Há uns tempos, num dos meus dias mais tristes escrevi isto: «Na hora em que os anjos se cansam o desânimo é rei. E hoje, tudo em mim é tédio. Um tédio de sentir as saudades de quem amo e me falta, nos momentos em que os anjos me abandonam à solidão de um solitário apartamento numa cidade
inundada de casas e pessoas vazias e sorrisos sem significado e palavras mortas presas em lábios roxos, secos de significado e significação. Na hora em que os anjos se cansam a saudade é rainha. (...) Perdido em viagens, dentro de mim mesmo, procurando o porquê deste meu sentir triste e pesado, lembro-me que é possível, que um dia, até mesmo os anjos se cansem. Não há anjo que aguente o peso de um coração carregado de saudades, e hoje todo o bater do meu são palavras mudas que envio a quem me falta. Na hora em que os anjos descansam as minhas palavras pesam. Pesam e falham a tradicional alegria que as marca. Marcando a ausência de uma ausência sentida, pesada e pensada, amarrado e obrigado ao exílio de uma cidade familiar. Ruas e pedras e estradas e campos, vazios. O retrato da minha alma. O reflexo do meu ser e estar. Não há ausência mais sentida, do que a ausência de nós mesmos. E hoje me ausentei de mim, juntamente com o meu anjo cansado, na hora em que decidiu descansar! Finalmente sós. Os dois. Carrego em mim hoje todo o peso de uma falha, falta, ausência, lacuna, vazio. Um deserto abalado pela minha vontade de lhe resistir. Hoje, na hora em que os anjos se cansam, não houve lugar a pensamentos floridos, lugares comuns ou ideias brilhantes. Nesta hora descanso… não é fácil lutar contra um mundo, que não se entende, não se percebe. Não é fácil encontrar justificações constantes para um mundo triste, feio, sujo, sem esperança, corrupto, cruel. Hoje, na hora em que os anjos se cansam trago em mim todo o peso do mundo (...) Hoje, nesta hora solitária, desmistifico a vida e limito-me a senti-la, sem choro, sem riso, sem expressão nem desejos. Hoje, na hora em que os anjos se cansam, espero desesperançado carregando nos ombros o peso de um anjo cansado, que hoje decidiu descansar. E voltei a este texto, porque hoje, vi na teoria dos anjos cansados a única explicação possível para que uma criança inocente adoeça gravemente. A Joana, o Henrique (filhos de amigos meus) e tantos outros entre estas idades (1 a 8 anos) sofrem de Leucemia e esperam esperançosos que os seus anjos não se cansem.
NOTA FINAL - Todos conheciam este “anjo BD”. Afinal, o que ele queria? Bin Laden queria boicotar a moeda norte-americana e decidiu-se lançar o desafio. Isto porque o dólar impõe «escravidão ao mundo», explicou o porta-voz da Al-Qaeda, numa gravação difundida pelo canal Al-Jazeera. «Sei que isso terá fortes repercussões, mas é a única forma de libertar a humanidade da escravidão», justificava então a organização terrorista. Os países industrializados também foram responsabilizados pelo aquecimento global e, «especialmente os maiores», pela crise.
E agora depois que Bin Laden foi morto (finalmente) pelos norte-americanos, o que vem a seguir? Grande incógnita, né... Porém, uma coisa eu tenho a certeza: a Al-Qaeda nunca “contratará” o nosso Otávio Machado, isto porque eles não percebem patavina de futebol e o Otávio Machado só gosta de enfrentar “lobbies” do futebol com o esgrimir de palavras. Nada de armas químicas. Como tal, o nosso Bin Laden continua igual a si próprio e lá vai, de quando em vez, assustando muita gente que se julga intocável, um deles o já “mal amado” Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Pelo menos temos a consolação de exibirmos um Bin Laden que só “fere” com palavras, o que não deixa de ser uma arma importante contra os “senhores do mando” do futebol português, incluindo alguns presidentes de clubes.
inundada de casas e pessoas vazias e sorrisos sem significado e palavras mortas presas em lábios roxos, secos de significado e significação. Na hora em que os anjos se cansam a saudade é rainha. (...) Perdido em viagens, dentro de mim mesmo, procurando o porquê deste meu sentir triste e pesado, lembro-me que é possível, que um dia, até mesmo os anjos se cansem. Não há anjo que aguente o peso de um coração carregado de saudades, e hoje todo o bater do meu são palavras mudas que envio a quem me falta. Na hora em que os anjos descansam as minhas palavras pesam. Pesam e falham a tradicional alegria que as marca. Marcando a ausência de uma ausência sentida, pesada e pensada, amarrado e obrigado ao exílio de uma cidade familiar. Ruas e pedras e estradas e campos, vazios. O retrato da minha alma. O reflexo do meu ser e estar. Não há ausência mais sentida, do que a ausência de nós mesmos. E hoje me ausentei de mim, juntamente com o meu anjo cansado, na hora em que decidiu descansar! Finalmente sós. Os dois. Carrego em mim hoje todo o peso de uma falha, falta, ausência, lacuna, vazio. Um deserto abalado pela minha vontade de lhe resistir. Hoje, na hora em que os anjos se cansam, não houve lugar a pensamentos floridos, lugares comuns ou ideias brilhantes. Nesta hora descanso… não é fácil lutar contra um mundo, que não se entende, não se percebe. Não é fácil encontrar justificações constantes para um mundo triste, feio, sujo, sem esperança, corrupto, cruel. Hoje, na hora em que os anjos se cansam trago em mim todo o peso do mundo (...) Hoje, nesta hora solitária, desmistifico a vida e limito-me a senti-la, sem choro, sem riso, sem expressão nem desejos. Hoje, na hora em que os anjos se cansam, espero desesperançado carregando nos ombros o peso de um anjo cansado, que hoje decidiu descansar. E voltei a este texto, porque hoje, vi na teoria dos anjos cansados a única explicação possível para que uma criança inocente adoeça gravemente. A Joana, o Henrique (filhos de amigos meus) e tantos outros entre estas idades (1 a 8 anos) sofrem de Leucemia e esperam esperançosos que os seus anjos não se cansem.
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