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Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br
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Eu numa ida a Portugal. Claro que, no avião, da TAP ou outra companhia qualquer (eu quero é lá chegar), procurava ouvir Roberto Carlos. Em qualquer aeronave tem que ter música do rei, caso contrário é motivo para protesto no livro de reclamações. Livro de reclamações? Será que por lá existe essa coisa...?
Chego a Lisboa, naturalmente visitar a minha filha em primeiro lugar. Depois, tomar uma ginjinha no Rossio. Depois de bem comido e bem bebido, fazer mais uma viagem, desta feita até à ilha Terceira para ver a família e os amigos, mas, ao entrar no avião da TAP, a primeira coisa que faço é perguntar à hospedeira se tem música do rei Roberto Carlos. Claro que a resposta é sim. Imperdoável se não tivesse. Depois de bem comido e bem bebido na ilha, volto para Lisboa e já nem pergunto à hospedeira se tem música do rei Roberto Carlos. Sento-me na cadeira respectiva, coloco os auscultadores (depois de ouvir as instruções e o avião levantar voo) e, curiosamente, entra Roberto Carlos a cantar ESSE CARA SOU EU. Pois... Eu também sou um cara exigente.
Quando desembarco em Lisboa, tomo uma decisão e arranjo uma passagem para ir até ao Porto matar saudades de pessoas amigas. Ligo para o mais amigo e combinamos um almoço, mas com essa exigência: uma bacalhoada no mesmo restaurante em que ele almoçou com o maestro Eduardo Lages. Dito e feito, combinado. Bem bebidos e bem comidos (o gajo é um bom garfo, não parece com aquele corpinho, mas é). Terminada o repasto, pediu-se a conta ao garçom. Pago eu, pagas tu, até que tomo a decisão de... STASERA PAGO IO! O gajo do carago aceitou, até porque anda a contar os tostãozinhos para pagar aos colaboradores do Portal Luso - Brasileiro Splish Splash. Entendi desde logo isso. De seguida, deixa-me no hotel, mas, pelo caminho, nada de conversa, apenas ouvir Roberto Carlos nos muitos CDs que ele levava. Conversa fiada, foi só na hora do almoço. Despeço-me do amigo, entretanto, convido-o para tomar um cafezinho no bar do hotel. Aceitou, mas, antes de chegarmos ao bar, deixei este aviso: STASERA PAGO IO! O gajo do carago esboçou um sorriso de alivio, porque, na verdade, esqueceu-se da carteira em casa.
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eheheheh Esta crónica de ficção está do baril! Esperemos que a ficção se torne realidade, desta vez com contas à moda do Porto, carago! :)
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