O Baú do Carlos Alves (21)






Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br



É banal afirmar que vivemos uma época sem precedentes em relação ao acesso à informação e por conseqüência a nossa capacidade enquanto cidadãos para intervirmos para o bem-estar coletivo é muito maior. Muitos podem advogar que existe, nos nossos dias, um excesso de informação, e até certo ponto é verdade. O exemplo mais imediato que me ocorre tem a ver com a cimeira sobre as alterações climáticas que decorreu em Copenhaga em 2009. O cidadão comum, que não percebe quase nada sobre as questões climáticas (pelo menos numa perspectiva mais científica), fica perdido perante a carga de informação que foi produzida, sendo que muitas vezes os argumentos são completamente contraditórios. Neste mundo de informação excessiva e instantânea eu inclino-me para a tese de que precisamos dar mais ferramentas às pessoas no sentido de estarem em condições de filtrar as informações que chegam por diferentes caminhos e, à custa disso, possibilitar que tenham um posicionamento seguro sobre uma determinada matéria. É banal também afirmar que vivemos num planeta que é de todos nós e isso significa ainda uma outra banalidade: precisamos uns dos outros. O planeta é nosso e não dos outros. Mesmo estando aqui, temos de ter uma perspectiva pró-ativa na defesa do ambiente. A luta pela sustentabilidade ambiental, a par com meia dúzia de outros problemas, exige, inevitavelmente, uma intervenção à escala global que não se compadece com visões sectárias. Se a China ou Estados Unidos continuarem a fazer orelhas moucas em torno das alterações climáticas todos nós pagaremos a factura (também é uma outra banalidade). O ambiente não é a minha praia. No entanto, não sou suficientemente estúpido para não perceber que se não houver um compromisso justo, ambicioso e vinculativo entre os todos Estados, estaremos a deixar um planeta ruinoso para as gerações vindouras.
3 Comentários

Comentários

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  1. Boa noite Carlos Alves,
    que óptimo falar sobre esta tema, não esquecer que há um loby fortíssimo na questão da agro-pecuária, por isso a mídea não lhe toca, e é na certa a coisa que mais polui o planeta, por nela estar envolvida aspectos diversos,os interesses são grandes demais e fazer as pessoas deixar de comer carne não está nos planos desta geração, impensável deixar de sacrificar animais para a gula dos humanos. Mas para o mundo continuar mundo, tudo tem que passar por aí há alguns vídeos importantíssimos no Youtube, porque tenho pouco tempo para procurar acho que não devo poder po-lo aqui. Encontrei agora este que não conhecia:

    http://youtu.be/gxBZmZHxPsA

    E aqui vai mais um, sem ser o que eu queria, acho que ele foi retirado do Youtube pelas razões que já demos calcular, este assunto ainda vai ser tabu por muitos anos e longos anos, pois a ganância do dinheiro, por enquanto é quem dominará o mundo:

    http://youtu.be/Iaa-OKDDL8c

    Gostei do tema. Amo os animais, é por isso que deixei há muito de comer carne de qualquer tipo *
    Abraço
    Lita Pires

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  2. Ainda bem que gostou e melhor ainda ter trazido aqui a sua importante opinião. É disso que necessitamos, isto é, trocar opiniões e rebatê-las, corretamente, se possível. Os meus 48 anos de ativo jornalismo, em várias áreas, leva-me a pensar deste modo. Não se pode fazer da democracia uma palavra vã.
    Um grande abraço e aqui estou para trocarmos ideias se bem entender.
    Carlos Alberto Alves

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  3. Que bom, Carlos Alberto,
    apesar de ter cada vez menos tempo para estas coisas que gosto e que acho realmente importantes, de vez em quando tentarei arranjar um tempinho para passar por aqui. É um síto bem simpático, ou não fosse ele dedicado a quem é (RC).
    Outro Abraço
    Lita Pires

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