERTO CARLOS TAMBÉM É REI NO MÉXICO
Durante o mês de maio , os fãs do cantor Roberto Carlos
puderam vibrar com a Turnê Internacional 2012, que chegou ao México! Por
ser próximo do Dia das Mães a imprensa local anuncia: “El más grande regalo
para MAMÁ!” Registraram também:“Después de dos años de su último concierto
en México, uno de los íconos más populares y reconocidos de la música brasileña
y con más de 50 años de trayectoria, estará en México para brindar un concierto
con temas románticos del recuerdo.”
Aqui no México, Roberto Carlos também é “Rei”!!!
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Por: Carlos Alberto Alves
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Deram suas folhas ao vento
Folhas são bilhetes deixados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos
Caídos no mato
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
No longa, o caminheiro João (João Miguel) conhece na estrada o menino Duda (Vinicius Nascimento) – que perdeu a mãe no nordeste e planeja chegar a São Paulo para encontrar o pai (Ângelo Antonio)– e enquanto roda pelo País, as lembranças do passado são pontuadas por canções de Roberto Carlos. A ideia do filme, com previsão de estreia para agosto, surgiu quando Léa Penteado, da equipe do cantor, bateu à porta do cineasta. “Na hora, eu pensei: ‘Beleza. Lá vem uma biografia do Roberto’. Ele faz parte da minha vida emocional. Quando eu tinha 18 anos e o rock estava estourado, eu ouvia Roberto Carlos”, conta Breno Silveira, hoje com 47.
O cineasta conta que o interesse pelas músicas do Rei surgiu quando ele levou um fora de uma namorada. “Na adolescência, você acha que, quando uma paixão acaba, o mundo vai acabar. Eu me acidentei de moto, e meu pai veio perguntar se eu queria me matar. Então, ele colocou em loop as músicas mais dolorosas do Roberto Carlos. Depois disso, elas não saíram da minha vida”, lembra Silveira, cujos pais moravam na mesma rua que o cantor, no bairro da Urca, no Rio.
O roteiro de À Beira do Caminho é assinado por Patrícia Andrade, também responsável por Dois Filhos de Francisco, e tem ainda a mão do autor Domingos de Oliveira. “Ele sabe muito de dramaturgia. Cada vez que lia o roteiro, ele trazia ideias de cenas-chave”, contou Patrícia.
Na história, os personagens ouvem e entoam canções de RC, mas o sinal verde para o uso do repertório levou tempo. “A autorização só veio quando ele assistiu ao filme. E isso demorou quase um ano”, revelou Silveira. O Rei liberou os fonogramas originais de Amigo, Outra Vez, O Portão e A Distância. Na exibição em Recife, as composições não puderem ser ouvidas integralmente por causa de uma falha técnica na projeção, o que irritou o elenco.
O filme "À Beira do Caminho", de Breno Silveira, foi o grande vencedor do 16º Cine PE Festival do Audiovisual, que terminou na noite desta quarta (2), no Teatro dos Guararapes, em Olinda.
"Roberto Carlos - Em Ritmo de Aventura" (1968) entrará em cartaz dia 5 às 20h;
"Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa" (1970) tem a exibição marcada para as 22h;e "Roberto Carlos a 300 km Por Hora" (1971) será apresentado na sequência, à meia-noite.
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