Texto escrito na edição do jornal no dia em que Portugal venceu a Holanda e consequentemente se qualificou para a final do Euro-2004. Depois... foi depois... A Grécia, mais uma vez, limpou-nos o cêbo. Mas chegar à final já foi dignificante.
Da minha secretária
O povo unido e... a seleção na final
Contagiante a alegria que se viveu no Estádio José Alvalade Século XXI logo após o termo do jogo Portugal-Holanda e cujo triunfo, também este bastante suado, catapultou Portugal para a final do Euro 2004, competição que decorre no nosso país sob o signo de uma organização eficiente e que, concomitantemente, tem merecido os maiores encómios de todos os países visitantes.
De fato, a Seleção de Portugal, ao chegar à final sob o comando do brasileiro Luiz Felipe Scolari, consegue uma página histórica para o futebol português e que vem corroborar, por outro lado, que havíamos merecido muito mais no último europeu disputado na Holanda/Bélgica. Ficámos pela meia-final, mas deixámos bem expresso que o futebol português tem valor para ocupar um lugar de honra entre os mais cotados do mundo.
E se Portugal chegou à final, há que dizer, seguramente, que o povo unido esteve ao lado da seleção, aderindo assim, e nesse sentido, ao apelo lançado pelo selecionador nacional Luíz Felipe Scolari que, hoje, é um homem feliz por ter levado Portugal, pela primeira vez, à final de uma competição desta natureza. E, aqui, Scolari, depois de um início em que as coisas não correram de feição, teve o inteiro mérito de colocar em campo os jogadores que, táctica e estrategicamente, poderiam corresponder cabalmente,
recorrendo, também, àqueles que, no banco, garantiam uma sequência de valores, concretamente no aspecto de índole táctico.
E, para domingo, na final, ante checos ou gregos, vamos ter, seguramente, um povo ainda mais unido, esperando pelo almejado título que sempre nos fez negaças porque, na verdade, nunca havíamos atingido o patamar superior em direção ao ceptro de campeão europeu. Um trono que, ao nível de clubes, Portugal atingiu por via dos êxitos do Benfica e do Futebol Clube do Porto, ambos por duas vezes.
E, para encerrar, acresce dizer, com toda a justiça, que Luís Figo, o melhor jogador em campo, deu um exemplo de verdadeira crença, de verdadeiro empenho para este momento histórico para o futebol português.
NOTA FINAL – Como se sabe, na final, Portugal foi derrotado pela Grécia por 1-0. Aliás, os únicos dois jogos que Portugal perdeu foi ante a Grécia. No jogo inaugural do nosso grupo e depois na final.
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