Roberto Carlos traz a Brasília seus grandes sucessos com arranjos diferenciados e muitas emoções
Publicada por
Carmen Augusta
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Zé Paulo cardeal
O Rei faz a festa dos súditos
Roberto Carlos traz a Brasília seus grandes sucessos com arranjos diferenciados e muitas emoções
Caetano Veloso compôs várias músicas pensando em ouvi-las na voz de Roberto Carlos. Nenhuma delas, porém, ganhou interpretação tão emocionada do cantor quanto Força estranha. Essa canção — a preferida de Dona Canô, entre tantas da obra do filho — traz um verso mais que emblemático: “Por isso uma força me leva a cantar/ Por isso essa força estranha no ar/ Por isso é que eu canto, não posso parar/ Por isso essa voz tamanha…”
Em Força estranha, gravada por Roberto em 1978 (o álbum vendeu 1,5 milhão de cópias), Caetano, de certa forma, traça o roteiro poético da trajetória inabalável de um artista que, há mais de 50 anos, mantém-se no patamar mais alto do música popular brasileira, sendo reverenciado por fãs de todas as idades. É o Rei e seus súditos, que mantêm uma longeva relação de apreço, amizade e carinho.
A Brasília, onde possui uma grande legião de admiradores, Roberto tem vindo com alguma frequência ao longo das três últimas décadas. Na capital, ele já cantou em diferentes locais, porém, o Ginásio Nilson Nelson é o palco que mais o acolheu. E é lá que o Rei se apresenta hoje, às 21h30, acompanhado por orquestra de 11 músicos e três vocalistas. O show é semelhante ao que fez em 7 de setembro, em Jerusalém.
Roberto não é muito de promover mudanças no roteiro dos seus espetáculos. Ultimamente, até tem retomado músicas que, por motivos diversos, haviam sido “banidas” do repertório. No show de logo mais, por exemplo, ele vai cantar Além do horizonte (recriada com sucesso pela banda pop mineira Jota Quest); Amor perfeito, que ganhou nova versão, com uma levada de axé, da cantora Cláudia Leitte; e Cavalgada, registrada brilhantemente em duo por Erasmo Carlos e Maria Bethânia, tornando-a ainda mais erótica.
Na estrutura do show, aberto pelo clássico Emoções, há predominância de canções românticas, sempre aguardadas pelo público. Entre elas estão: Eu te amo, Desabafo, Eu quero apenas, Como é grande o meu amor por você e, claro, a nunca
esquecida Detalhes, que tem se transformado num momento voz e violão. Obviamente, não faltam aquelas de letras com alta dosagem de sensualidade, como Cama e mesa, Café da manhã, Côncavo e convexo e Proposta.
Jovem Guarda
Ponto de partida de sua carreira vitoriosa, a Jovem Guarda é também relembrada, com um medley de músicas que embalaram a geração sessentista. Estão reunidas num bloco É proibido fumar, Namoradinha de um amigo meu, Quando, E por isso estou aqui e Jovens tardes de domingo, canção síntese, composta anos depois, gravada por Gal Costa. Roberto a registrou no CD Duetos, dividindo a interpretação com Erasmo Carlos, Wanderléa, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani e outros companheiros de movimento.
Entre o dia 15 próximo e 23 de dezembro, Roberto Carlos cumpre os compromissos restantes da turnê de 2011,apresentando-se em Porto Alegre, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ainda em dezembro, o Rei lança, pela Sony Music, CD e DVD do espetáculo realizado no Sultan’s Pool, em Jerusalém; além de gravar o especial de fim de ano, com show acústico. Segundo a assessora de imprensa do artista, só em 2012 ele grava novo CD de músicas inéditas. Três delas foram compostas com o velho parceiro Erasmo Carlos.
Roberto CarlosShow do cantor e compositor, banda e coro, hoje, às 21h30, no Ginásio Nilson Nelson (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 350 (setor azul), R$ 250 (setor amarelo), R$ 200 (cadeira de setor) e R$ 50 (plateia; arquibancada). Preços de meia-entrada. Assinantes do Correio têm 50% de desconto na compra do ingresso inteiro (cupom Sempre Você). Pontos de venda: rede de lojas Free Corner. Informações: 3248-5221. Não recomendado para menores de 16 anos.
Apresentações inesquecíveis
Roberto, em 1982, na Esplanada dos Ministérios, cantando Guerra dos meninos, com um coral de 100 crianças
Estudante, cabeludo, usando — orgulhosamente — camiseta com a logomarca da UnB, sob uma jardineira Lee, assisti ao primeiro show de Roberto Carlos no ainda inacabado Teatro Nacional. Era fã do Rei, desde os tempos da Jovem Guarda, daqueles que não saía de casa, por nada, nas tardes de domingo, para assisti-lo na tevê, no comando do programa, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa. Depois das aulas no Elefante Branco, parava em frente à Discoteca Paulistinha, na W3 Sul, e ficava ouvindo repetidas vezes Quero que vá tudo pro inferno.
Com o advento do Ginásio Nilson Nelson, Roberto passou a vir mais à cidade e sempre lotava aquele espaço. Mas foi em 1982 que reuniu a maior plateia na capital. Uma multidão de aproximadamente 200 mil pessoas ocupou a Esplanada dos Ministérios para vê-lo, num megaespetáculo, produzido pelo publicitário Marcus Vinicius Bucar Nunes, que juntou no palco o Rei e um coral de 100 vozes infantis na canção Guerra dos meninos. Cobri o show, que ganhou destaque no Correio.
O sucesso daquele concerto ao ar livre foi tão grande que Marcus Vinicius, no ano seguinte, estava à frente da produção do projeto Emoções: uma série de apresentações em várias capitais brasileiras. A estreia do Emoções, no Estádio Serejão, em Taguatinga, em 18 de maio de 2003, foi antecedida por entrevista do artista a bordo de um avião da Vasp, sobrevoando São Paulo, da qual tomei parte.
Não consigo enumerar quantos shows de Roberto já assisti. Além dos apresentados em Brasília, lembro-me de outros dois: no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; e no Canecão, no Rio de Janeiro. Como sugere a canção, a cada show, as emoções se renovam. (IRL)
Irlam Rocha Lima
Correio Web
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Em Força estranha, gravada por Roberto em 1978 (o álbum vendeu 1,5 milhão de cópias), Caetano, de certa forma, traça o roteiro poético da trajetória inabalável de um artista que, há mais de 50 anos, mantém-se no patamar mais alto do música popular brasileira, sendo reverenciado por fãs de todas as idades. É o Rei e seus súditos, que mantêm uma longeva relação de apreço, amizade e carinho.
A Brasília, onde possui uma grande legião de admiradores, Roberto tem vindo com alguma frequência ao longo das três últimas décadas. Na capital, ele já cantou em diferentes locais, porém, o Ginásio Nilson Nelson é o palco que mais o acolheu. E é lá que o Rei se apresenta hoje, às 21h30, acompanhado por orquestra de 11 músicos e três vocalistas. O show é semelhante ao que fez em 7 de setembro, em Jerusalém.
Roberto não é muito de promover mudanças no roteiro dos seus espetáculos. Ultimamente, até tem retomado músicas que, por motivos diversos, haviam sido “banidas” do repertório. No show de logo mais, por exemplo, ele vai cantar Além do horizonte (recriada com sucesso pela banda pop mineira Jota Quest); Amor perfeito, que ganhou nova versão, com uma levada de axé, da cantora Cláudia Leitte; e Cavalgada, registrada brilhantemente em duo por Erasmo Carlos e Maria Bethânia, tornando-a ainda mais erótica.
Na estrutura do show, aberto pelo clássico Emoções, há predominância de canções românticas, sempre aguardadas pelo público. Entre elas estão: Eu te amo, Desabafo, Eu quero apenas, Como é grande o meu amor por você e, claro, a nunca
esquecida Detalhes, que tem se transformado num momento voz e violão. Obviamente, não faltam aquelas de letras com alta dosagem de sensualidade, como Cama e mesa, Café da manhã, Côncavo e convexo e Proposta.
Jovem Guarda
Ponto de partida de sua carreira vitoriosa, a Jovem Guarda é também relembrada, com um medley de músicas que embalaram a geração sessentista. Estão reunidas num bloco É proibido fumar, Namoradinha de um amigo meu, Quando, E por isso estou aqui e Jovens tardes de domingo, canção síntese, composta anos depois, gravada por Gal Costa. Roberto a registrou no CD Duetos, dividindo a interpretação com Erasmo Carlos, Wanderléa, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani e outros companheiros de movimento.
Entre o dia 15 próximo e 23 de dezembro, Roberto Carlos cumpre os compromissos restantes da turnê de 2011,apresentando-se em Porto Alegre, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ainda em dezembro, o Rei lança, pela Sony Music, CD e DVD do espetáculo realizado no Sultan’s Pool, em Jerusalém; além de gravar o especial de fim de ano, com show acústico. Segundo a assessora de imprensa do artista, só em 2012 ele grava novo CD de músicas inéditas. Três delas foram compostas com o velho parceiro Erasmo Carlos.
Roberto Carlos Show do cantor e compositor, banda e coro, hoje, às 21h30, no Ginásio Nilson Nelson (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 350 (setor azul), R$ 250 (setor amarelo), R$ 200 (cadeira de setor) e R$ 50 (plateia; arquibancada). Preços de meia-entrada. Assinantes do Correio têm 50% de desconto na compra do ingresso inteiro (cupom Sempre Você). Pontos de venda: rede de lojas Free Corner. Informações: 3248-5221. Não recomendado para menores de 16 anos.
Apresentações inesquecíveis
Roberto, em 1982, na Esplanada dos Ministérios, cantando Guerra dos meninos, com um coral de 100 crianças
Estudante, cabeludo, usando — orgulhosamente — camiseta com a logomarca da UnB, sob uma jardineira Lee, assisti ao primeiro show de Roberto Carlos no ainda inacabado Teatro Nacional. Era fã do Rei, desde os tempos da Jovem Guarda, daqueles que não saía de casa, por nada, nas tardes de domingo, para assisti-lo na tevê, no comando do programa, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa. Depois das aulas no Elefante Branco, parava em frente à Discoteca Paulistinha, na W3 Sul, e ficava ouvindo repetidas vezes Quero que vá tudo pro inferno.
Com o advento do Ginásio Nilson Nelson, Roberto passou a vir mais à cidade e sempre lotava aquele espaço. Mas foi em 1982 que reuniu a maior plateia na capital. Uma multidão de aproximadamente 200 mil pessoas ocupou a Esplanada dos Ministérios para vê-lo, num megaespetáculo, produzido pelo publicitário Marcus Vinicius Bucar Nunes, que juntou no palco o Rei e um coral de 100 vozes infantis na canção Guerra dos meninos. Cobri o show, que ganhou destaque no Correio.
O sucesso daquele concerto ao ar livre foi tão grande que Marcus Vinicius, no ano seguinte, estava à frente da produção do projeto Emoções: uma série de apresentações em várias capitais brasileiras. A estreia do Emoções, no Estádio Serejão, em Taguatinga, em 18 de maio de 2003, foi antecedida por entrevista do artista a bordo de um avião da Vasp, sobrevoando São Paulo, da qual tomei parte.
Não consigo enumerar quantos shows de Roberto já assisti. Além dos apresentados em Brasília, lembro-me de outros dois: no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo; e no Canecão, no Rio de Janeiro. Como sugere a canção, a cada show, as emoções se renovam. (IRL)
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