ECAM: Estágio Militar para Jornalistas

Exército Brasileiro treina jornalistas para cobrir conflitos. Estágio em Cachoeira Paulista inclui sobrevivência e primeiros-socorros.
 Imagem composta mostrando jornalistas em treino militar, incluindo exercícios no terreno.

Exército Brasileiro prepara comunicadores para cenários de crise em Cachoeira Paulista


Aprender a fazer fogo ou um torniquete pode ser tão crucial como escrever a notícia. Jornalistas trocam as redações por treino de combate a incêndios e orientação noturna


De 10 a 19 de novembro de 2025, a Brigada de Infantaria Aeromóvel do Exército Brasileiro, em parceria com a Faculdade Canção Nova, realiza uma nova edição do Estágio para Correspondentes de Assuntos Militares (ECAM). O objetivo é claro e prático: preparar profissionais de imprensa e estudantes de comunicação para o trabalho em ambientes instáveis, de crise ou de conflito armado.

A formação, que decorre em Cachoeira Paulista, vai muito além da teoria. Os participantes serão submetidos a um intensivo programa de instruções e exercícios que simulam situações reais de alto risco. O currículo prático inclui procedimentos em caso de ataques terroristas, técnicas de orientação diurna e noturna, métodos para obtenção de água e fogo, atendimento pré-hospitalar de emergência e combate a incêndios. Aprender a identificar áreas suspeitas com minas é outra das competências críticas transmitidas, equipando os jornalistas com conhecimentos que podem salvar vidas no terreno.

Esta é a segunda vez que a Faculdade Canção Nova é escolhida como parceira para acolher o ECAM, um facto que reforça a cooperação bem-sucedida entre a instituição de ensino e as Forças Armadas. A iniciativa consolida uma ponte única entre o mundo da comunicação e o universo militar, assegurando que os profissionais que cobrem conflitos e desastres chegam ao campo não só com um microfone ou uma câmara, mas também com o treino necessário para enfrentar os perigos mais imprevisíveis.

Nota do Editor — Portal Splish Splash:
Num mundo onde as fronteiras entre a frente de batalha e a reportagem são cada vez mais ténues, iniciativas como o ECAM são fundamentais. Mais do que uma simples formação, é um investimento vital na segurança e na eficácia dos jornalistas que nos trazem as histórias de onde o perigo é real. Esta preparação pode fazer a diferença entre a vida e a morte, assegurando que a informação, um pilar da democracia, continua a chegar mesmo nos contextos mais hostis.
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