Quando o Papa foi a Jerusalém






Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.coml



O nosso Rei Roberto Carlos estará em Jerusalém para um show que ficará memorável em 7 de Setembro próximo. Temos assim um Rei da música sucedendo a um Papa em termos de presenças na Terra Santa.


O Papa veio ter com os jornalistas logo após o avião ter levantado voo (Tel Aviv-Roma). Visivelmente bem-disposto, Bento XVI disse, em jeito de balanço da visita pastoral à Terra Santa: "Vim como peregrino de paz e espero que estes passos venham a ser percorridos por outros mensageiros de paz." Neste contexto, destacou três pontos.

Em primeiro lugar, a enorme vontade de diálogo e colaboração que encontrou. E isto não apenas por motivos políticos, mas porque este desejo especial vai de encontro ao núcleo da fé: Deus é amor e é pai para todos, e isso só pode passar pelo encontro e respeito pelo outro. Destacam-se aqui os três encontros inter-religiosos que o Papa manteve – na Jordânia, em Jerusalém e na Galileia.

No segundo ponto, sublinhou o ambiente de diálogo ecuménico e considerou muito encorajadores os encontros que manteve. O terceiro ponto prende-se com o fato de Bento XVI ter ido ao encontro dos que vivem na região. Considero ainda que revelou coragem ao criticar o muro da Cisjordânia. Foi profundamente realista, não escondeu os problemas e terminou com uma mensagem de esperança na visita ao Santo Sepulcro: "A força do túmulo vazio demonstra a vitória de Cristo sobre a morte e sobre o mal."

Agora, volvido algum tempo, é de esperar que, através das canções de Roberto Carlos, as mesmas possam contribuir para mais um momento de fé na Terra Santa.
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