O Baú do Carlos Alves (25)













Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br




Esta é a nota do livro que escrevi sobre a minha carreira (quando estava nos 40 anos de atividade), livro esse que continua no computador. Tive a promessa de apoio para a sua publicação, mas até hoje... Nicles! Agora, com toda esta crise, é mesmo para pensar que ficou “salgado”, mas sempre vamos aproveitando alguma parte de textos para aqui trazermos à estampa no Portal Splish Splash.



Tenho orgulho do meu passado desportivo – e não só -, em função do que realizei ao longo de quarenta* anos de ininterrupta atividade. Fi-lo sempre com dedicação e amor às diversas causas que abracei, procurando, acima de tudo, enveredar pelo progressismo. Confesso, porém, que a minha maior realização pessoal incidiu no fenómeno jornalístico, ao fim e ao cabo a verdadeira e inequívoca paixão. Foi graças ao jornalismo que conheci outros países, outros “modus vivendi” a que não estava habituado e, concomitantemente, lograr o fator pesquisa, componente jornalística que sempre gostei, sobretudo quando apresentava aos leitores as grandes reportagens, salientando aqui, referencialmente, as várias passagens pelos Estados Unidos e Canadá, onde enxameiam milhares de portugueses emigrados, concretamente açorianos, madeirenses e continentais, estes últimos com maior expressão no Estado de New Jersey, que visitei por três vezes, a mais recente em 2000, por ocasião da cobertura da famosa maratona de Nova Yorque.

Prezo-me, pois, de ter sido um jornalista reconhecido pelo meu “savoir faire” e, fundamentalmente, pelo meu estilo de escrever, espelhando sempre a imagem que o pio leitor se habituou.

Reconheço, ainda, que aprendi com insignes jornalistas, citando, nomeadamente, no jornal “A Bola”, aqueles que sempre rotulei de “monstros sagrados”, casos de Vítor Santos e Alfredo Farinha, com quem tive o privilégio de, nos Açores - Ponta Delgada e Horta -, ter participado em duas ações de formação para jornalistas locais, promovidos pelo governo açoriano de então (presidido por João Bosco Mota Amaral), respectivamente, em 1983 e 1984.

Por fim, o meu preito de gratidão a todos aqueles que acreditaram em mim. Creio que vou deixar o jornalismo com saída pela porta grande, o que significa que valeu a pena, estando eu a dois anos de concretizar o almejado sonho, isto é, atingir os 50 anos de carreira.

*Agora já vai a caminho dos 48 anos, completando-se no próximo dia 10 de Março.
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